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PT726761E - Composicoes farmaceuticas que microparticulas na forma de micelios - Google Patents

Composicoes farmaceuticas que microparticulas na forma de micelios Download PDF

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PT726761E
PT726761E PT95901066T PT95901066T PT726761E PT 726761 E PT726761 E PT 726761E PT 95901066 T PT95901066 T PT 95901066T PT 95901066 T PT95901066 T PT 95901066T PT 726761 E PT726761 E PT 726761E
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PT
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microparticles
soluble
insulin
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water
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PT95901066T
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Young W Cho
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Isomed Inc
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Description

DESCRIÇÃO
"COMPOSIÇÕES FARMACÊUTICAS DE MICROPARTÍCULAS NA FORMA DE MICÉLIOS" A presente invenção diz respeito, em geral, a composições farmacêuticas compreendendo micropartículas suspensas em micélios. Mais em particular, as micropartículas compreendem pelo menos um agente farmaceuticamente activo, pelo menos um fosfolípido solúvel ou miscível na água, pelo menos um fosfolípido. solúvel ou miscível em lípidos, pelo menos um esterol solúvel ou miscível na água, pelo menos um agente tensioactivo não iónico com um valor HLB de cerca de 15 ou superior, e pelo menos um agente tensioactivo não iónico com um valor HLB de cerca de 6 ou inferior, e as micropartículas são suspensas num micélio com pelo menos um ácido gordo solúvel ou miscível com a água com um comprimento de cadeia de C14 ou menos. Esta invenção também diz respeito ao método de preparação de tais composições, métodos de tratar terapeuticamente várias doenças e condições com estas composições, e métodos para a entrega de tais composições a seres humanos.
Ao fazer a ligação a um agente farmaceuticamente activo (por exemplo insulina) de acordo com esta invenção, obtém-se uma maior biodisponibilidade e bioactividade como resultado da ligação ao agente farmaceuticamente activo. Por exemplo, depois da administração oral ou transdérmica da forma de realização desta invenção em que a insulina é 0 agente farmaceuticamente activo, a composição é canalizada para o fígado, onde a insulina inicialmente protegida é gradualmente libertada, imitando uma insulina endogenamente secretada tal como se encontra nos seres humanos. Uma insulina exógena, por exemplo, tem sido entregue com sucesso por outras vias para além da injecção parenteral. As composições desta invenção podem ser aplicadas por via rectal, bucal, sublingual, intranasal, intrapulmónica, ocular ou por outros meios de administração para o controlo de distúrbios como por exemplo a diabetes mellitus. As composições podem ser entregues selectivamente, após infusão parenteral, oral, transdcrmica ou por outros meios de administração para conseguir atingir com precisão o alvo do agente farmaceuticamente activo num determinado órgão ou tecido na forma de uma formulação de libertação lenta e controlada da dose. A invenção pode ser útil para, mas não está limitada, entregar agentes farmaceuticamente activos que incluem peptídeos (por exemplo insulina), glicoproteínas (por exemplo eritropoietina), químicos orgânicos e inorgânicos (por exemplo glibureto ou esteroides), ervas (por exemplo alcaloides vinca), e outros materiais úteis como agentes farmaceuticamente activos.
Por exemplo, a diabetes mellitus é uma doença crónica que afecta o metabolismo doa hidratos de carbono, das gorduras e das proteínas. É geralmente caracterizada pela elevado nível de açúcar (hiperglicémia) e açúcar na urina (glicosúria) devido a uma resposta secretora da insulina deficiente ou imperfeito. Nos Estados Unidos, mais de 10 milhões de pessoas estão diagnosticadas como diabéticas e este número está a aumentar anualmente a uma taxa de 6%. Existem duas variantes principais da doença. Para cerca de 10% dos diabéticas, a doença começa diabetes insulinopénico que necessita de injecção diária de insulina (referida daqui em diante como diabetes insulino-dependente ou IDDM). A maioria dos diabéticos desenvolvem diabetes quando adultos (referida daqui em diante como diabetes não-insulino-dependente ou NIDDM) aos quais se pode introduzir antihiperglicémicos orais para controlar a hiperglicémia e a glicosúria. Estes compostos incluem cloropropamida, toltubamida (o primeiro grupo da geração das sulfonilureias), glibureto e glipizida (a segunda geração). Crê-se que as sulfonilureias estimulam as células beta do pâncreas, causando a secreção de uma insulina endógena, e também são conhecidas pela redução da produção hepática e pelo aumento da utilização muscular periférica da glicose.
No entanto, mais tarde, as sulfonilureias tomam-se menos eficazes e eventualmente totalmente ineficazes no abaixamento do açúcar no sangue em muitos dos paciente crónicos de NIDDM, que assim também necessitam de injecções de insulina, o que causa a restauração da bioactividade da sulfonilureia (por exemplo glibureto). De acordo com uma das formas de realização da presente invenção, as composições contendo insulina desta invenção, as composições contendo glibureto 3
desta invenção, e a sua combinação melhoram de forma clara a biodisponibilidade e a aclividade do gliburcto c da insulina oral cm pacientes NIDDM, que tipicamente resistem ao glibureto comercial e assim necessitam de injecções diárias de insulina.
Outra forma de realização da presente invenção é dirigida para os sistemas de entrega dérmico trans-umbílico (daqui em diante referido como TuD) das composições acima referidas em seres humanos. Mais especificamente, o sistema de entrega da droga TuD diz respeito a um agente ou agentes farmaceuticamente activo bem protegidos preparados de acordo com as composições desta invenção que são canalizadas para o fígado, onde o agente protegido á libertado a uma taxa lenta e controlada, induzindo a bioactividade destes compostos. De acordo com a presente invenção, a composição ou composições são aplicadas na zona dérmica do umbigo humano, isto é o ligamento falciforme (veias paraumbílicas) e o sistema relacionado. O ligamento,falciforme e o Lig. teres no fígado que estão ligados tributários das veias epigástricas e à volta do umbigo, formam anastomoses entre o sistema portal e o venoso sistémico. O ‘foci’ umbílico é diferente das camadas dérmicas normais. É um tecido de cicatriz artificialmente feito, com uma fina camada dérmica com uma ligação directa ao ligamento falciforme (veias paraumbílicas) e com as veias epigástricas. Depois da aplicação das composições da presente invenção via sistema de entrega dérmico trans-umbílico ao foco do umbigo, as composições são rapidamente e eficazmente absorvidas através do ligamento flaciforma, e distribuídas no fígado e no sistema venoso sistémico. A entrega dérmica trans-umbílica da composição da presente invenção pode também ser usada como meio para quimioterapia para o cancro dirigida (por exemplo doxorubicina) para o fígado, útero, ovários, pulmões, o sistema gastrointestinal incluindo o estômago, recto, cólon, etc. tal como para outros órgãos e sistemas.
Ao substituir inibidores (por exemplo ácido nonulosâmico) por potenciadores (por exemplo colesterol terminado com galactose triantenária), pode-se modificar a afinidade para o sistema macrofágico e é possível fazer composições da presente invenção que podem ser predominantemente canalizadas para o fígado para outros sistemas reticuloendoteliais (RES), modificando assim a bioactividade dos agentes farmaceuticamente activos usados enquanto que as concentrações no sangue sistémico desses agentes são mantidas relativamente baixas, não tóxicas, sem níveis que induzam efeitos secundários. Estos composições que se ligam a sistemas de entrega específicos para o fígado podem ser administradas oralmente, rectalmente, trans-umbílico-dérmicamente, parenteralmente, ou por outros meios. A eficácia terapêutica (isto é, o ratio entre os efeitos secundários ou dose tóxica em relação à dose eficaz) do agente pode ser aumentada pela sua ligação de acordo com esta invenção. Este facto pode ser exemplificado da forma seguinte: o disulfiram é biotransformado no fígado, formando um ácido dietilo ditiocarbâmico activo; o benzamidosalicilato forma ácido amino-salicílico; biguanida forma cicloguanilo; diazepam forma oxazepam; imipramina forma desipramina; fenacetina é activada na forma paracetamol; fenitoína forma ácido difeniluredoacético, e por aí adiante. A eficácia terapêutica do agente farmaceuticamente activo também pode ser induzida pelo seu transporte para o fígado, onde o agente ou agentes são activamente biotransformados nos agentes terapeuticamente eficazes. Por exemplo, a actividade antimalárica da primaquina como agente farmaceuticamente activo é aumentada pela sua biotransformação intrahepática em derivados da quinona enquanto que os efeitos secundários são reduzidos. A presente invenção é diferente de outros tipos de sistemas de entrega de agentes farmacêuticos ou de drogas. Por exemplo, em comparação com outras vias, a administração oral de composições da presente invenção contendo insulina são mais aceitáveis e convenientes para diabéticos. Mais em particular, já se observou que a absorção de insulina a partir dos intestinos causa a descida dos níveis de açúcar no sangue quando se inactivam as enzimas pancreáticas (Inouye, W.Y. et al. in Surg. Forum 13:316 (1962); Danforth, E. et al. in Endocrinology 65:118 (1959); e Crane, C.W. et al. in Diabetes 17:625 (1968)). No entanto, a absorção de insulina não-degradada é fraca. Para promover a absorção das macromolécula (por exemplo insulina) a partir da membrana intestinal, noticiaram-se micélios de agentes tensioactivos, de triglicéridos e de lípidos-agentes tensioactivos com fracos resultados ou insatisfatórios (Muranishi, S. et al. in J. Pharm. Dyn. 1:28 (1978); J. Pharm. Dyn. 2:286 (1979); Int. J. Pharm. 4:219 (1980); Inouye et al., Danforth et al. and Crane et al.).
Combinou-se a insulina com alguns adjuvantes (anticolinérgicos) com um agente tensioactivo não ióníco (isto é BRIJ1 98), causando a absorção da insulina; no entanto, a dose mínima eficaz da insulina em seres humanos era demasiado elevada (Galloway, J. A. et al. in Diabetes 21:637 (1972)). Verificou-se que o agente não iónico BRIJI 58 combinado com a insulina é eficaz no aumento da absorção intestinal da insulina, mas a dose efectiva de insulina necessária é demasiado grande (Meshia, M. S. et al. in J. Pharm. Pharmacol. 33:733 (1981)). Depois de ser administrada uma forma de emulsão de insulina água-óleo-água (a-o-a) na bolsa jejunal ligada em coelhos, verificou-se uma absorção inferior a 8%, que foi aumentada para cerca de 58% de absorção da insulina administrada no micélio a-o-a na bolsa jejunal ligada (Kawamori, R. and Shichiri, M. in Diabetes (1982) in Int. Cong. Ser. 600:315 (1983)). Divulgou-se uma insulina oral em nanopartículas em Oppenheim, R. C. et al., Drug Dev. Ind. Pharm. 8:531 .(1982), mas era necessária uma grande dose de insulina. (Galloway, et al.; Meshia et al.; Kawamon et al., Int. Cong. Ser. 600:315 (1983) ; Oppenheim et al.). A patente U.S. n° 4 146 499 (Rosano) divulga vários métodos para a preparação de formas de água-óleo-água (a-o-a) de sistemas de microemulsão pela aplicação de um agente tensioactivo anfifático na fase oleosa, e de um segundo agente tensioactivo com o valor de HLB superior ao do primeiro agente tensioactivo na fase aquosa de água ou de soluções tampão. A substância solúvel em óleo é dissolvente no solvente (por exemplo óleo mineral leve) com hidrocarbonetos com baixo ponto de ebulição (por exemplo hexano), halocarbonetos contendo um grupo hidroxi (por exemplo tetracloreto de carbono), e hidrocarbonetos oxigenados não miscíveis com água (por ex. éter dietílico). A dispersão dos óleos no solvente aquoso converte o ‘lactescent' em dispersão numa microemulsão. Não são referidos dados relativos à eficácia de aplicação biológica.
