PT823962E - Bomba alternativa vertical - Google Patents
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Description
84 544 ΕΡ Ο 823 962/ΡΤ
DESCRIÇÃO
"Bomba alternativa vertical'' O presente invento refere-se a uma bomba alternativa vertical para a elevação de líquidos presentes no solo, de acordo com o preâmbulo da primeira reivindicação.
Um tal bomba alternativa vertical é já conhecida, em especial, descrita no documento OAPI 06 221 de 23 de Março de 1997. Tais bombas destinam-se a bombear os líquidos presentes no solo, tais como águas subterrâneas, petróleo, etc.
As bombas alternativas verticais conhecidas, destinadas a bombear água, são accionadas manualmente. As mesmas são compostas, de acordo com a profundidade dos lençóis, quer de uma haste, quer de um trem de hastes, vertical, que suporta um ou diversos êmbolos com válvula.
Os êmbolos conhecidos são compostos, de maneira geral, por um cilindro, com um certo comprimento, munido na sua periferia ao longo de um dos seus bordos, em especial, do bordo superior, de uma junta deslizante dentro do tubo de elevação.
Esta parte do cilindro é engatada de maneira deslizante num corpo, por exemplo, formado por aletas e terminado na sua base por uma válvula. Quando o cilindro de êmbolo desce sobre a válvula, o êmbolo fica estanque. No caso contrário, o líquido pode atravessar o êmbolo. Estas duas posições diferentes, entre o cilindro e a válvula, correspondem, respectivamente, ao movimento de descida do êmbolo na coluna de água contida no cilindro do corpo da bomba ou tubo de elevação e ao movimento de subida da coluna de líquido por cima do êmbolo. É igualmente conhecido (FR-88 09 575) um dispositivo de bombagem com êmbolos múltiplos, no qual o êmbolo é constituído por um cilindro, cujo fundo apresenta uma estrutura dita alveolar. Este cilindro está encaixado na haste de comando do movimento de vaivém. Por cima do fundo alveolar está prevista uma válvula de aspiração mantida em apoio contra a estrutura alveolar por um elemento tubular. Este elemento tubular atravessa o interior do cilindro e apoia-se contra um 84 544 ΕΡ Ο 823 962/ΡΤ batente solidário com a haste. Por debaixo do êmbolo, isto é, do fundo alveolar do cilindro está prevista uma porca e uma contra-porca para bloquear o conjunto.
Os cilindros dos êmbolos conhecidos apresentam o inconveniente de apresentarem atrito de uma maneira importante na superfície interior da coluna de elevação e este atrito aumenta quando o tubo de elevação sofre deformações, no seguimento de movimentos do terreno, porque o êmbolo é então forçado a seguir o trajecto deformado. A junta ao longo do bordo superior do cilindro, que se vai aplicar contra a parede interior do tubo de elevação ou o próprio cilindro aumentam este atrito, devido à pressão exercida pela coluna de líquido contra a junta e o cilindro.
Muitas vezes, os líquidos bombeados estão carregados e com o decorrer do tempo depositam-se partículas nas sedes das válvulas do êmbolo. Os êmbolos perdem assim a sua estanqueidade, diminuindo o débito do líquido bombeado. Por este facto é necessário substituir frequentemente os êmbolos, o que aumenta o custo de exploração da bomba. A válvula, que é uma peça de desgaste, sofre fadiga e pode necessitar de uma substituição. Neste caso, é necessário desmontar o conjunto do êmbolo para se ter acesso à válvula, retirar a válvula e substituir e colocar no lugar a nova válvula. Por isto, é necessário retirar completamente o êmbolo da haste, para se poder enfiar a nova válvula.
Isto constitui uma operação relativamente longa para a substituição de uma peça tão simples.
Além disso, como a válvula está colocada no cilindro, quando a bomba está parada, as partículas sólidas em suspensão na água, contidas no êmbolo, depositam-se progressivamente no fundo. Como o êmbolo não é perfeitamente estanque, a água escapa-se e arrasta consigo as partículas sólidas em suspensão, as apresentam o risco de se depositarem entre o bordo da membrana e a parede interior do êmbolo, no intervalo necessário para permitir à válvula elevar-se sem atrito contra o êmbolo.
