De “avaria grave e orçamento de cerca 8000€ a tudo impecável em 30 dias"
De “avaria grave e viatura imobilizada” para “está tudo impecável, pode circular 10.000 km” e depois vêmos...
Sou proprietário de um Audi e-tron Sportback, imobilizado desde 24 de junho de 2025 por alegada avaria grave no motor traseiro, diagnosticada por um concessionário oficial (BL Motor - Famalicão). Foi-me apresentado um orçamento de 7.718 €, com indicação de que a viatura não podia circular, devido à presença de líquido refrigerante no copo de deteção de fugas e saída de água pelo bujão. Recebi até um email a solicitar “ordem de reparação”.
Três semanas depois, o mesmo concessionário informa que afinal “não há avaria”. A explicação? Uma verificação remota feita pelos técnicos da SIVA aos módulos eletrónicos da viatura que não apresentavam erros (passando um atestado de incompetência aos mecânicos, ou talvez não...). A solução apresentada foi: "circule 10.000 km e volte depois". Nenhum relatório técnico foi entregue. Nenhuma garantia formal foi assumida. Apenas convites para reuniões presenciais para “esclarecimentos verbais”, que não vinculam a marca e não me salvaguardam em nada.
Curiosamente, esta reviravolta surgiu após eu contestar por escrito a exclusão da comparticipação da marca, justificada pela BL Motor com base numa revisão anterior (realizada na Alemanha) onde um outro concessionário oficial negligenciou uma operação obrigatória, algo assumido por email.
Até hoje, a Audi Portugal (SIVA) recusa-se a emitir qualquer declaração escrita que ateste que a viatura está tecnicamente conforme, segura para circular e protegida contra avarias. Ninguém assume, por escrito, a responsabilidade pelo erro de diagnóstico, nem pelo risco que estão a transferir para o cliente.
Um caso que deveria ser tratado com rigor técnico e respeito, tornou-se numa lição de como o pós-venda Audi em Portugal falha na transparência, proteção ao consumidor e compromisso com o próprio nome da marca.
Lamentável. Confiança destruída.