Apesar das formas de insulina oral obtidas nas referências citadas em cima poderem ser absorvidas na membrana intestinal com eficiência limitada, elas são aparentemente inactivadas no fígado e limpas por vários sistemas macrofágicos, que podem incluir o patamar de Peyer, várias células sanguíneas de limpeza em circulação, tecidos linfáticos, sistemas reticuloendoteliais, e outros. 6
A patente U.S. n° 4 579 730 (Kidron et al.) divulga uma composição farmacêutica para a administração oral de insulina que compreende insulina, sais biliares, ou seus derivados e um inibidor da protease. A composição pode ser revestida entericamente não apenas para proteger o sistema de entrega no estômago mas também para tomar a mistura de libertação lenta no trato intestinal, e depois da sua absorção oral da membrana intestinal, permitir a entrega através da veia porta] no fígado. A formulação divulgada em Kidron pode não sobreviver no fígado, pois não há meios para proteger o sistema no fígado (para além do inibidor da protease adicionado), e a forma de libertação sustida de Kidron para a insulina no intestino irá ser absorvida demasiado lentamente. Verificou-se que os resultados dos teste biológicos da insulina oral divulgada em Kidron são fracos e ainda menos activos que alguns outros sistemas de aplicação de agentes tensioactivos, como micélios, emulsões o-em-a e outros (Muranishi, S. et al.; Galloway, J. A. et al.; Kawamori, R. et al.). Por contraste, na presente invenção utilizam-se penas agentes tensioactivos não iónicos em conjunção com o esterol e fosfolípidos solúvel ou miscível na água e micropartículas ligadas suspensos num micélio.
Roger, H. J. et al. in Diabetologia 23 :37 (1982) reportaram uma alteração significativa da farmacocinética e da eficácia de uma suspensão de poliglicol de glibureto depois de infusão oral ou intravenosa. Fez-se uma adriamicina polimérica formadora de micélio usando polietileneglicol e ácido poliaspártico, que prolongou o tempo de vida de ratos cancerosos enquanto que a toxicidade foi reduzida (o tamanho de partículas foi de cerca de 46 nm medidas por pesquisa laser. Para além disso, o sistema também diminuiu a antigenicidade e prolongou a meia- vida no sangue em circulação. Também se sabe que o polietileneglicol é não tóxico, solúvel em água não imunogénica e um polímero biodegradável, tal como é divulgado por Yokoyama, M. et al. in Makromol. Chem. 8:431 (1987). Este sistema foi injectado intraperitonealmente nos ratos. Os veículos das drogas dirigidos e solúveis em água com base em N-(2-hidroxipropil)metacril-amido (HPMA) foram ligados com, por exemplo, ácido 5-aminosalicílico e galactosamina como a mistura dirigida para as células cancerígenas, tal como é divulgado por Kopecek, J. in Advanced Grug Deliv. System 4 (ed. por Anderson, J. M. et al., 279-290 (1990)). Por contraste, a presente invenção não é usada 7 em conjunção com quaisquer sistemas poliméricos ou copoliméricos, e é eficiente para entrega de peptídeos oralmente ou por TuD. Já se usaram lipossomas como sistema de entrega oral de insulina. No entanto os lipossomas mostraram falta de resposta à dose, e verificou-se variações na biodisponibilidade c eficácia da insulina inter- c intra-pacicntcs (Patcl, Η. M. ct al. in FEBS Letters 62:60 (1976); Dapergolas, G. et al. in Lancet 2:824 (1976)). No pedido de patente Europeia n° 0140085 (Yoshida) divulga-se um lipossoma modificado e uma emulsão múltipla. Preparou-se uma vesícula lipidica contendo uma droga pela mistura com agitação de uma solução aquosa com fosfolípidos contendo um agente tensioactivo lipofílico. As vesículas lipídicas foram dispersas num meio de dispersão e foram secas por liofilização ou dispersão (Patel et al.; Dapergolas et al.) O pedido de patente Europeia n° 0277776 (Huang) divulga um centro lipossómico sólido obtido pela encapsulação de uma mistura de polímeros numa agarose e gelatina aquosa aquecida (70°C) emulsificada usada para administração local ou tópica usado como veículo de droga de libertação sustida para uma enzima ou peptídeo. Isto é semelhante ao sistema divulgado na Patente U. S. n° 5 250 236 (Gasco) que será discutida mais à frente. A patente U.S. n° 4 536 324 (Fujiwara et al.) divulga uma lipovesícula formada pela dispersão de um agente tensioactivo não iónico num componente hidrofílico ou hidrofóbico num estado isolado de um meio de dispersão aquoso. A vesícula é formada por éteres de óleo de rícino polioxietilenicos e éteres de óleo de rícino polioxietilenicos endurecidos na presença de poliésteres de sorbitan e de ácidos gordos de cadeia longa (C14-C18). Na vesícula pode estar contido um componente oleoso de cosméticos, e que tem como componente de membrana um agente tensioactivo lipofílico. A patente U. S. n° 4 348 384 (Horikoshi et al.) divulga uma formulação lipossómica farmacêutica contendo o Factor VIII ou IX de coagulação e um inibidor da protease. Os materiais formadores do lipossoma foram lecitina de gema de ovo, ácido fosfatídico ou fosfatidilserina (para melhorar a estabilidade e a capacidade de formação 8 de lipossomas), colesterol (para fortalecer a membrana lipossómica), liso-lecitina (para promover a fusão da membrana lipossómica com a membrana das células de absorção), e ácido fosfatídico (para aumentar o tamanho de partículas dos lipossomas).
No entanto, as vesículas lipídicas de Fujiwara et al. e os lipossomas de Horikoshi et al. são completamente diferentes dos agentes farmaceuticamente activos ligados a fosfolípidos na forma de micropartículas suspensas em micélios da presente invenção. Horikoshi et al. seleccionou ácido fosfatídico (referido daqui em diante como PA) ou fosfatidilserina (daqui em diante referido como PS) carregado negativamente, ligado a uma parte de colesterol. Estes elementos em conjunto podem possivelmente estabilizar mecanicamente e fortalecer a membrana do lipossoma. No entanto, na presente invenção, as micropartículas contendo o agente farmaceuticamente activo são preparadas usando um fosfolípidos solúvel ou miscível na água (ligação não covalente com o agente) e depois ligados a um esterol solúvel ou miscível na água, em conjunção com um fosfolípido solúvel ou miscível em lípidos. Por exemplo, na presente invenção pode-se usar um lisofosfolípido (referido daqui em diante como liso-PL) como a liso-fosfatidilcolina (daqui em diante referida como liso-PC) para melhorar a aderência das micropartículas às membranas das células de absorção e para possibilitar e induzir um efeito aditivo com o agente tensioactivo de um modo fisiológico sem induzir quaisquer dano histopatológico nas membranas intestinais, que se sabe serem induzidas pelo liso-PC em concentração relativamente elevadas, por exemplo 0,01-1 mM (Tagesson, C. et al. in Gut. 26:369 (1985)). A Patente Francesa n° 85-06998 (Tressens) divulga um lipossoma multivesicular em que a fase lipidica consiste em fosfatidiletanolanina (PE), colesterol, PS, trioleína em clorofórmio e éter, enquanto que a fase aquosa contém uma solução insulina-maltose. O lipossoma multivesicular foi liofilizado e empacotado em cápsulas intestinais. Por contraste, na presente invenção, o agente farmaceuticamente activo (por exemplo insulina) é ligado reversivelmente e tomado muna micropartícula e que compreende um fosfolípido como um glicerofosfolípido. A presente invenção nem é um lipossoma nem um lipossoma multivesicular. 9 A patente U.S. n° 4 855 090 (Wallach) divulga vesículas lipídicas multilamelares (lípossomas) encapsulando elevada massa e volume de materiais hidrofilicos ou lipofilicos. A fase lipofilica contém um agente tensioactivo (por exemplo éteres gordos de polioxietileno, éter polioxietileno de cetilo, éter de laurilo) com um esterol (por exemplo colesterol) e um anfifilico produtora de carga com elevado ponto de fusão que o dos agentes tensioactivos. Não se dão dados biológicos que indiquem qualquer eficácia da fórmula reivindicada na entrega de péptideos. O pedido de patente Europeia n° 143 949 (Nakagama et al.) divulga lipossomas convencionais aplicando fosfolípidos naturalmente hidrogenados para obter uma forma estável de lipossomas. Um ácido gordo, de preferência ácido oleico com mais de 10% de peso mas de preferência abaixo dos 15% de peso toma a forma de lipossoma mais estável capaz de aguentar a droga dentro. Nestas condições, a lecitina na sua percentagem de peso óptimo irá formar um lipossoma lamelar com ácido oleico no meio. No entanto com percentagens de peso superiores de ácido oleico, o fosfolípido irá formar um micélio com ácido oleico no centro e não um lipossoma. Tal como foi divulgado por Wallach, Nakagama et al. aplica-se colesterol e tocoferol para fortalecer a estabilidade física da membrana do lipossoma, e aplicam-se materiais carregados negativamente para conseguir uma formulação lipossómica de libertação lenta dentro do corpo. Após uma infusão intravenosa de lipossomas contendo 10000 U de uroquinase em ratos, observou-se a libertação lenta e sustida de uroquinase.
Tanto as composições de Wallach como as de Nakagama são diferentes das composições da presente invenção. Por exemplo, tanto Wallach como Nakagama et al. aplicaram colesterol, em combinação com tocoferol e ácido oleico, para fortalecer as membranas dos lipossomas, e também ambos aplicaram uma série de fosfolípidos carregados negativamente, mas nenhum tratou directamente agentes farmacêuticos, como peptídeos ou drogas com, por exemplo, fosfolípidos ou colesterol, apesar de terem adicionado agentes tensioactivos.
Para além disso, numa das formas de realização da presente invenção, as micropartículas compreendendo o agente farmaceuticamente activo uroquinase (aqui 10
referido como uPA) pc>dem ser feitas usando glicerofosforilcolina (aqui referida como GPC) e um colesterol solúvel em água 11a presença dc um agente tcnsioactivo não iónico com um valor HLB acima de 15 e as micropartículas são suspensas num micélio em ácidos gordos com uma cadeia de comprimento de C14 ou menos (aqui referido como MCT). Pode-se adicionar uma pequena quantidade de PC e/ou PS em conjunto com outros agentes tcnsioactivos não iónicos (com um valor dc HLB dc menos dc 6). Crê-se que a uPA lipossómica de Honda e Nakagama et al. é absorvida via patamares alfa-glicerofosfato que estão envolvidos na síntese intramembranar de quilomicron, apoproteínas, etc. e drenada através da linfa. No entanto, na presente invenção, as micropartículas contendo uPA no micélio (e não em lipossomas), por exemplo, crê-se que são absorvidas (e de preferência são) via patamares de monoglicerideos (como os MCT) e canalizados para os sistemas portais. A patente U. S. n° 4 849 227 (Cho) divulga um sistema no qual o peptídeo farmaceuticamente activo foi ‘preso’ em grânulos de colesterol sólidos na presença do lauril sulfato de sódio, revestido com uma solução contendo mono-, di- ou triglicerideos e ácidos gordos; revestido com materiais solúveis em água, por exemplo hidroxipropilcelulose, e revestidos entericamente. O pó resultante seco foi empacotado mima cápsula de gel duro ou transformado num comprimido. Crê-se que a insulina ligada ao colesterol absorvida forma quilomicron in vivo. Verificou-se que é biodispomvel e bioactivo em alguns pacientes: i.e. uma dose de insulina oral entre 0,33-0,74 U/kg (média de 0,5 U/kg) baixa efectivamente 0 açúcar no sangue e aumenta o nível de insulina no soro. O pedido de patente PCT PCT/GB91/00510 (Cho) divulga a entrega oral de peptideos pela integração de peptideos com fosfolípidos e apoproteínas com carga neutra (por exemplo apoproteína B48, AI, AII, etc.) ou os percursores de formação in vivo de tais apoproteínas (por exemplo ácido oleico, etc.).Crê-se que os compostos que integram a membrana estão associados com os materiais biologicamente activos e integrados no sistema de membrana de quilomicron. O quilomicron forma um quilomicron remanescente no sistema circulatório sanguíneo, que é canalizado para 0 fígado. Assim, um peptídeo (por exemplo insulina) ligado com o sistema de membrana de quilomicron pode sede ser canalizado para o fígado. Tal sistema é absorvido e forma parte de um quilomicron, e é distinguível das descobertas de Wallach e Nakagama et ai., em que nem Wallach nem Nakagama et al. se dirigiram à formação da membrana do quilomicron remanescente. A presente invenção, para utilização cm formulações dc insulina oral c cm outras aplicações, é significativamente diferente de todas as descobertas acima mencionadas. Por exemplo, na forma de realização dos micélios em micropartículas de insulina ligada ao fosfolípido e ao colesterol desta invenção após administração oral ou TuD, a composição é absorvida e predominantemente canalizada para o sistema portal e depois para o fígado tal como para a circulação sistémica.