Esta situação é inconveniente para os êmbolos não imersos; se uma razão qualquer a bomba está parada durante um certo tempo, isto é, algumas horas ou
84 544 ΕΡ Ο 823 962/ΡΤ 3 alguns dias, as partículas sólidas bloqueiam então a válvula e a experiência tem mostrado que tem sido, neste caso, necessário retirar de novo os êmbolos da água, para os desmontar e desbloquear as membranas assim coladas.
Isto representa um trabalho importante e, por conseguinte, um inconveniente grave e inevitável, uma vez que a bomba é necessariamente parada de tempos a tempos, seria apenas isto no caso de bombas accionadas à mão ou por um motor eléctrico, alimentado por baterias solares sem bateria tampão com capacidade suficiente para um funcionamento contínuo. É conhecida igualmente, de acordo com o documento FR-A-2 518 181, uma bomba alternativa com êmbolos montados num cabo ou numa haste dentro de um tubo. Os êmbolos são constituídos, cada um deles, por dois meios êmbolos, moldados num material de plástico, escolhido pela sua flexibilidade. Durante a descida dos êmbolos, as duas metades de cada êmbolo afastam-se elasticamente para deixar passar o líquido a bombear, isto é, para permitir aos êmbolos descer na coluna de líquido. A flexibilidade das metades dos êmbolos produz, em primeiro lugar, a deformação dos êmbolos com a carga da coluna de água, se bem que o peso da coluna não é mais repartido entre os diferentes êmbolo, mas repercute-se e adiciona-se de um êmbolo para o outro à medida que se desce no tubo de elevação. Devido ao facto da sua flexibilidade, os êmbolos deformam-se e esmagam-se ainda mais ao terem atrito contra a parede do tubo, travando, isto é, bloqueando o conjunto da bomba. O presente invento tem por objectivo remediar estes inconvenientes e propõe-se criar uma bomba alternativa de construção simples e fiável, que permite bombear eficazmente líquido, mesmo em lençóis a muito grande profundidade, com um débito muito regular, mesmo depois de um tempo de utilização prolongado, e que possa, no caso em apreço, ser mantida ou ser substituída de maneira simples ou que evite que a válvula do ou dos êmbolos, que estão por debaixo do nível da água, quando a bomba está parada, não seja colmatada com as partículas eventualmente em suspensão na água.
Para este efeito, o invento refere-se a uma bomba alternativa vertical, correspondente ao tipo definido atrás, de acordo com a reivindicação principal. 4 84 544 ΕΡ Ο 823 962/ΡΤ
Os êmbolos montam-se e desmontam-se facilmente na haste ou na reunião dos elementos que constituem um trem de haste de uma bomba para uma profundidade importante. A simplicidade de fabrico, ligada ao pequeno número de peças simples, que constituem um êmbolo permite a montagem e sobretudo a instalação dos êmbolos por pessoal não qualificado, em condições de colocação no lugar muitas vezes rudimentares. Passa-se o mesmo com as intervenções de manutenção.
Aliás, a estrutura do êmbolo evita praticamente qualquer depósito de partículas sólidas e qualquer colmatagem da válvula do êmbolo ou do próprio êmbolo no seu tubo, graças à lavagem do êmbolo durante o seu funcionamento e no fim da fase de bombagem. A forma particular do êmbolo tem a vantagem de limitar ao mínimo o contacto com a superfície inferior do tubo de elevação.
No caso mais simples, a válvula é constituída por uma membrana elevável, a qual se apoia no suporte, para suster a coluna de água, segundo uma caracteristica interessante para o funcionamento. A membrana que forma a válvula está cortada entre o seu bordo exterior até ao orifício, que serve para a passagem da haste, de maneira a poder engatar a membrana na haste sem ter de a enfiar nesta. A membrana com forma de disco fendido coloca-se muito facilmente por cima do suporte, desapertando simplesmente uma das duas porcas que mantêm o suporte. Esta operação faz-se muito rapidamente e a mesma é nulamente necessária para retirar o suporte da haste, isto é, de proceder a desaparafusamentos fastidiosos. A membrana pode igualmente ser constituída por diversos sectores que se sobrepõem parcialmente. Uma tal realização oferece a vantagem da simplicidade de montagem e de desmontagem; a mesma constitui uma forma flexível, que permite aos diferentes sectores de se elevarem parcialmente ou uns em relação aos outros.