Nas descobertas acima referidas, utilizam-se vários lípidos e/ou agentes tensioactivos para entregar (por via oral ou outra) peptídeos/drogas através de mecanismos de absorção transmembranar conhecidos ou ainda por conhecer. Estes mecanismos podem envolver, por exemplo, lipossomas, lipoesferas, micropartículas de lipoproteínas, vesículas lipidicas, e outras que se sabe envolverem predominantemente a síntese de quilomicron, apolipoproteínas, lipoproteínas ou outros dentro da membrana de absorção, e que por fim drenados através dos vasos linfáticos e do canal torácico. A absorção total de tais peptídeos/drogas pela aplicação das formulações acima descritas pode ser esporádica, errática, imprevisível, e com falta de uniformidade no que diz respeito à biodisponibilidade. Isto é esperado devido a cinética de fluxo fisiológico característica dos fluídos linfáticos do canal torácico porque o fluído linfático sai do canal torácico de forma esporádica e não com fluxo uniforme e constante.
Mais particularmente, o pedido de patente PCT PCT/GB91/00510 (Cho) divulga sistemas de entrega oral para peptídeos , como a insulina, dissolvendo a insulina numa solução hidrofilica , que contém um agente tensioactivo com um valor HLb de 14 ou superior, e uma solução lipofilica contendo colesterol: PC (normalmente num ratio 6-8:1), apopoliproteínas, 50% peso/volume ou mais de ácido oleico para de preferência potenciar a síntese in vivo de apoproteína, quilomicron, lipoproteínas, etc. na membrana intestinal, envolvendo as vias do glicerofosfato. Na presente invenção, as 12 micropartículas ligadas ao fosfolípido solúvel em água são suspensas num micélio MCT. Nu entanto, as soluções de Cho (PCT/GB91/00510) foram microfluidizadas e tomadas numa microemulsão.
Gasco divulga formulações contendo várias drogas em microesferas lipídicas sólidas. Mais em particular, Gasco divulga uma microemulsão preparada pelo contacto de um lípido fundido (que pode conter uma droga) com uma mistura de água e agente tensioactivo aquecidos até à temperatura de fusão do lípido, e dispersando a microemulsão em água de modo a criar uma dispersão de microsferas lipídicas. Crê-se que, com base na divulgação de Gasco, que estas microsferas são semelhantes a um lipossoma descrito por Fabre, H. et al. in J. Phys. Chem. 85:3493, (1981). Gasco também divulga a liofilização da dispersão de microsferas. No entanto, crê-se que qualquer secagem pelo frio ou o aquecimento de uma emulsão, microemulsão, liposfera, lipossoma, vesículas lipídicas, micélio, ou emulsão sólida (por ex. Patente U. S. n° 4 849 227 (Cho)) irá causar danos irreversíveis no sistema e pode deteriorar as bioactividades dos agentes farmaceuticamente activo, especialmente peptídeos, glicoproteínas, etc. Gasco não divulga quaisquer dados biológicos depois da aplicação das liposferas contendo deoxicorticosterona, salbutamol, calcitonina de salmão, somatostatina, e eritropoietina. Crê-se que estes compostos podem ser parcialmente inactivados pelo aquecimento em conjunto com os ácidos gordos aplicados por Gasco.
Para além disso, não há divulgações relacionadas com a forma de realização da presente invenção em que se utiliza a entrega trans-umbigo-dérmica das composições. Outras formulações e métodos para a entrega de drogas e peptídeos, apesar de diferentes dos da presente invenção estão sumariados em seguida:
Liu, J. C. in Intemat. J. Pharm. 44:197 (1988) uma iontoforese de corrente contínua de várias ondas para facilitar e regular a entrega transdérmica (“TD”) da insulina em ratos. O Pedido de Patente U. S. n° 804661 e 899049, agora Patente U. S. n° 5,023,252 (Hsieh) divulga anidridos e ésteres de lactona macrociclica e cetonas a 0,1-30% de peso como potenciador TD para a droga (por exemplo acetoneto de triamcinolona). A patente U. S. n° 4 649 075 (Jost) divulga um aparelho de espuma que é um disco num cone invertido truncado polímero celular macroporoso contendo insulina, nouoxilnol-9, ocotoxinol, etc. e uma camada exterior contendo um polímero celular microporoso. Makino, Y. et al. (pedido de patente japonesa 84/182724) usaram piroglutamatos como potenciador da penetração dérmica para a entrega TD da indometacina. A publicação PCT n° WO 85/05036 (Weber, C. J. et al.) divulga a utilização de 33-50% de DMSO e 2,5% de gel HPMC como potenciador da penetração para a entrega TD da insulina. M. Ferreira Mouta, Jr. (pedido Brazileiro PI BR 84/1369 A) divulga uma mistura de insulina com um excipiente oleoso e incorporado com um gesso para a entrega TD de insulina. Nagai, T. J. in Controlled Release 2:121 (1985) incorporou triamcinolona com carbopol-934, uma marca de ‘carbomoer’, e aplicou-o numa camada adesiva de HPC para entrega na mucosa bucal da insulina. A patente alemã n° DE 3406497 (Franzky et al.) dinitrato de isosorbeto dissolvido numa mistura de éster parcial polietilenoglicol-glicina com ácido oleico, éster parcial de glicerina com ácidos cáprico e caprílico, palmitato isolpropílico e água na presença de um agente tensioactivo com um valor de HLB de 8 e um coagente tensioactivo com um valor de HLB abaixo do 8 e aplicaram isosorbeto para utilização como sistema trans-dérmico (TD). Kazim, M. et al. in Surg. Forum 35 :64 (1984) misturou insulina com os potenciadores DMSO e sulfóxido de n-decilmetilo, e aplicaram a mistura na pele de ratos com diabetes induzida pela estreptomicina, cobriram com um adesivo de polietileno não poroso, e observaram efeitos antihiperglicémicos nos ratos.
As referências citadas anteriormente e outras não fizeram quaisquer divulgações de quaisquer composições úteis em aplicações transdérmicas de composições que são semelhantes às composições da presente invenção. Mais em partículas as áreas dérmicas nas quais estas outras formulações TD foram aplicadas são completamente diferentes da forma de realização da presente invenção que diz especificamente dirigida a uma aplicação trans-umbilico-dérmica de composições da presente invenção via ligamento falciforme e dos sistemas anatomicamente associados.
No inicio dos anos 80, a firma Belmac de Tampa, Florida, desenvolveu uma “gota de umbigo” que consiste em cânfora que é deitada no centro do umbigo, foi absorvida através do ligamento falciforme e dos seus sistemas relacionados para as vasculaturas 1 14 mesentéricas e portal, induziram a vasodilatação e supõe-se que melhoraram as condições hemorroidais em humanos. A cânfora, entre outros compostos causa a vasodilatação cutânea (Bowman, W. C. & Rand, M. J. in Textbook of Pharmacology. 2a ed., p. 16.3 (1980)). Assim, depois de deitar a gota de umbigo (cânfora) no umbigo humano, sendo um vasodilatador cutâneo, é rapidamente absorvido via ligamento falcifurme e seus arredores. No entanto, a administração dc outras formas TD de macromoléculas ou de drogas, ao contrário da cânfora pura, pode não ser rapidamente absorvida através do ligamento falciforme. Assim, a formulação TD tem de ser modificada especificamente para o sistema de entrega trans-umbilico-dérmico. A forma de realização do sistema de entrega trans-umbilico-dérmico da presente invenção e da “gota de umbigo” contendo cânfora como principal componente são completamente diferentes, uma vez que a presente invenção diz respeito a formulações para entrega transdérmica para agentes farmaceuticamente activos (por exemplo peptídeos ou drogas) que podem ser efectivamente administrados via ligamento falciforme.
Crê-se que os micélios da presente invenção, como compostos como o glicerol e ácidos gordos com um comprimento de cadeia de menos de C14, monoglicerídeos, diglicerídeos, e os produtos dos triglicéridos hidrolisados pela lipase pancreática (por exemplo 2-monoglicerideos) são absorvidos, via patamares dos monoglicerídeos, rápida e eficazmente a partir da membrana celular por um mecanismo de difusão passiva, e que são dirigidos para o sistema portal. A absorção de sistemas relativamente grandes e complexos, como discutido por Larsen, K. et al. in Chem. Phys. Lipid 12:231 (1980) ou, por exemplo de uma superfície mínima periódica infinita (IPMS) tal como discutida por Longley, W. et al. in Nature 303:612 (1983) pode ser por mecanismos similares, no geral, aos que envolvem a pinocitose e a endocitose. No entanto, nestes mecanismos o lípido absorvido, aparentemente, não envolve os patamares do alfa-glicerofosfato mas antes o do emonoglicérido e é depois canalizado para o sistema portal. Este é um facto diferente do mecanismo conhecido da absorção de ácidos gordos com uma cadeia com comprimento de Ci6 ou mais (referido daqui em diante como LCT), emulsões, lipossomas, vesículas lipídicas, liposferas, etc. que são absorvidas via patamares do alfa-glicerofosfato na membrana, e estão envolvidos na síntese de quilomicron, lipoproteínas, apoproteínas, e outros na membrana celular, e são canalizados através da 15
\J linfa para o canal torácico. Os LCT são absorvidos principalmente pela membrana celular por pinocitose ou por outros mecanismos ainda desconhecidos. Uma hipótese plausível é o envolvimento do ‘patch’ de Pyer na membrana do intestino delgado, para a absorção do IPMS, fase líquido-cristalina do micélio, etc. (Larson et al.; Longley et al.).
Sem querer estabelecer qualquer ligação a qualquer teoria, crê-se que depois da absorção, pelo corpo humano, das micropartículas (contendo o agente farmaceuticamente activo) no micélio da presente invenção, elas são canalizadas para o sistema portal. A formulação pode conter um ou mais inibidores para a actividade do sistema reticuloendotelial (RES). A invenção é capaz de passar através dos enterócitos colunares de absorção, do ‘patch’ de Pyer e de outros. O agente farmaceuticamente activo pode assim ser canalizado para o sistema portal. Quando se adiciona um ácido gordo com um comprimento de cadeia de menos de C14 ou menos (daqui em diante referido como MCT), um lisofosfolípido (aqui referido como liso-PL), e um sal de ácido gordo à água, forma-se a fase L-alfa (lamelar ou cristalina liquido) do micélio. Com concentrações relativamente elevadas de lípidos no micélio, na presença de fosfatidileolina (PC), esfingomielina, fosfatidilserina (PS), etc. o micélio esférico é transformado num micélio com forma de bastonete. Quando se aumenta ainda mais a concentração de lípidos, em especial na presença de cardlolpina, ácido fosfatídico (referido daqui em diante como PA) forma-se um cilindro lipidico hexagonal (fase cristalina líquida, ou Hl). É possível formular, por exemplo usando PC, uma fase cristalina líquida lamelar com solventes que não seja a água, como 0 etilenoglicol, e agentes tensioactivos adequadamente secretados. As fases esféricas, com forma de bastonete, lamelar L-alfa, ou líquida cristalina podem ser obtidas simplesmente alterando as concentrações e os tipos de lípidos usados, seleccionando fosfolípidos apropriados (referido em geral como PL), modificando a fluidez dos lípidos ligados a proteínas, etc. Estas várias fases envolvendo as interaeções lípidos-água (ou outros solventes seleccionados) são normalmente conhecidos por micélios. (Larsson, K. et al. J. Colloid, Interface Sei. 72:152, (1979); El-Nokaly, M. et al. J. Colloid Interface Sei. 84:228 (1981)). 16
A microemulsão é o tipo reverso da fase líquida de um micélio de fase LI normal. Por exemplo, os agregados de água num meio contínuo de cadeias hidrocarbonadas e água, as lamelas são separadas por bicamadas lipídicas (fase L2) em sistemas aquosos de lípidos polares e óleo de triglicéridos. Na presença de, por exemplo, liso-fosfalilcolina (referido daqui em diante como liso-PC) toma-se uma microemulsão. Os lipossomas são formados quando se adiciona água à fase liquido-cristalina lamelar acima do seu limite de ‘abaulamento’ (swelling) por agitação lenta. A fase cristalina líquida lamelar pode consistir em bicamadas lipidicas concêntricas em alternância com camadas de água. Sonicando os agregados unilamelares em certas condições pode formar vesículas lipídicas. As propriedades farmacocinéticas de um micélio, em especial durante a sua absorção a partir da membrana celular e dos sistemas de transporte envolvidos, são significativamente diferentes dos observados após a introdução de um agente farmaceuticamente activo dentro de um lipossoma, microemulsão, vesícula lipídica, liposfera, emulsão, ou suspensão lipídica (Ekwall, P., Advances in Liquid Cristais, Vol. 1, capítulo 1, Academic Press, N.Y. (1975)).