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De acordo com as condições de utilização e de funcionamento da bomba, o êmbolo terá dimensões mais ou menos vizinhas da secção interior do tubo de elevação.
Para fazer funcionar a bomba de modo ligeiro e reduzir a potência necessária para o seu accionamento, deixa-se uma folga maior do que se a bomba fosse accionada por um motor, dispondo da energia de uma rede eléctrica e não de uma fonte de energia relativamente limitada.
Como no máximo apenas existe aliás um contacto linear periférico entre o êmbolo e a superfície interior do tubo, mesmo quando o tubo de elevação está deformado, devido aos movimentos do terreno, isso praticamente não constitui inconveniente para o movimento de vaivém do êmbolo e, sobretudo, isso não aumenta as forças de atrito, entre o êmbolo e a superfície do interior do tubo.
No caso de uma bomba, que equipa um lençol de água a grande profundidade, a válvula em forma de membrana não resistiria à coluna de água, por isso a mesma é constituída, neste caso, por uma material rígido e, mais em particular, o suporte inclui membros com a forma de triângulos rectos, juntos por um seu lado ao cubo superior e auxiliar, reunidos a toda a altura do suporte, para formar na parte alta braços de apoio e fixação da válvula, - a válvula é formada por sectores de disco, ligados cada um deles por um dos lados radiais à parte superior radial de um membro e o outro lado radial da válvula apoia-se, na posição de obturação, na parte superior radial do membro seguinte.
Esta realização tem a vantagem de permitir uma bombagem particularmente eficaz de uma coluna de água muito alta, sem que isso não se faça em detrimento da flexibilidade da descida do êmbolo ou da sua solidez.
Aliás, é formada uma película de líquido entre a parede do tubo e o ou os êmbolos, reduzindo o atrito praticamente a zero, uma vez que não existe junta entre o êmbolo e a parede, que raspe esta película de líquido.
Presente invento será descrito a seguir, de maneira mais pormenorizada, com a ajuda dos desenhos anexos, nos quais:
84 544 ΕΡ Ο 823 962/ΡΤ - a fig. 1 é um corte vertical esquemático parcial de uma bomba alternativa vertical, - a fig. 2 é um corte vertical esquemático parcial de um êmbolo no curso de descida da sua haste, - a fig. 3 é um corte vertical esquemático parcial do êmbolo no curso de subida da haste; - a fig. 4 é uma vista em corte axial do suporte do êmbolo, pela linha IV-IV da fig. 5; - a fig. 5 é uma vista por cima do suporte do êmbolo; - a fig. 6 é uma vista explodida do êmbolo; - a fig. 7 é uma vista em perspectiva de um outro modo de realização de um êmbolo; - a fig. 8 é uma vista de lado de um invólucro de suporte, de acordo com outro modo de realização do invento; - a fig. 9 é uma vista por cima de duas parte de suporte na posição de montagem; - a fig. 10 é um corte parcial por IX, que mostra o suporte completo montado numa haste 7; - a fig. 11 é uma vista em perspectiva de um outro modo de realização e montagem de um êmbolo, limitando-se esta vista à parte superior do suporte; - a fig. 12 é uma vista em corte parcial de um êmbolo munido de uma saia.
De acordo com a fig. 1, a bomba alternativa vertical do invento é composta por uma base 1, que assenta no solo 2. Um fontanário vertical 3 está solidário com a base 1; o mesmo inclui uma bica de saída de líquido 4, a qual debita para dentro de um reservatório 5. Este tubo de fontanário 3 prolonga-se na sua extremidade inferior por um tubo de elevação 6. Este tubo 6 recebe uma haste de comando 7,
84 544 ΕΡ Ο 823 962/ΡΤ 7 equipada com um ou diversos êmbolos 8, os quais serão descritos posteriormente. A extremidade inferior do tubo de elevação 6 está equipada com uma válvula de pé 9. A haste 7, a qual pode igualmente ser um trem de hastes, isto é, uma montagem de hastes fixas umas a seguir às outras, de acordo com a profundidade do lençol, dentro do qual se bombeia, é comandada com movimento alternativo por um mecanismo 10, o qual está apenas representado de forma muito esquemática. Este mecanismo 10 está suportado num cavalete 11.0 mecanismo 10 pode ser accionado quer manualmente, quer por um animal, quer ainda por um motor térmico ou eléctrico e neste último caso, pode ser prevista uma unidade de alimentação eléctrica autónoma, por exemplo, baterias carregadas por baterias solares. O movimento vertical da haste 7 e dos êmbolos 8 assegura, em primeiro lugar, a subida da coluna de líquido, que se apoia sobre os êmbolos 8 e o derramamento de uma certa quantidade de líquido no reservatório 5; depois a haste 7 faz descer os êmbolos 8 no interior da coluna de liquido, contida no tubo de elevação 6 e retida pela válvula de fundo 9. Chegados ao fim de curso inferior, os êmbolos 8 são elevados pela haste 7 e elevam também a coluna de líquido em cima de cada êmbolo. Ao mesmo tempo, o êmbolo por cima da válvula de fundo 9 cria uma depressão por debaixo da mesma. Esta depressão aspira líquido através da válvula de fundo 9, para dentro do tubo 6. O ciclo é assim prosseguido.
As figs. 2 e 3 mostram a estrutura de um primeiro exemplo de realização de um êmbolo 8, em primeiro lugar na fig. 2 na posição de descida de um êmbolo 8, accionado pela sua haste 7, depois na fig. 3, a sua subida.
Nestas figuras são utilizadas as mesmas referências, do que na fig. 1, para indicar os mesmos elementos. A fig. 2 é um corte axial do tubo de elevação 6, que mostra a haste 7 ou o trem de hastes, formado por um lado pela haste 71, ligada a uma parte da haste 72, por intermédio de uma manga roscada 74; a extremidade inferior 73 da haste 71 é roscada para além do que é necessário para o simples enroscamento da manga 74, de maneira a receber o êmbolo 8. Este êmbolo 8, fixo entre uma porca inferior 12 e uma porca superior 13, é composto por um suporte em forma de disco, que compreende uma coroa exterior 81, ligada por raios 82 a um cubo superior 83,
84 544 ΕΡ Ο 823 962/ΡΤ 8 atravessado pela haste 71 (ou a sua parte roscada 73) e um cubo inferior 84, igualmente atravessado pela haste 71; este cubo inferior 84 suspende o suporte por meio de membros 85, ligados à coroa 81.
Por cima do suporte, o êmbolo 8 inclui uma válvula formada aqui por uma membrana 87 flexível. A forma radial do suporte, tanto ao nível dos membros 85 como dos raios 82, permite a passagem do líquido (subida) no sentido das setas A, B, quando o êmbolo desce na coluna de líquido no tubo de elevação 6, como indicado pela seta C.
Esta descida do êmbolo provoca a elevação da membrana 87. A fig. 3 mostra o movimento de subida da haste 7 (ou dos elementos de haste 71, 72 no caso de um trem de hastes) idêntico ao da fig. 2, de acordo com o movimento de subida indicado pela seta D.
No decurso deste movimento de subida, a coluna de líquido apoia a válvula 87 contra o suporte e, em especial, na parte superior do suporte do êmbolo 8, isto é, a coroa 81, os raios 82 e o cubo superior 83, fechando de maneira estanque o êmbolo 8; isto permite elevar a coluna de líquido.
Deve ser salientado que, como já indicado, o êmbolo 8 está bloqueado na haste 7 pelas porcas 12, 13, as quais retêm igualmente a válvula 87.
Durante o movimento de subida, os membros 85 transmitem uma parte dos esforços aplicados na parte exterior do suporte para o cubo inferior 84.