Por exemplo, numa das formas de realização da presente invenção, utiliza-se uroquinase (aqui referida como uPA) como agente farmaceuticamente activo, as micropartículas foram preparadas com colesterol solúvel em água, especialmente preparado, feito de acordo com o método de Proksch et al. in Clin. Chem. 24/11:1924-26 (1978) (isto é, adipato de polioxietanil-colesterilo) contendo cerca de 30% de colesterol solúvel em água e GPC, um PC hidrolizado enzimaticamente solúvel em água, isto é, sn-3-glicerofosforilcolina, obtido após incubação do PC com a sua enzima hidrolítica específica, fosfolipidase-B, preparada pelo método de Kates, descrito em Tecniques in Lipidology, Elsevier, Amsterdam (1972). A uPA numa solução tampão de fosfato de sódio (pH 7,4) foi ligada com GPC:GPS (ratio 4:2-1 Mol), e o colesterol solúvel em água (ratio de C:PC 4:2-1) na presença de liso-PC (isto é, sn-l-acilo-3-glicerofosfatidilcolina, um produto final solúvel em lípidos de PC hidrolisado pela fosfolipidase-A2) e um agente tensioactivo não iónico (polioxi-40-estearato), e tomado em micropartículas em 15-20% v/v do volume final de MCT. O MCT continha outro agente tensioactivo não iónico com um valor HLB inferior a 6. O MCT e a mistura acima descrita foram micronizadas para formar micropartículas contendo uPA 17
suspensas no micélio MCT. A biodisponibilidade e bioactividade total 1 das micropartículas uPA em micélios MCT foram excelentes. Para além disso, verificou-se serem mais fáceis os ensaios para a uPA em amostras de soro/plasma e para micropartículas uPA dem micélios MCT, in vitro, usando o método ELISA, quando a uPA estava ligada ao colesterol solúvel em água- GPC/GPS, quamdo em comparação com a uPA Tigada em ponte’ com PC, PA, apoproteínas, colesterol, etc, tal como é divulgado por exemplo em PCT/GB91/00510 (Cho), e Chung, K.H., Chung, J. S. & Cho, Y. W.: Apresentado no 13° Congress International Soc. Thrombosis & Hemostasis, 3 de Julho, 1991, Utrecht, acima discutida. A estabilidade desta forma de realização foi boa; no entanto, foi posteriormente estabilizada pela adição de menos de 5% p/v de LCT no micélio MCT, e pela adição de uma pequenas quantidade de PC e PS, na solução MCT.
Em outra forma de realização desta invenção, o agente farmaceuticamente activo é a quinina que está contida dentro das micropartículas suspensas no micélio MCT. Depois da administração oral ou TuD e da absorção, é dirigida para os eritrócitos e hepatócito que hospeda o parasitas plasmodium malárico que podem utilizar o componente no seu interior (isto é, micropartículas contendo quinina que estão suspensas) para reparar as membranas danificadas dos eritrócitos e hepatócitos. Também, já se usaram micropartículas contendo vincristina dirigidas com sucesso para células Immunocytoma IgM experimentais em ratos Wister e células leucémicas de rato P388 inoculadas intraperitonealmente.
Numa forma particular e preferida de realização, adiciona-se colesterol solúvel em água como um esterol, para estabilizar as micropartículas no micélio MCT. Como opção pode-se adicionar um LCT (isto é, com comprimento de cadeia de Ci6 ou superior, de preferência Cis como 1,9-octadecenoico) ao micélio MCT (numa concentração de 5% p/v ou menos em relação ao micélio MCT final) para aumentar e estabilizar o micélio. Após a adição de agentes tensioactivos devidamente seleccionados ao LCT na concentração-crítica-de-micélio (CMC) ou superior (mas de preferência 5% p/v ou inferior), forma-se um segundo micélio (isto é, micélio LCT). Este micélio LCT é compatível com o micélio MCT que contém as micropartículas. i 18
Os objectivos e características da presente invenção serão evidentes a partir da descrição detalhada que se segue c das reivindicações.
Sumário da invenção A presente invenção diz respeito a composições farmacêuticas compreendendo micropartículas suspensas cm micclios cm pelo menos um ácido gordo com comprimento de cadeia de Cm ou menos. As micropartículas compreendem pelo menos um agente farmaceuticamente activo, pelo menos um fosfolípido solúvel ou miscível na água, pelo menos um fosfolípido solúvel ou miscível em lípidos, pelo menos um agente tensioactivo não iónico com um valor de HLB de cerca de 15 ou superior, pelo menos um agente tensioactivo não iónico com um valor de HLB de cerca de 6 ou inferior, e pelo menos um esterol solúvel ou miscível na água. Numa forma particularmente preferida, o fosfolípido solúvel em lípidos é um produto final de um fosfolípido enzimaticamente hidrolisado solúvel em lípidos, isto é, lisofosfolípido. A composição farmacêutica pode adicionalmente compreender pelo menos um ácido gordo de cadeia longa com comprimento de cadeia de Cie ou mais, presente numa concentração não superior a cerca de 5% p/v com base na composição total. A presente invenção também diz respeito a um método de preparação da composição farmacêutica acima mencionada e consiste: (a) mistura de pelo menos um agente farmaceuticamente activo com pelo menos um fosfolípido solúvel ou miscível na água, pelo menos um fosfolípido solúvel ou miscível em lípidos, pelo menos um agente tensioactivo não iónico com um valor de HLB de cerca de 15 ou superior, pelo menos um agente tensioactivo não iónico com um valor de HLB de cerca de 6 ou inferior, e pelo menos um esterol solúvel ou miscível na água e a micronização da mistura de modo a formar micropartículas; e (b) suspensão das micropartículas em pelo menos um ácido gordo com comprimento de cadeia de Cm ou menos para formar micropartículas em micélios. As micropartículas em micélio podem depois, opcionalmente, serem misturadas com pelo menos um ácido gordo de cadeia longa com comprimento de cadeia de Cie °u mais, presente numa concentração não superior a cerca de 5% p/v com base na composição total. 19
Esta invenção também diz respeito a um método de administração trans-umbilico-dérmica de uma composição farmacêutica a um paciente, que consiste no contacto da área dérmica do umbigo do paciente com a composição farmacêutica acima descrita. A presente invenção também diz respeito à utilização de tais composições no tratamento da diabetes, administração de terapias de antibióticos, tratamento da hipertensão, tratamento do cancro ou quimioterapia, administração de terapia hormonal, administração de terapia antiparasítica, e para a entrega terapêutica da compsição farmacêutica a um órgão em específico.
Breve Descrição dos Desenhos A Figura 1 ilustra os níveis de glicose sanguínea obtidos após a administração oral de glibureto e insulina de acordo dom esta invenção quando em comparação com os níveis obtidos após a administração apenas de glibureto em pacientes NIDDM resistentes aos glibureto. A Figura 2 ilustra as concentrações de glibureto e de insulina no soro obtidos após a administração oral de glibureto e insulina de acordo dom esta invenção quando em comparação com os níveis obtidos após a administração apenas de glibureto em pacientes NIDDM resistentes aos glibureto.
Descrição Detalhada da Invenção A composição farmacêutica desta invenção contém micropartículas suspensas em micélios com pelo menos um ácido gordo com comprimento de cadeia de Cm ou menos (aqui referido como MCT). As micropartículas contêm um ou mais agentes farmaceuticamente activos que podem ser peptídeos, drogas ou produtos alimentares nutricionais que têm a sua biodisponibilidade aumentada após a administração oral, rectal, trans-umbilico-dérmica, bucal, sublingual, intranasal, intrapulmónica ou ocular dessa composição. Estas formulações podem ser aplicadas para serem dirigidas para órgãos ou tecidos especiais como formulações de libertação lenta e controlada, e podem ser administradas oralmente, parenteralmente, intratecalmente (para entrega nas áreas do cérebro e da espinal medula), transdermicamente, ou por outros meios. O pH para o agente farmaceuticamente activo pode ser ajustado ao pH óptimo, in vitro para o agente 20
~V,A
p τ*. _/ 'J ou agentes farmaceuticamente activos usados. Tal como é usado nesta especificação e nas reivindicações, o termo ‘micélio’ refere-se ao elevado grau de associação de micropartículas em solução tipicamente observadas, por exemplo, no que diz respeito a moléculas ou iões de muitos agentes tensioactivos, como está descrito por exemplo, no vol. 4 da Encyclopedia of Chemical Technology (R. Kirk and D. Othmer, eds. (1954)) pp. 939-40. Assim, as micropartículas da presente invenção estão altamente associadas quando suspensas num ácido gordo com comprimento de cadeia de Cm ou menos. Tal como é usado nesta especificação e nas reivindicações, o termo ‘ácido gordo’ refere-se a ácidos orgânicos monobásico de comprimento de cadeia Ci ou superior, como está, por exemplo na página 281 do Von Nostrand Chemisfs Dictionary (1953). Nesta especificação e nas reivindicações o termo ‘ácido gordo’ pode ser modificado especificando o comprimento específico da cadeia.
As micropartículas são suspensas num micélio em pelo menos um ácido gordo com comprimento de cadeia de Cm ou menos, de preferência C12 ou menos. Estes ácidos gordos incluem os ácidos fórmico, propiónico, butírico, valérico, capróico, caprílico, cáprico, laurico e miristico, e as suas misturas.
Na preparação das micropartículas desta invenção que estão suspensas num micélio MCT, 0 agente farmaceuticamente activo é tomado estável, e está ligado de forma não covalente e reversível com pelo menos um fosfolípidos solúvel ou miscível em água, sem haver degradação do agente farmaceuticamente activo. Não querendo estabelecer qualquer ligação a qualquer teoria, crê-se que as ligações não-covalentes entre 0 agente (por exemplo um peptídeo) e o fosfolípido que podem estabilizar a estrutura do peptídeo são ligações iónicas, pontes de hidrogénio, interacções hidrofóbicas e interacções de Van der Waals. Um lípido como um fosfolípido pode ligar-se fortemente com 0 peptídeo em vários grupos radicais do peptídeo, como nos radicais carboxilo, sulfonilo, hidroxilo, amino, e amónia, e os lípidos podem formar ésteres ou éteres com os peptídeos. Este tipo de ligação deve ser evitada. Os sais biliares, por exemplo, estão fortemente carregados e podem alterar as 21
propriedades de um peptídeo, e por isso não devem ser empregues como agente tensioactivo nesta invenção.
Os agentes farmaceuticamente activos que podem ser empregues na presente invenção incluem, mas não estão limitados a: (1) peptídeos como a insulina, hormonas de crescimento, interferões, calcitoninas, uroquinase, Factor VIII de coagulação, Factor IX de coagulação, eritropoietina; (2) compostos com fraca biodisponibilidade e/ou compostos para entrega dirigida a órgãos específicos ou tecidos, como a nafcilina, vincristina, cefazolina, doxorubicina, quinina, cloroquina, primaquina, d-alfa-tocoferol (que também é um antioxidante), e gentamicina; (3) compostos que após a absorção, estão predominantemente ligados às proteínas do plasma e/ou são rapidamente biotransformadas no fígado, apresentado assim fraca bioactividade, como o glibureto, propanolol, ciclofosfamida, e (4) os neurofarmacológicos que mimam as infusões intravenosas sustidas de compostos, de preferência, os capazes de atravessar a membrana de barreira sangue-cérebro, como fisostigmina, fluoxetina, e feldeno. Como será evidente para os técnicos desta área, a escolha do agentes ou agentes usados irá depender da condição ou doença a ser tratada, bem como da terapia a ser usada. Numa forma de realização preferida, o peptídeo é insulina e a composição é utilização no tratamento da diabetes. Noutra forma de realização preferida, o agente á a vincristina, e a composição é usada no tratamento do cancro.
Tal como é usado nesta especificação e nas reivindicações, o termo ‘fosfolípido solúvel ou miscível em água’ refere-se a fosfolípidos (aqui em geral referidos como PL) e derivados dos fosfolípidos que são solúveis ou miscíveis com a água, quer por si só, ou na presença de um agente ou agentes tensioactivos não iónicos apropriados, ou de uma enzima hidrolítica apropriada. Por exemplo, fosfolípidos que são de solubilidade ou miscibilidade em água na presença de agentes tensioactivos adequados e/ou de enzimas hidrolíticas incluem diacilglicerois, fosfatidilcolina (PC), fosfatidiletanolamina (PE) (que são zwitterionicas), fosfatidilserina (PS), fosfotidilgliceróis (PG), fosfatídilinositol (PI), difosfatidil glicerol (DPG), e ácido fosfatídico (PA). Outros fosfolípidos solúveis ou miscíveis em água que podem ser usados na presente invenção incluem mas não estão limitados a, glicerofosfolípidos como glicerofosfatos (GP) (por 22
exemplo sn-1 e sn-3-glicerofosfato), glicerofosforilcolinas (GPC), glicerofosforiletanolaminas (GPE) (por exemplo sn-3-glicerofosforiletanolamina), colmas, fosforilcolinas, fosforiletanolaminas, etanolaminas, glicerofosforilserinas (GPS) (por exemplo sn-3-glicerofosforilserina), glicerofosforilglicerois (GPG) (por exemplo sn-3-glicerofosforilglicerol), e possíveis misturas.