De acordo com as figs. 2, 3, a coroa exterior 81 do suporte apresenta um bordo em bisel ou um bordo arredondado, que reduz ao mínimo o contacto entre o êmbolo 8 e a superfície interior do tubo de elevação 6. O contacto linear, segundo um círculo e não segundo uma superfície cilíndrica, permite absorver todos os desvios ou diferenças de alinhamento, por exemplo, em curva entre a haste 7 e o tubo de elevação 6, reduzindo ao mínimo os esforços de atrito, os quais se opõem ao movimento de subida. 84 544 ΕΡ Ο 823 962/ΡΤ 9
Aliás, a válvula 87 eleva-se de maneira flexível do suporte 81, 82, 83 e permite ao líquido lavar o suporte, evitando assim qualquer depósito de partículas, o qual afectaria a estanqueidade do êmbolo para o movimento de subida.
Mesmo se as partículas em suspensão fossem depositar-se perto do intervalo, entre o bordo da coroa 83 e da superfície inferior do tubo de elevação 6 durante uma paragem prolongada da bomba, no momento do movimento de retomada quer de subida quer de descida, seria eliminada a colagem das partículas uma vez que o movimento é transmitido directamente pelas haste ou pelo o trem de hastes 7, 71, 72 ao êmbolo 8. A secção do tubo de elevação 6 e a do êmbolo 8 é circular sem que esta forma seja limitativa e não exclua a forma poligonal: hexagonal ou quadrada, etc.
As figs. 4, 5, 6 mostram de maneira mais pormenorizada a estrutura de um êmbolo tal como descrito atrás. A fig. 4 mostra em corte o suporte com a sua coroa exterior 81, um braço cortado 82, a gola do cubo superior 83, um membro cortado 85 e o outro não cortado, as coroas intermédias 86, bem como a gola do cubo inferior 84. A metade da membrana 87 está igualmente representada cortada, a outra metade não está representada. A fig. 5, a qual é uma vista por cima, que corresponde à fig. 4, mostra a metade da membrana 87 e as diferentes partes do suporte e, em especial, os raios 82 das coroas 81, 86 e cubo superior 83, deixando entre si os intervalos para a passagem do líquido a bombear. A vista explodida da fig. 6 mostra estas diferentes peças, a saber a válvula com forma de membrana 87, o suporte e as suas partes constituintes 81, 82, 83, 84, 85, 86. O suporte do êmbolo é uma peça realizada, por exemplo, numa única parte, por exemplo, em material de plástico moldado. A válvula 87 é, de preferência, de material flexível, tal como uma borracha de síntese ou de um material de plástico.
As dimensões da válvula são tais que a mesma cobre os orifícios do suporte e chega perto da superfície interior do tubo de elevação com um intervalo, pelo menos, suficiente para deixar uma película de líquido ao longo da parede do tubo.
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Ainda que a válvula 87 possa ser uma peça com a forma de disco, a qual se encaixa na haste 7, de acordo com a fig. 6, a mesma é, com vantagem fendida, isto é, que o disco que forma a válvula 87 está cortado segundo uma linha 88. Esta linha de corte 88 pode ser a linha de junção dos dois bordos do corte do disco. Esta linha vai desde o bordo exterior 89 até ao orifício 90 no meio da válvula 87, que recebe a haste 71 (7).
Os bordos da linha de corte 88 podem, igualmente, sobrepor-se como indica a linha a tracejado 91. Esta linha é, de facto, o bordo de uma parte do disco, indo sob o bordo superior, se bem que os dois bordos do disco se sobreponham no sector do ângulo compreendido entre as linhas 88 e 91.
Este modo de realização da válvula permite substituir simplesmente a válvula utilizada ou danificada, sem se ter de desmontar o suporte propriamente dito. A fig. 7 é uma vista explodida de uma variante de realização do êmbolo, o qual se distingue dos êmbolos anteriores pela forma particular da válvula e o modo de fixação desta.
Todas as peças idênticas às dos modos de realização anteriores têm as mesmas referências.