Os derivados de fosfolípidos solúveis ou miscíveis em água apropriados incluem produtos finais, solúveis ou miscíveis em água, da hidrólise enzimática de fosfolípidos. Tal como é usado nesta especificação e nas reivindicações, “produtos finais, solúveis ou miscíveis em água, da hidrólise enzimática de fosfolípidos” refere-se a produtos finais miscíveis ou solúveis em água obtidos após a incubação de um fosfolípido específico com a sua enzima hidrolítica específica de modo a obter os tais produtos finais. Por exemplo, a fosfatidilcolina (PC) pode ser enzimaticamente hidrolizada por incubação com a enzima fosfolipase-B de modo a obter-se glicerofosforilcolina (GPÇ) solúvel em água. Uma forma de realização particularmente preferida do GPC é sn-3-glicerofosforilcolina. De modo semelhante, o fosforilglicerol (PG) pode ser enzimaticamente hidrolizado por incubação com a enzima fosfolipase-B de modo a obter-se glicerofosforilglicerol (GPG) solúvel em água. Uma forma de realização particularmente preferida do GPC é sn-3-glicerofosforilglicerol. Estes produtos finais das hidrólises enzimáticas podem ser preparadas pelo método descrito por M. Kates; Techniques in Lipidology (Elsevier, Amsterdam 1972) (aqui incorporado por referência), e são bem conhecidas dos técnicos que trabalham nesta área.
Como alternativa, o GPC solúvel em água pode ser preparado a partir de lecitina de gema de ovo usando a álcoolise selectiva com uma solução de hidróxido de tetrabutilamónio metanólico de acordo com uma versão modificada do método de H. Brockerhoff e M. Yurkowski in Canadian J. Biochem. 43:1777 (1965) (aqui incorporado por referência).
Tal como é usado nesta especificação e nas reivindicações, o termo “fosfolípidos solúveis ou miscíveis em lípidos” refere-se a fosfolípidos ou derivados de fosfolípidos que são solúveis ou miscíveis em lípidos, quer por si só quer na presença de um ou mais 23
agentes tensioactivos adequados, ou de uma enzima hidrolítica adequada. Numa fdrma de realização preferida, os derivados de fosfolípidos solúveis ou misciveis em lipidos são produtos finais, solúveis ou misciveis em lipidos, da hidrólise enzimática de fosfolípidos. Estes produtos finais são aqui referidos como lisofosfolípidos ou liso-PL. Tal como é usado nesta especificação e nas reivindicações, “produtos finais, solúveis ou misciveis em lipidos, da hidrólise enzimática de fosfolípidos” refere-se a produtos finais misciveis ou solúveis em lipidos obtidos após a incubação de um fosfolípido específico com a sua enzima hidrolítica específica de modo a obter os tais produtos finais. Por exemplo, a fosfatidilcolina (PC) pode ser enzimaticamente hidrolizada por incubação com a enzima fosfolipidase-A2 de modo a obter-se liso-PC (isto é, sn-l-acilo-3-glicerofosforilcolina). Estes produtos finais das hidrólises enzimáticas podem ser preparadas pelo método descrito por Kates, já referido e são bem conhecidas dos técnicos que trabalham nesta área. Os produtos finais da hidrólise enzimática solúveis em lipidos preferidos para utilização nesta invenção são exemplificados pelos que constam da tabela que se segue, em conjunto com o respectivo fosfolípidos base (PL) e a enzima usada de modo a produzir o produto final da hidrólise enzimática ou liso-PL:
Fosfolípido Base (PL) Enzima Produto final enzimaticamente hidrolizado solúvel em lipidos (aqui referido como liso-PL) Fosfatidilcolina (PC) Fosfolipase-A2 sn-1 -acilo-3-glicerofosforilcolina (liso-PC) Fosfolipase-C sn-1,2-diacilglicerol Fosfolipase-D sn-1,2-diacilo-3-glicerofosfato Fosfatidilglicerol (PG) Fosfolipase-A2 sn-l-acilo-3-glicerofosforilglicerol (liso-PG) Fosfolipase-C sn-1,2-diacilglicerol Fosfolipase-D sn-1,2-diaci Iglicerolfosfato Acido Fosfatídico (PA) Fosfolipase-A2 sn-l-acilo-3-glicerofosfato (liso-PA) Fosfatase sn-1,2-diacilglicerol Fosfatidiletanolamina (PE) Fosfolipidase- A2 sn-l-acilo-3-glicerofosforil etanolamina (liso-PE) Fosfolipase-C sn-1,2-diacilglicerol Fosfolipase-D sn-1,2-diacil-3-glicerofosfato Fosfatidilserina (PS) Fosfolipase-A2 sn- l-acilo-3-glicerofosforilserina (liso-PS) Fosfolipase-D sn-1,2-diacil-3-gliccrofosfato
Outros produtos finais da hidrólise enzimática dos fosfolípidos, solúveis ou misciveis em lipidos a serem utilizados incluem, por exemplo, l-Miristol-sn-glicero-3-fosfocolina; 1 -Miristol-sn-glicero-3-fosfoetanolamina; 1 -Miristol-sn-glicero-3-fosfo-(N,N-dimetil)-etanolamina; l-Palmitol-sn-glicero-3-fosfocolina (ou etanolamina); 1- 24
Palmitol-rac-glicero-3-fosfocolina; l-palmitol-sn-glicero-3-fosfo-(N,N-dimetil)- etanolamina; l-estearoíl-sn-glicero-3-fosfocolina, e suas misturas.
Pode-se usar mais de um fosfolípido solúvel ou miscível em água, na preparação das micropartículas. Por exemplo, numa forma de realização preferida, o agente farmaceuticamente activo pode estar ligado a, por exemplo, GPC e/ou GPSJ ao serem misturados e incubados com, por exemplo, liso-PC, com agitação suave a 25°C num banho maria.
As micropartículas podem também compreender pelo menos um composto de substracto lipidico seleccionado do grupo que consiste em ácido fosfatídico, fosfatidilcolina, fosfatidiletanolamina, fosfatidilserina e fosfatidilglicerol e suas misturas. Estes substractos lipidicos podem ajudar na estabilização da composição de micélios MCT desta invenção.
Outros materiais solúveis em lípidos que podem ser usados em conjunção com os lisofosfolípidos incluem l-oleíl-2-acetil-sn-glicerol, 1,2-dioctanoíl-sn-glicerol, 1,2-didecanoíl-sn-glicerol, etc.; alguns dos 1,2-diacil-fosfolípidos podem incluir 1,2-dioleoíl-sn-glicero-3-fosfocolina; 1,2-dimiristoíl-sn-glicero-3-fosfocolina; 1,2-dimiristoíl-rac-glicero-3-fosfocolina, 1,2-dimiristoíl-sn-glicero-fosfoetanolamina; ácido 1.2- dimiristoíl-sn-glicero-3-fosfatídico (Na), 1,2-dipalmitoíl-sn-glicero-3-fosfocolina; 1.2- dipalmitoíl-sn-glicero-3-fosfoetanolamina, ácido l,2-diestearoíl-sn-glicero-3-fosfatídico (Na), e suas misturas.
Também está presente pelo menos um esterol solúvel ou miscível em água e é incorporado no fosfolípido mantendo a estrutura do fosfolípido e do agente tensioactivo numa concentração óptima para aumentar a sua aderência em relação às células de absorção e para suplementar a actividade do agente tensioactivo in vivo. Os esterois a serem usados incluem de preferência colesterol, ésteres de colesterol, colesteril-17-bromohepta-decanoato, octonoato de colesterilo, oleato de colesterilo, palmitato de colesterilo, sulfato de colesterilo, monohidrato de colesterol, e suas misturas. Estes esterois podem ser tomados em formas solúveis em água, por exemplo, adipato de 25
polioxietanil-colesterilo, que foi solubilizado como uma L-alfa-fase de um sistema água-lípido. Esta invenção utiliza uma aplicação do esterol solúvel ou miscível em água, em que é usado em conjunção com um ou mais fosfolípidos enzimaticamente hidrolizados e solúveis em água como o GPC ou GPS, e produtos finais enzimaticamente hidrolizados de materiais solúveis em lípidos como o liso-PC. O agente farmaceuticamente activo (por exemplo, insulina ou glibureto), é misturado com pelo menos um agente tensioactivo hidrofílico não iónico com um HLB (razão hidrofílico/lipofilico) de 15 ou superior, de preferência acima dos 16, e pelo menos um agente tensioactivo lipofflico não iónico com um HLB de 6 ou inferior, de preferência abaixo de 5, cada um dissolvido num solvente adequado. Caso seja necessário, o pH é ajustado, e adicionam-se potenciadores do transporte e/ou inibidores da protease.
Os agentes tensioactivos que podem ser usados nesta invenção são de preferência agentes tensioactivos não iónicos, que são bem conhecidos para os técnicos que trabalham nesta área. Os agentes tensioactivos com HLB de cerca de 6 ou inferior, incluem, mas não estão limitados a, compostos de sorbitan substituídos, compostos de glicerilo substituídos, compostos de polioxietileno substituídos com 1-100 partes de oxietileno, de preferência incluindo monocaprilato de sorbitan, monopalmitato de sorbitan, monoestearato de sorbitan, sesquistearato de sorbitan, trioleato de sorbitan, monooleato de sorbitan, sesquioleato de sorbitan, dioleato de sorbitan, monoestearato de glicerilo, monoleato de glicerilo, dioleato de glicerol, monoestearato de decaglicerilo, pentaestearato de decaglicerilo, monolinolato de decaglicerilo, monolaurato de decaglicerilo, e monomiristato de decaglicerilo.
Os agentes tensioactivos adequados para serem utilizados com um valor de HLB igual ou superior a 15 incluem polioxietilenos e seus derivados com 1-100 partes de oxigénio, como o éter polioxietilene-laurílico, óleo de rícino polioxietilene-hidrogenado, monoestearato de polioxietileno. Os agentes tensioactivos devem ser cuidadosamente seleccionados de modo a evitar a supressão da bioactividade dos agentes farmaceuticamente activos usados. Deve-se entender que os agentes 26
tensioactívos utilizáveis não se limitam aos aqui referidos, podem incluir outros agentes tensioactivos como emulsificantes.
Noutra forma de realização preferida, o agente farmaceuticamente activo Factor VIU é combinado com ratios de concentrações de 4-1:1 Mol de GPC e GPS prepardos do modo descrito por M. Kates. Na presença de um colesterol solúvel em água (adipato de polietanoxietanil-colesterilo preparado pelo método de Proksch & Bondeman), liso-PC com pelo menos 0,005 mMol, aprotinina, e um agente tensioactivo com valor de HLB superior a 15, como o polioxi 40-estearato, em tampão fosfato. Esta solução é adicionada e misturada na solução MCT com um valor de HLB inferior a 6 (por exemplo, gliceromonooleato), e micronizada à temperatura ambiente usando um Nanomizer modificado (Freund Industrial Co., Tóquio) ou um Microfluidizer (Microfluidics Co, Newton, Mass.).
Mesmo antes da administração da composição acima descrita, pode-se adicionar cerca de 5% p/v ou menos, de preferência menos de cerca de 4,5% p/v (do produto final) de uma solução contendo LCT, um agente tensioactivo não iónico com um valor de HLB inferior a 6 e um antioxidante, e micronizada à temperatura ambiente, o que pode posteriormente estabilizar o micélio MCT. Ocasionalmente pode-se incluir uma pequena quantidade de PC:PA (ratio de cerca de 2-4:1 Mol) no MCT de modo a estabilizar ainda mais o micélio. As micropartículas misturadas com o MCT (e opcionalmente LCT), água, óleo, e a L-alfa-fase lamelar do micélio podem existir em equilíbrio. (Rydhag, L. et al., J. Am. Oil Chem. Soc. 58:830 (1981)).