Esta variante de êmbolo distingue-se pela forma da válvula, constituída por quatro sectores 92, 93, 94, 95. O sector 92 está montado afastado dos outros sectores, representados na posição montada. Estes sectores podem ter as mesmas formas e as mesmas dimensões e cobrem-se como escamas de peixe. É igualmente possível, o como o mostra a variante da fig. 7, colocar dois sectores 93 e 95, em primeiro lugar, na posição diametralmente oposta, sobre o suporte 81 a 86, depois colocar os dois sectores 92 e 94 por cima dos sectores 93 e 95, realizando assim uma ligeira sobreposição, representado pelas linhas a tracejado. No caso de uma tal válvula, quando o êmbolo desce na água, os sectores 92 e 94 do cimo elevam-se antes dos sectores 93 e 95. Os sectores 92 cobrem o ângulo superior a 1/4 de disco, de modo a se poderem sobrepor como isso está indicado.
Estes sectores prosseguem igualmente por duas patilhas recurvadas ou ganchos 96, 97 ao nível do orifício. Estas duas patilhas 96, 97 deixam entre si uma fenda 98.
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As patilhas 96, 97 e a fenda 98 permitem colocar cada sector, por exemplo, o sector 92, sobreposto a um braço radial 82 e entre a coroa inferior 83 e a coroa intermediária directamente adjacente 86. No exemplo representado, a primeira coroa intermédia 86 está muito próxima do cubo superior 83, deixando a distância, que separa estas duas coroas, o lugar para as patilhas 96, 97.
Quando os segmentos de válvula 92 a 95 estão colocados assim sobre o suporte anteriormente fixo na haste 7 (não representada é instalado o órgão de fixação superior formado por duas metades 99A, 99B, finalizadas cada uma delas pelas patilhas de montagem 100, 101. Estas duas partes 99A, 99B têm uma superfície interior 102, 103 roscada, de modo que as duas peças são reunidas, constituindo uma mesma rosca contínua. Estas peças são montadas, por exemplo, por meio de parafusos, não representados, tal como está indicado a tracejado 104.
Na sua base as partes 99A, 99B prosseguem por uma meia gola 105, 106; estas complementam-se, quando a peça está montada, para formarem uma gola que apoia os segmentos 92 a 95 contra o suporte do êmbolo 8, anteriormente posto no lugar na haste.
Como efeito, após a colocação no lugar dos segmentos 92 a 95, são montadas as duas partes 99A, 99B do órgão de fixação superior 99 na parte roscada 73 (figs. 2 e 3) da haste 71, 7, depois este órgão 99A, 99B é aparafusado para apertar os segmentos 92 a 95.
Para assegurar o bloqueio desta porca, a fim de que a mesma não se desenrosque por efeito de vibrações, é possível apertar as duas partes 99A, 99B uma contra a outra se subsiste entre si uma certa folga, para bloquear os filetes de rosca das superfícies 102, 103 na rosca da parte roscada 71 e interditar o desenroscamento.
De acordo com uma variante, não representada, a válvula tem a forma de tulipa, fixa perto do bordo exterior da coroa exterior 81; a abertura da válvula é então em torno da haste, eventualmente munida de uma guarnição, que forma uma sede para o bordo da válvula. Nesta variante, os bordos das "pétalas" da válvula do lado da abertura podem ser reunidos por um anel engatado na haste. 12 84 544 ΕΡ Ο 823 962/ΡΤ
De acordo com uma outra variante, a válvula com forma de tulipa é constituída por uma membrana única com forma troncónica, fixa pelo seu bordo exterior, contornando o bordo inferior o orifício, eventualmente munido de um anel, que rodeia a haste; esta pode igualmente estar munida de uma peça que forma a sede de obturação contra a qual se vai apoiar o bordo do orifício da válvula.
As figs. 8 a 10 mostram um outro modo de realização de um suporte de duas partes 200, 201, por exemplo, exactamente idênticas, isto é, que correspondem sensivelmente ao suporte da fig. 1, cortado por um plano diametral (que passa pelo eixo da haste). Estas duas metades serão portanto fabricadas a partir de um mesmo molde. Estas duas partes 200, 201 são montadas na haste 7 por uma montagem do tipo colar. Para isto, na zona superior e na zona inferior de cada parte 200, 201, as patilhas completam as peças para formar colares.
De maneira mais pormenorizada, de acordo com a fig. 8, a parte 200 esquerda é composta por uma coroa exterior 81A ligada pelos raios 82A a um cubo 83A ou coroa interior. Trata-se de facto tanto para a coroa 81A como para a coroa 83A de uma meia coroa. Existem do mesmo modo meias coroas 86A intermédias. A parte «direita» 201 inclui os mesmos elementos que a parte «esquerda» 200, com as mesmas referências, nas quais o sufixo A é substituído pelo sufixo B. A meia coroa 83A é, aliás, mais comprida do que a espessura dos raios 82A ou a coroa exterior 81A para que as patilhas 108A, 109A fiquem acessíveis para a montagem das duas partes 200, 201. O cubo inferior 84A corresponde igualmente a um meio cubo prolongado, de cada lado, pelas patilhas 110A, 11A, destinadas a montarem-se, sempre como um colar, com as patilhas homólogas 110B, 111B do cubo inferior 84B da outra parte 201 (fig. 10).
Esta fig. 10 mostra igualmente os inícios dos braços 85A e 85B das duas partes 200, 201.
De acordo com a fig. 9, as duas partes 200, 201 estão dispostas de uma parte e de outra da haste 7. É suficiente para montar as mesmas pelas patilhas dos colares superiores (estes estão, aliás, parcialmente ocultos pelos raios 82A, 82B). 13 84 544 ΕΡ Ο 823 962/ΡΤ
Serão igualmente montados os colares inferiores.
Este modo de realização do suporte oferece a dupla vantagem de um fabrico mais simples, uma vez que o molde apenas corresponde a metade da forma do suporte. Sendo dada a simetria, poder-se-á utilizar o mesmo molde para realizar as partes 200, 201.
Isto facilitará igualmente, de modo considerável, as intervenções na bomba instalada, uma vez que não se terá mais de desenroscar e desengatar o suporte ao longo da haste 7 ou de engatar de novo o suporte ao longo da haste, a partir de uma ligação entre dois elementos de haste 71. Em qualquer local, poder-se-á fixar um suporte por meio desta montagem por colar. A colocação no lugar da válvula é mesmo assim simples no caso de uma válvula como a da fig. 6. Esta válvula será mantida contra o cimo do suporte por uma peça de fixação semelhante a um colar, não representado nos desenhos. A vista em perspectiva da fig. 11 mostra o suporte, composto por duas partes 200, 201, semelhante ao suporte representado na fig. 9. Na fig. 11, com um objectivo de simplificação, os membros 85A ... não foram representados.
Estes membros estão, de preferência, situados noutros planos diferentes do plano de junção das duas metades 200, 201.
Na sua parte de baixo, as duas partes 200, 201 compreendem, ao longo do plano de junção, nervuras 112A, 113B, sobre as quais se engata uma pinça 113, 114. Este modo de montagem pode, em certos casos, ser mais interessante para reunir a parte superior do suporte, de preferência, com um ligação por parafusos menos acessível. Pelo contrário, na sua zona inferior, ao nível do cubo inferior as partes 200, 201 podem ser ligadas por uma ligação de parafusos ou igualmente por uma ligação de pinça, como será descrito aqui. Neste caso, as nervuras podem ser paralelas ao eixo do suporte e deslizarem verticalmente. Para evitar que as pinças se destaquem sob o efeito das vibrações, as mesmas podem ser bloqueadas por um pequeno parafuso. A fig. 12 mostra uma variante de realização do suporte, por exemplo, como o da fig. 4. Este suporte é completado, na sua periferia, por uma saia 115, que deixa um intervalo 116, suficiente em relação à parede do tubo de elevação, para evitar qualquer atrito, criando ao mesmo tempo, pelo menos, uma zona de perda de 14 84 544 ΕΡ Ο 823 962/ΡΤ carga para retardar ο escoamento da água no decurso da bombagem. Como aparece claramente na fig. 12, esta saia 115 situa-se sob o suporte e não do lado da válvula 87.