Os ácidos gordos de cadeia longa (LCT) nos quais as micropartículas suspensas em micélios MCT podem ser misturadas ou suspensas têm um comprimento de cadeia de Ci6 ou superior. Numa forma de realização preferida, o LCT tem um comprimento de cadeia de Ci8 ou superior e pelo menos uma ligação insaturada. Numa forma de realização particularmente preferida, estes ácidos incluem 4- ou 9-tetradecenóico, 9-hexadecanoico, 6-, 9-, ou 11-octadenoico, 9-, ou 12-octadecadienoico, 9-, 12-, 15-, 11-, ou 13-octadecatrienoico, 9-, 11-, 13-, ou 15-octadecatetraenoico, 9-eicosenioico, 5-, 8-, 11-, ou 14-eicosatetraenoico, 13-docosenoico, ou 15-tetracosenoico ou as suas 27
combinações. O ácido gordo de cadeia longa pode, também, conter 20-50% v/v de glicero-monooleato, -dioletato, e/ou -trioleato. Ao adicionar até 5% p/v do LCT às micropartículas suspensas no micélio MCT, as micropartículas suspensas no micélio MCT podem ser estabilizadas. Numa forma de realização particularmente preferida óptima, pode-se adicionar, às micropartículas suspensas no micélio MCT, LCT e agente tensioactivo não iónico adicional com um valor de HLB de 6 ou interior (como já tbi descrito). O comportamento farmacocinético das composições farmacêuticas desta invenção, em que se adiciona 5% p/v ou menos de LCT às micropartículas em micélios MCT diferem significativamente do de produtos contendo mais de 10% p/v de LCT (por exemplo, ácido oleico). Com as últimas concentrações de LCT, o agente farmaceuticamente activo estaria em lipossomas ou na forma de esferas liquidas, não em micélios de acordo com esta invenção. Assim sendo, uma composição contendo mais de 10% p/v de LCT exige que o agente farmaceuticamente activo contido seja absorvido via pinocitose, etc. e/ou formando quilomicron, etc., o que envolve os patamares do alfa-glicerofosfato, canalização pelo sistema linfático, e drenado através do canal torácico de uma forma esporádica, não uniforme. Quando a concentração opcional de LCT é de 5% p/v ou inferior, como muna das formas de realização desta invenção, o micélio MCT é estabilizado sem afectar a sua farmacocinética, comportamento de absorção do micélio MCT e o agente farmaceuticamente activo associado. Para além disso, pode-se adicionar uma pequena quantidade de fosfolípidos e um agente tensioactivo lipofilico não iónico com um valor de HLB de 6 ou inferior (em conjunto com o LCT), às micropartículas em micélios MCT, para estabilizar mais a composição.
Esta invenção também diz respeito a um método de administração trans-umbilico-dérmica (TuD) da composição farmacêutica desta invenção a um paciente. A composição farmacêutica é aplicada na área da pele do umbigo humano, do ligamento falciforme (veias paraumbílicas) e dos sistemas relacionados. Este sistema de entrega TuD farmacêutico, pode ser aplicado por exemplo, nos seguintes casos: (1) para direccionamento em quimioterapia do cancro, por exemplo, doxorubicina, para o 28
fígado, útero, ovários, pulmões, estômago, recto, cólon, etc.; (2) para direccionamenro de uma droga anti-malárica, por exemplo quinina, para hepatócitos e glóbulos vermelhos contendo o parasita plasmodium; e (3) para administração de um inibidor da colinesterase, por exemplo físostigmina, através da barreira sangue- cérebro para o Sistema Nervoso Central e melhorando as funções cognitivas de pacientes que sofrem da Doença de Alzheimer, etc. Pode-se adicionar um potenciador da absorção trans-umbilico-dérmica destas administrações TuD. Estes podem incluir, mas não estão limitados a, dimetil formamida, propilenoglicol, dietil-m-tolueno, salicilato, e outros potenciadores da absorção, em concentrações bem conhecidas dos técnicos desta área do conhecimento.
De acordo com esta invenção, quando um agente farmaceuticamente activo existente nas micropartículas suspensas em micélios foi administrado no foco umbílico e canalizado para o sistema circulatório mesentérico e sistema portal, dirigindo assim as micropartículas para o fígado, verificou-se que as acções farmacológicas globais das micropartículas eram semelhantes aos resultados da infusão intravenosa, lenta do mesmo agente farmaceuticamente activo. Assim, verificou-se que a administração TuD de, por exemplo, físostigmina induziu actividades similares às obtidas após injecção intravenosa. Isto é útil, por exemplo, no melhoramento das funções cognitivas de pacientes que sofrem da Doença de Alzheimer. Para além disso, verificou-se que a insulina entregue via sistema TuD provocou o aumento da insulina no soro e diminuiu o açúcar no sangue em pacientes diabéticos, em grande parte de modo similar às respostas observadas após a administração intravenosa lenta de insulina. A forma de realização TuD desta invenção inclui a aplicação das composições desta invenção gota a gota no umbigo, de um penso ‘patch’ no umbigo, ou tomadas numa formulação ‘espécie de creme’ e espalhada no umbigo do paciente humano.
Para a entrega trans-umbilico-dérmica (“TuD”) de um agente farmaceuticamente activo como um peptídeo (por exemplo, insulina) ou de uma droga (por exemplo glibureto), as composições da presente invenção devem ser absorvidas através da fina camada de tecido sem cicatrizes não-gorduroso; e depois das formulações serem absorvidas no mesentério, o sistema macrofágico e as suas actividades devem ser 29
retardados. Verificou-se que a administração trans-umbilico-dérmica de insulina de acordo com a presente invenção foi tão eficaz como a injecção regular parenteral de insulina em diabéticos. Para além disso, de acordo com esta invenção, a insulina pode ser dissolvida em, por exemplo, etanol, na presença de um grupo de potenciadores da penetração transdérmica, por exemplo, agentes tensioactivos hidrofílicos/lipofíiicos, propilenoglicol, dimetilformamida, dimetil-m-toluamida, salicilatos, etc, e tomados em micropartículas estáveis com um grupo de glicerofosfolípidos solúveis em água na presença de uma concentração óptima de colesterol terminado em galactoseto (galactoside) e liso-PC em MCT.
Também se podem adicionar, à composição de micropartículas, inibidores macrofágicos e da actividade da protease. Mais em particular, também se podem adicionar às micropartículas inibidores para o sistema macrofágico (por exemplo, mucopolisacaroproteínas ou mucopolisacarolipidos, ácido nunolosâmico, ácido siálico) e inibidores da protease (por exemplo, aprotinina ou mucopolisacarídeos extraídos da clara do ovo).
As composições inventadas, que incluem a ligação de agentes bioactivos (em que a eficácia de tais agentes é activada pelas biotransformações intrahepáticas) que podem ser dirigidos para certos órgãos como o fígado. A bioactividade de tais compostos pode ser potenciada enquanto que os efeitos secundários, tóxicos e sistémicos dos compostos são reduzidos (por exemplo, a fenacitina é biotransformada em acetoaminofeno).
As micropartículas podem também conter pelo menos um composto antioxidante. Numa forma de realização preferida, o antioxidante usado pode ser usado d-alfa-tocoferol.
Numa forma de realização preferida, a composição desta invenção é capaz de libertação lenta e controlada e de ser dirigida em doses elevadas para o fígado ou outros órgãos. Os inibidores da actividade macrofágica acima mencionados, por exemplo, ácido siálico, podem ser substituídos por, por exemplo, um ou mais compostos activadores. Numa forma de realização preferida, podem-se usar como activadores os
J / / / \ 30 colesteróis substituídos como os colesteróis terminados com galactose triantenários, de preferência N-(tris-beta-D-galactopiranosiloxilmetil-metil)-N-(4-5-colesteno-3-beta-oxiloxi-succinil)glicinamida, ou uma polivmilpirrolidona ultramicronizada como um álcool polivinilico, ou um composto similar.
Numa outra forma de realização, simplesmente eliminando os inibidores da actividade macrofágica da composição, crê-se que o agente farmaceuticamente activo nas micropartículas suspensas no micélio serão conduzidas às veias portais e serão predominantemente canalizadas para o fígado.
As micropartículas são preparadas por micronização da mistura acima descrita de agentes farmaceuticamente activos, fosfolípidos, agentes tensioactivos e esterol. Tal como é usado nesta especificação e nas reivindicações, o termo “micronizadas” refere-se ao método de redução do tamanho de partículas sólidas ou líquidas sujeitando-as a forças cortantes, usando técnicas, procedimentos e equipamentos bem conhecidos dos técnicos desta área de trabalho. O tamanho das micropartículas da composição desta invenção têm de preferência um diâmetro médio no intervalo de 0,01-0,15 μπι. Por exemplo, quando a composição compreende uroquinase (uPA) como agente farmaceuticamente activo, em micélios MCT, o tamanho das micropartículas é normalmente de 30-90 nm (com média inferior a 60 nm); quando o agente é insulina, é normalmente de 0,01-0,07 pm (com uma média de 36 nm). O micélio também pode ser convertido num pó seco revestindo por spray a solução com um grupo de químicos inertes, por exemplo, carboximetilcelulose, alginato, etc. O pó pode depois ser empacotado numa cápsula de gelatina dura ou comprimido na forma de comprimidos. Tal como é usado nesta especificação e nas reivindicações, o termo “químico inerte” refere-se a químicos ou compostos que normalmente não são absorvidos no sistema gastrointestinal após a sua ingestão oral, mas são eliminados nas fezes. Assim sendo, estes químicos inertes não têm efeitos sistémicos apreciáveis após ingestão. A invenção c exemplificada, mas não está limitada, pelos seguintes exemplos. 31
Exemplo 1
Fez-se uma formulação oral de insulina com biodisponibilidade e bioactividade potenciadas, e que imita as propriedades da insulina endogenamente secretada, que é primariamente canalizada para o fígado, e uma das formulações representativas está sumariada em seguida:
Para obter um volume final de cerca de 300 ml, dissolveu-se uma quantidade suficiente de insulina de bovino (cerca de 55 mg, desde que uma mg de insulina em pó/cristalina tenha uma actividade de cerca de 20 IU) para obter 16 IU por 5 ml do produto final ou por 125 mg da formulação contida em microcápsulas, em etanol a 95% (volume final até 75 ml) contendo cerca de 2,200 KIU de aprotinina e o pH ajustado a 2,8 pela adição de uma solução de ácido cítrico saturada. A 25 ml de etanol a 95% adicionou-se cerca de 0,85-12,5, seja 10,3 g de glicerofosofrilcolina (GPC), cerca de 4,1-6,3, seja 5,2 g de glicerofosforilserina (GPS), 12,8-16,5, seja 14,3 g de colesterol solúvel em água, cerca de 750-918, seja 850 g de liso-PC, e cerca de 2,2-2,8, seja 2,5 g de polioxi-40-estearato, e (na ordem da listagem acima referida) dissolveu-se cuidadosa e lentamente a cerca de 35-40 °C num banho maria. A cerca de 150 ml de MCI, foram adicionados cerca de 4,6-6,8, seja 5,5 g de mono-oleato de glicerol e dissolvidos, a cerca de 35-40°C em banho maria. Estas duas soluções foram suavemente misturadas, homogeneizadas, e o perfez-se o volume a cerca de 280 ml pela adição de MCT, e micronizadas usando o Nanomizer ou o Microfluidizer (da Microfluidics Co. de Newton, Mass.) à temperatura ambiente. Os micélios MCT contendo insulina formados nas micropartículas foram mantidos no escuro, em recipientes de vidro escuro e armazenados num local fresco e escuro a uma temperatura entre 2-8°C, mas não a temperaturas de congelação.
Adicionou-se gliceromonooleato a cerca de 3,5-5,0, seja 4,7% p/v do volume do produto final, ácido olcico a cerca de 2-6, seja 4% pv/v do volume do produto final e cerca de 1,0-2,5, seja 1,8 g de d-alfa-tocoferol, misturou-se homogeneizou-se e passou-se 2-4 vezes pelo Microfluidizer a uma força cortante de 10000 psi. Pode-se adicionar uma quantidade apropriada de agentes antimicrobianos, como cerca de 1,5 g de benzoato de sódio c cerca de 1,5-3,8, seja 2,0 de ácido nonulosâmico à solução de ácido 32 oleico acima referida. Mesmo antes da sua administração aos pacientes humanos, poqe-se misturar as micropartículas suspensas na solução MCT de micélio e a solução de ácido oleico (isto é LCT) e o volume perfeito a 300 ml com MCT adicional. Cada 5 ml do produto final pode conter cerca de 14-20, seja 16IU de insulina bovina.
Como alternativa, a solução de ácido oleico acima referida pode ser lentamente homogeneizada na solução MCT e depois do volume final ser perfeito a 300 ml com MCT adicional, ser micronizada durante 5-10 minutos no frio com o Nanomizer (ou passado através do Microfluidizer 4-6 vezes) à temperatura ambiente.