Lisboa, 18. JAN. 2000
Por SORELEC O AGENTE OFICIAL -O ADJUI
EHG.· ANTÓNIO JOÃO, IA CUNHA FERREÍRA Ag. Of. Pr. Ind. d»s Flores, 74 - 4.* j 1200 LISBOA I
Claims (8)
- 84 544 ΕΡ Ο 823 962/ΡΤ 1/3 REIVINDICAÇÕES 1 - Bomba alternativa vertical para a elevação de líquidos presentes no solo, compreendendo a bomba: - um tubo de elevação (6), que liga o nível de saída da bomba (4) ao lençol de líquido a bombear, que mergulha neste lençol; - uma válvula de fundo (9), que equipa a extremidade inferior do tubo de elevação (6), que deixa entrar o líquido dentro do tubo mas que retém a coluna de líquido; - uma haste (7, 71, 72), que suporta um ou diversos êmbolos (8), comandada com movimento alternativo (C, D), para fazer subir a coluna de líquido; - cada êmbolo (8) deixando passar o líquido, durante o seu movimento de descida na coluna e tornando-se impermeável durante o seu movimento de subida; - meios de comando (10, 11) ligados à haste (7) e que comandam o seu movimento de subida e de descida no interior do tubo (6); sendo a bomba caracterizada por: - o êmbolo (8) ser formado por um suporte (81, 82, 83), que compreende um cubo superior (83) e ligado para baixo a um cubo auxiliar (84) por membros de reforço (85), sendo os cubos atravessados pela haste (7, 71, 72) e montados solidários em translação na haste (7, 71,72); - uma válvula, que vai sobre o cimo do suporte (81, 82, 83) para obturar o êmbolo (8) sob o peso da coluna de líquido por cima ou libertar a passagem do líquido, quando o êmbolo (8) desce na coluna de água no tubo de elevação (6).
- 2 - Bomba de acordo com a reivindicação 1, caracterizada por: o suporte ser uma peça em forma de roda com raios (82) e a corroa (81), ligada ao cubo superior (83), e o cubo auxiliar (84) estar ligado à coroa (81) pelos membros (85). 84 544 ΕΡ Ο 823 962/ΡΤ 2/3
- 3 - Bomba de acordo com a reivindicação 1, caracterizada por: a válvula ser formada por sectores de disco ligados, cada um deles, por um dos lados radiais à parte superior radial de um membro e o outro lado radial da válvula apoia-se na posição de obturação na parte superior radial do membro seguinte.
- 4 - Bomba de acordo com a reivindicação 3, caracterizada por: o suporte formar quatro partes superiores radiais, que recebem cada uma delas um sector de válvula, formado assim por quatro secções.
- 5 - Bomba de acordo com a reivindicação 1, caracterizada por: a válvula (87) é uma membrana com forma de disco, que cobre toda a superfície superior do suporte (81,82, 83).
- 6 - Bomba de acordo com a reivindicação 1, caracterizada por: a válvula (87) ser um disco fendido (linha de corte 88), para permitir a sua montagem na haste (7) sem necessitar de o seu enfiamento.
- 7 - Bomba de acordo com a reivindicação 1, caracterizada por: o suporte ser formado por duas partes (200, 201), em especial, simétricas planas, que são montadas uma na outra com aprisionamento da haste (7), prosseguindo o meio cubo superior (83A, 83B) e o meio cubo inferior (84A, 84B) de cada parte (200, 201) do suporte de cada lado, no plano de junção, por uma patilha (108A, 109A; 108B, 109B) para as metades do cubo (83A, 83B) da parte superior e patilhas (110A, 111 A; 110B, 111B) para as metades de cubo inferior (84A, 84B) para uma montagem como um colar.
- 8 - Bomba de acordo com a reivindicação 5, caracterizada por: 84 544 ΕΡ Ο 823 962/ΡΤ 3/3 a válvula ser formada por sectores (92 a 95), que se sobrepõem e se finalizam ao nível do centro pelas patilhas (96, 97), recurvadas, destinadas a ir para dentro dos intervalos entre a coroa do cubo (83) e uma coroa intermédia (86), indo um órgão de fixação superior, em duas partes (99A, 99B) bloquear os sectores contra o suporte. Lisboa, Ift JAH. 2000 Por SORELEC - O AGENTE OFICIAL -
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