Exemplo IA O produto final do Exemplo 1 pode ser revestido por spray com químicos inertes. Estes materiais inertes incluem, por exemplo, carboximetilcelulose de cálcio (CMC-Ca), gelatina de hidroxipropilcelulose (HPC), etc. O produto seco pode ser empacotado numa cápsula de gelatina dura ou na forma de comprimidos. Pode ser aplicado um Spir-A-Flow (Mini Model) da Freund Industrial Co de Tóquio. O Spir-A-Flow é um revestidor fluidizante melhorado.
De modo a preservar as actividades químicas e farmacológicas bem como a estabilidade do produto final, foi tomado em microcápsulas (com diâmetro médio de 0,5-1,5 seja 0,75 mmo) do seguinte modo: O produto final foi revestido por spray com COCNADE (um produto comercial de óleo de côco de Kao Soap Co., Tóquio) e gelatina na sua forma líquida. Tanto o COCONADE como a gelatina foram aquecidas num recipiente em banho maria, a 40-70°C e a 50-90°C, respectivamente. O produto final frio e duas soluções de revestimento aquecidas foram dispersas a uma velocidade de 15-20 ml/min para o produto 10-16 ml/min. para COCONADE e 25-40 ml/min. para a solução de gelatina, através de pulverizadores triplo de Spherex TRN (um produto de Freund Industrial Co de Tóquio), para uma câmara- coluna redonda em vido que gira lentamente (em relação ao seu eixo longitudinal) com um comprimento de cerca de 1,5 m e com diâmetro de 20 cm na parte descendente to tubo em forma de U. 33
Brevemente, os dois tubos com forma de U estão ligados de tal maneira a formar um tubo pressionado em forma de S; isto é, a primeira parte da parte descendente do tubo U, com diâmetro de cerca de 20 cm e comprimento de cerca de 1,5 m é ligada (e afunilada) à parte ascendente de um tubo com comprimento de cerca de 2 m, com um diâmetro de cerca de 12 cm, que é depois ligado à parte descendente de um tubo em U virado ao contrário com comprimento de cerca de 1 m e com um diâmetro de cerca de 12 cm. A abertura de saída de fluxo do tubo em U virado ao contrário foi ligada à polia/roldana colectora que recolhe as microcápsulas (com diâmetro inferior a 0,3 mm)e bombeia-se óleo vegetal frio para o tubo em forma de U, e é recirculado nesse tubo começando no topo da maior parte descendente do tubo em U com a abertura de entrada para o óleo vegetal, e é dirigido para a parte estreita e ascendente do tubo em U, ligada a outra parte descendente do tubo em U estreito. Outro óleo vegetal extremamente frio a temperaturas de cerca de 0-(-5) °C foi feito circular à volta do tubo em S. À medida que as micropartículas nos micélios e as soluções de gotas COCONADE e gelatina contactaram com o óleo frio na câmara- coluna em vidro rotativa, formaram-se microcápsulas contendo as micropartículas no meio, revestidas por COCONADE e por um revestimento exterior de gelatina endurecida, com tamanhos entre 0,5-1,5 mm. As microcápsulas foram secas (à temperatura ambiente) e armazenadas em cápsulas gelatinosas duras (isto é, cada cápsula de 125 mg contém cerca de 16 IU de insulina bovina). Verificou-se que a insulina dentro das microcápsulas nas cápsulas gelatinosas duras foi estável durante um período de estudo de seis meses.
Exemplo 2
Pode-se fazer uma composição contendo glibureto, da presente invenção, útil como anti-hiperglicémico oral, e as formulações representativas podem ser sumariadas da seguinte maneira: 34
Quantidade (por 400 ml)
Químicos Intervalo Preferida Parte-I Glibureto 0,06-2,0 mg/ cápsula 2,0 mg/ cápsula Colesterol 3,9-15,6 g 7,8 g GPC 7,0-28,0 g 14,0 g Liso-PC 1,4-13,8 mg 1,6 mg Etanol (95% em água) 40-250 g 65 g Polioxietileno 40-estearato 0,05-20%+ 5% + + (% p/v da solução da Parte I) Parte-Π Óleo MCT 350-450 ml 400 ml Perfaz o volume final de Ácido nonulosâmico 0,005-2,0 mg 0,05 mg Trioleato sorbitan 5-30%++ 25%++ ++ (% p/v da solução da Parte II) Parte -III Ácido oleico 0,5-5 % p/v de Parte I/II 4,5% p/v Glicerolmonooleato 0,5-15% % v/v de oleato 4,0% v/v d-alfa-tocoferol 0,5-2,5 g 1,2 g (as quantidades acima referidas são por 400 ml da composição final) O pó de glibureto é micronizado com um Jet Mill (feito por Freund Industrial Co. de Tóquio), e dissolvido em etanol na presença de polioxietileno- 40-estearato à temperatura ambiente, de um colesterol solúvel em água, e GPC. Dissolve-se lisofosfatidilcolina (Liso-PC) em MCT na presença de trioletato de sorbitan e de ácido nonulosâmico. Misturam-se ambas as soluções lentamente e são passadas através de nanonizer a uma força superior a 10000 psi e depois arrefecidas. A solução resultante, adiciona-se 5% p/v ou menos de um LCT (ácido oleico) contendo glicerolmonooleato e d-alfa-tocoferol, e é re-micronizada a 10000 psi com arrefecimento em quatro a cinco passos. O volume final da solução resultante é perfeito a 400 ml com MCT, e passado novamente no microfluidizador. 35 A composição contendo glibureto pode ser tomada em formulações <jé microcápsulas usando o Spherex TRN, ou tomada num pó usando o Spir-A-Flow, ou armazenada numa garrafa de vidro castanho escuro (tal como no Exemplo 1). Se se fizerem microcápsulas (como por exemplo no Exemplo IA), cada microcápsula ou cápsula de gelatina dura contendo pó, de preferência cerca de 0,5 mg de glibureto activo por 5 ml ou 125 mg das microcápsulas.
Exemplo 3
Pode-se preparar uma composição contendo insulina, da presente invenção, do modo descrito no Exemplo 1. Depois de ligar e misturar o glibureto com um ou mais químicos inertes, por exemplo, HPC, CMC-Ca, alginato, ou gelatina, os pós misturados são colocados numa câmara de Spir-A-Flow a secos a 27-29°C.A solução contendo insulina do Exemplo 1 é depois revestido por spray sobre a mistura de químicos inertes. O pó seco da composição de insulina e glibureto é empacotada em cápsulas de amanho #1, cada cápsula contendo 8 unidades de insulina, e 0,5 mg de glibureto.
Como alternativa, a composição contendo insulina do Exemplo 1 e a composição contendo glibureto do Exemplo 2 são misturados de modo a formar 8 unidades de insulina e 0,5 mg de glibureto por cápsula, e as soluções misturadas são revestidas por spray sobre os químicos inertes usando o Spir-A-Flow; ou as soluções mistas podem ser empacotados em cápsulas de gelatina mole e podem assim ser administradas oralmente.
Exemplo 4
Dissolve-se uroquinase (uPA) de Novabiochem Ltd. E com 90% de elevado peso molecular (isto é cerca de 54000) e 10% de baixo peso molecular (isto é cerca de 33000) numa solução tampão fosfato de sódio com um pH de cerca de 7,4 e misturado com cerca de 0,05-2, de preferência 0,5 mg de GPC e 0,05-2 ,de preferência 0,5 mg de GPA, em banho maria à temperatura dc 37-38°C. Adiciona-se depois Liso-PC. em quantidades de 0,005-0,1, de preferência 0,04 mg, na presença de 800-17600 de preferência 888 KIU de aprotinina, e polioxi-40-estearato, com o estearato presente em quantidades de 0,05-5, de preferência 1,2 % v/v (do volume final da fase hidrofQica) à temperatura ambiente; dissolve-sc 0,9-3,6, de preferência 1,4 mg de colesterol solúvel 36
R em água; e 1,8-9,0, de preferência 1,4 mg de PC em metade do volume final do MCT usado na presença de trioleato de sorbitan, presente em quantidades de 0,01-4, de preferência 0,5 % do volume final da fase lipofílica. As soluções hidrofílica e lipofílica acima referidas são misturadas, homogeneizadas e passadas através do microfluidizador (por exemplo, o produzido pela Microfluidics Co. de Newton, Mass.) a uma força de 60000-80000 psi com arrefecimento durante 2-3 min.; adiciona-se 0,15-15, de preferência 0,8 % v/v de uma solução gliceromonooletato/ ácido oleico e 0,05-2,5 de preferência 0,88 mg de d-alfa-tocoferol, à solução de ácido oleico, que está presente em quantidades de 0,05-5,0 de preferência 4,5 m% p/v do volume final das soluções das fases lipofílica & hidrofílica e depois tomada num volume total de 20 ml adicionando MCT, e micronizando-a novamente a uma força de 6000-8000 psi com arrefecimento durante 2-3 minutos. A solução obtida pode ser armazenada num frasco castanho escuro a 2-4°C. Como alternativa, a solução resultante pode ser tomada em microcápsulas meios convencionais, por exemplo usando o Spherex TRS anteriormente referido.
Exemplo 5
Adiciona-se 18000-24000, de preferência 20000 KIU de aprotinina a 1,6-2,0 de preferência 1,8 g de insulina bovina e dissolve-se ajustando o seu pH a cerca de 2,2-3,0, seja 2,4 adicionando solução de citrato de sódio saturada. Dissolve-se cerca de 0,2 mM de cloreto de cálcio, 8,6-12,3 de preferência 10,7 g colesterol solúvel em água, cerca de 5,9-8,6 de preferência 7,6 g de GPC, cerca de 2,2-5,2 de preferência 3,9 g de GPS, cerca de 0,6-1,2 de preferência 0,8 mg de Liso-PC, e cerca de 4,6-7,8 de preferência 6,0 g de polioxi-40-estearato em cerca de 50 ml de etanol. Dissolve-se adequada e lentamente cerca de 0,2-0,9, de preferência 0,4 g de hidroxipropilcelulose (HPC), à temperatura ambiente em 10 ml de água desionizada. Misturam-se todas as soluções acima referidas e o seu volume final é perfeito a 70 ml pela adição de etanol, sendo misturadas e homogeneizadas. Dez ml de uma solução fisiológica a 0,9%, na forma comercial de TRASYLOL-TM, continha 100000 KIU de aprotinina (Bayer).
Dissolve-se PC no intervalo 0,1-1,2, de preferência 0,25 g em 10 ml de óleo MCT. A mistura acima referida é adicionada à solução MCT que contém PC e é homogeneizada. A esta solução MCT mistura-se d-alfa-tocoferol (de preferência a 2,5- 37 4,8, seja 3 % v/v do volume final do produto) e o seu volume final é ferfeito a 100 ml pela adição de uma solução MCT: etanol a 50% (usa-se etanol a 99%). As soluções misturadas são homogeneizadas e ultramicronizadas usando o Nanomizer. Adiciona-se ao produto final salicilato de sódio a uma concentração de 0,04-0,12 mg, de preferência 0,08 mg por 5 ml do produto final, dissolvido em glicerol (solução 1:4) e homogeniza-se. A solução acima referida TuD-insulina contém cerca de 14-20, seja 16 IU de insulina bovina por gota. Normalmente coloca-se uma a três (de preferência 2) gotas no umbigo. Cerca de 20-24, sejam 22 gotas de TuD-insulina é um ml.
Exemplo 6:
Sistema de Entrega Trans- Umbilico- Dérmica de Drogas (para Fisostigmina)
Para terapias cognitivas, a infusão de fisostigmina pode melhorar as funções cognitivas transitórias, enquanto que os mesilatos ergoloides (por exemplo, Hidergine-TM) podem melhorar as funções cognitivas subjectivas. Doses intermitentes de fluoxetina, tioridazina, difenidramina, e de outros neurofármacos em combinação podem melhorar os sintomas comportamentais não cognitivos. Muitas destas drogas podem ser administradas oralmente com eficácia. No entanto, a fisostigmina tem de ser administrada parentalemente para ser eficaz. Encontra-se disponível uma injecção de salicilato de fisostigmina (USP) (pH 4-6; solução 90-100%); 0,5-1,0 mg repetida em intervalos de 0,5-1,0 horas (para controlo de sobredosagem de anticolinérgia ou post anestesia).
Estabeleceu-se uma formulação TuD para a fisostigmina. A fisostigmina-TuD pode eliminar a necessidade de frequentes injecções intravenosas ou intramusculares.
Adiciona-se fisostigmina, de modo a fazer 0,06-0,12 mg, de preferência 0,1 mg por gota, a GPC (0,8-3,0, de preferência 0,8 g), liso-PC (0,55-10, de preferência 6 mg), polioxi-40- estearato (3,2-24,4; de preferência 12,2 g), em MCT (5-8 g). Depois de homogeneizar a solução adiciona-se salicilato de sódio (0,04-0,12; de preferência 0,08 38
mg dissolvidas em glicerol 1:4 por 5 ml do produto final). É perfeito a 40 gm com MCT, levado ao volume final com 50 g com etanol a 99%, homogeneizado de forma rápida e micronizado a baixas temperaturas. Se possível não se deve expor à luz a fisostigmina e a formulação TuD. Deve ser armazenada num vidro escuro, a baixas temperaturas. Também se pode adicionar um antioxidante (d-alfa.tocoferol, cerca de 0,5% do produto final).
Exemplo I (Estudo Clínico)
Estudaram-se dois pacientes IDDM e 3 pacientes NIDDM, 4 homens e 1 mulher, com idades entre 42-59 anos. Depois de um jejum durante a noite, às 6:00 da manhã, administrou-se 32u de insulina, como no Exemplo IA, oralmente e mediu-se o açúcar no sangue e o nível de insulina no soro de hora a hora durante 3 horas (em condições de jejum). Os resultados são os seguintes:
Idade Açúcar no sangue (mMol/L) Insulina no Soro (uU/ml) PT% e Classe 0 1 2 3 0 1 2 3 Sexo Exemplo n°l- Insulina em microcápsulas (32 unidades) 1 59M NIDDM 11,2 9,5 7,0 6,2 20 60 73 56 2 54F NIDDM 10,4 8,3 7,9 6,5 26 41 64 - 4 46M NIDDM 9,8 9,2 8,5 5,9 27 64 72 40 5 42M IDDM 12,7 12,0 9,2 7,9 11 16 47 29 6 43M IDDM 10,9 9,8 8,3 6,6 14 21 52 50 Média 48,8 11,0 9,8 8,2 6,6 19,5 40,4 61,6 43,8
Observou-se uma redução significativa nos níveis de glicose no sangue após a administração da composição de insulina em micrucápsulas da presente invenção preparada de acordo com o Exemplo IA com o efeito máximo observado 3 horas após a administração da dose, e também se observou uma suave elevação do nível de insulina no soro com pico às 2 horas depois da medicação. Verificou-se então que a insulina ligada ás micropartículas suspensas em uiicclios MCT desta invenção são uma 39 a /«/ s \ír / i formulação oral eficaz no abaixamento do açúcar no sangue enquanto que elevam moderadamente a insulina no soro em pacientes diabéticos.
Exemplos ΙΙ&ΠΙ (Estudos Clínicos)
Seleccionou-se um grupo de NIDDM, que se sabia não responderem a glibureto oral (ou a outros agentes hipoglicémicos orais) e recebiam injecções parenterais de insulina, e foram estudados depois de um jejum durante a noite. Cedo na manhã do dia 1 do estudo deu-se oralmente aos pacientes NIDDM a composição contendo insulina (32 Unidades) e glibureto (2,0 mg) do Exemplo 3. Mediram-se os níveis de açúcar no sangue às 0, 1, 2, 3, e 4 horas após a medicação, e os níveis de insulina no soro foram medidas pelo método de radio imunoensaio a partir de amostras de sangue recolhidas às 0, 1,5 e 3,0 horas do estudo. Depois de um dia de descanso, no dia-3 de estudo, repetiu-se o estudo do dia-1 após a administração oral de uma composição contendo glibureto (2,0 mg) do Exemplo 2.
Nestes pacientes NIDDM resistentes ao glibureto, a composição contendo glibureto (Exemplo 2) provocou uma marcada redução do nível de açúcar no sangue, níveis de açúcar no sangue post-prandial às 2-horas modificados, níveis de insulina e glibureto no soro moderadamente elevados (ver Figura 1), enquanto que após a administração da composição contendo insulina e glibureto (Exemplo 3) observou-se um efeito antihiperglicémico significativo normalizando os níveis de açúcar no sangue post-prandial às 2 horas, marcada elevação no nível de glibureto no soro e elavação significativa nos níveis de insulina no soro (como se vê na Figura 2). A combinação das composições contendo insulina e contendo glibureto restaurou a actividade do glibureto nestes pacientes NIDDM resistentes ao glibureto, como seria o caso com as injecções parenterais de insulina.
Exemplo IV (Estudo Clínico)
Um grupo de voluntário saudáveis participaram neste estudo. Depois de uma noite em jejum, deu-se oralmente cerca de 34 000 U da composição desta invenção contendo uPA como agente farmaceuticamente activo preparado do modo descrito no Exemplo 4, com intervalos de 10 minutos para três doses consecutivas (um total de 102 000 U de 40 composição contendo uPA). Durante 3 dias consecutivos, enquanto se mediam os níveis plasmáticos de uPA (medidos pelo ensaio de ELISA e pelo teste de aglutinação FDP) e comparado com os efeitos observados após infusão intravenosa de 50 000 U de uPA nos mesmos sujeitos. O uPA foi dado por infusão durante 150 minutos no Dia-1, Dia-2 e Dia-3 do estudo. O ensaio FDP foi usado como indicador da bioactividade do uPA. A detecção e análise semi* quantitativa dos produtos de degradação do fíbrinogénio (FDP) foi feita pela aglutinação de partículas de látex revestidas com anticorpos específicos (da Diagnostics Stago de França): O imunoensaio enzimático para a detecção do antigénio da uroquinase humana (uPA) no plasma baseou-se no princípio do anticorpo duplo, usando dois anticorpos monoclonais diferentes pelo método ELISA (American Diagnostics, E.U.A.).
Tal como se vê em baixo, os 100 000 U (34 000 U dados cada 10 minutos por três vezes) da composição contendo uPA desta invenção (Exemplo 4), por via oral em 3 dias consecutivos, foram bioactivos e biodisponíveis, e conseguiram melhores resultados em termos dos efeitos observados que o tratamento correspondente de 50 000 U de uPA infundidos em 3 dias consecutivos nos mesmos sujeitos. 41 ANÁLISE ELISA E TESTE DE AGLUTINAÇÁO DOS PRODUTOS DE DEGRADAÇÃO DO FIBRINOGÉNIO (FDP) EM AMOSTRAS DE PLASMA APÓS ADMINISTRAÇÃO ORAL E INTRAVENOSA DE uPA EM VOLUNTÁRIOS (N=4 homens)
Horas 0 6 12 24 32 48 54
Análise ELISA (unidades = D.O. a 405 x 1/10)
Exemplo 4-uPA (102000IU em Tempo-0, Tempo-24, e Tempo-48) Média 32 68 58 66 64 66 69
Infusão Intravenosa de uPA (50000 IU no Tempo-0, Tempo-24, e no Tempo-48) Média 35 54 38 34 62 31 59
Teste de aglutinação FDP (Serie +1, +2, e +3; Leituras x 1/10)
Exemplo -4 uPA (102000 IU no Tempo -0, Tempo -24, e no Tempo -48) Média 6 20 25 18 27 20 27
Infusão Intravenosa de uPA (50000 IU no Tempo -0, Tempo -24, e no Tempo -48 Média '6 16 10 6 18 13 22 *** as Séries para o Teste de Aglutinação FDP são marcadas como 0, 0,25 (lido como 0,3), 0,5, 0,75, (lido como 0,8), 1,0, 1,25 (lido como 1,3), 1,5, 1,75 (lido como 1,8), 2,0, 2,25 (lido como 2,3), 2,5, 2,75 (lido como 2,8), e 3,0.
Exemplo V (Estudo Clínico de Entrega Trans-Umbilico-Dérmica de Insulina em Diabéticos)
Participaram neste estudo cinco homens diabéticos, 2 IDDM e 3 NIDDM, com idades entre 28-56 (média 43,6) anos. Após um jejum de uma noite, e depois de se medir a glicose no sangue e os níveis de insulina no soro no Tempo-0, aplicaram-se 2 gotas (cerca de 32 U) de insulina da composição contendo insulina da presente invenção preparada do modo descrito no exemplo 6, isto é gotejados no umbigo dos pacientes, e os níveis de açúcar no sangue e de insulina no soro foram medidos de hora a hora, durante 2 a 3 horas.
Tal como vê na tabela que se segue, os níveis de açúcar no sangue de cerca de 10,3 mMol/1 no Tempo 0, diminuíram para cerca de 7,5 mMol/1 em uma hora, e foi 42
depois reduzido para 5,5 mMol/1 no tempo-3 horas. Também se observou o correspondente elevado nível de insulina no soro. Assim, a composição contendo insulina da composição do Exemplo 5 demonstrou ser um agente terapêutico eficaz e biodisponível em diabéticos quando administrado via trans-umbilica-dérmica; isto é, a acção foi mais rápida que a da administração oral da composição contendo insulina desta invenção do Exemplo 1.
ADMINISTRAÇÃO TRANS-UMBILICO-DÉRMICA
Idade Peso Glicose no Sangue (m/ml) Insulina no Soro uU/1 Caso e Classe Corporal 0 1 2 3 (Hrs) Sexo (kg) 1 28M IDDM 54 9,8 5,6 7,0 5,8 2 33M IDDM 48 10,2 8,5 6,8 4,8 3 56M NIDDM 65 9,8 6,9 5,6 5,0 4 52M NIDDM 79 11,0 8,3 7,2 6,0 5 49M NIDDM 62 10,5 8,0 6,9 5,7 Média 43,6 61,6 10,3 7,5 6,7 5,5 Insulina no Soro uU/ml 1 14 66 73 43 2 19 71 61 60 3 28 96 78 48 4 — 92 82 72 5 22 78 60 66 Média 20,8 80,6 70,8 57,8
Exemplo VI
Aumento da Entrega Dirigida na Quimioterapia do Cancro Com base ua hipótese dc Goldic- Goldman, pode ocorrer uma resistência à droga permanente em células de tumores como resultado de mutações genéticas aleatórias a uma velocidade de, por exemplo, uma num milhão de células. Num tumor com o tamanho mínimo de detecção com cerca de 1000 milhão de células, pode-se já ter formado uma ou mais linhas de células resistentes. Assim, os regimes miiltidrngas são 43
úteis para ultrapassar a resistência das células cancerosas a agentes quimioterapêuticos, e é importante iniciar a terapia de drogas combinadas tão cedo quanto possível. Para além disso, é importante saturar as células cancerosas com os agentes quimioterapêuticos que se sabe serem eficazes, embora reduzindo quaisquer efeitos secundários indesejáveis.
Crê-se que as composições desta invenção, compreendendo vários agentes farmaceuticamente activos, são úteis no aumento dos índices terapêuticos de alguns agentes quimioterapêuticos para o cancro bem conhecidos, cujos efeitos secundários tóxicos ou graves são bem conhecidos e estão bem documentados.
Numa das formas de realização, as formulações desta invenção contendo vincristina para administração parenteral ou trans-umbilico-dérmica em pacientes cancerosos podem ser feitas de acordo com o método desta invenção da forma que se segue: prepararam-se dez mg de vincristina, misturadas em 1 g de manitol, 13 mg de metilparabeno, e 2 mg de propilparabeno em ácido acético/acetato de sódio contendo água para perfazer 10 ml, com pH de 3,5-5,5. Esta mistura foi adicionada e dissolvida em 0,5 mg de GPS, 1,4 mg GPC, 0,8 mg Liso-PC, 1,5 mg de colesterol solúvel em água e 2,2 mg de polioxi-40-estearato, e a mistura resultante foi micronizada à temperatura ambiente. Misturou-se 5 gramas de gliceromonooleato dissolvido em MCT com a solução contendo vincristina. Adicionou-se a quantidade suficiente da solução de vincristina e MCT de modo a obter 0,5 mg de vincristina por ml do produto final, e a solução final foi micronizada à temperatura ambiente e filtrada. Esta composição pode ser administrada parenteralmente, trans-umbilico-dermicamente ou oralmente.
Verificou-se que a composição contendo vincristina desta invenção, tal como foi anteriormente descrita, é uma injecção intraperitoneal, é eficaz no prolongamento do . tempo de sobrevivência em ratos P388-mndelos leucémicos. Preparam-se os ratos P388 -modelos leucémicos de acordo com o método descrito por Daoud e Juliano in Câncer Res. 48: 5518 (1986). Os ratos fêmea foram inoculados intraperitonealmente com ratos leucémicos P388 (1 milhão células/0,1 ml) no dia-0 do estudo. As drogas do estudo foram intraperitonealmente injectadas no dia-1 do estudo. A mortalidade foi 44 monitorizada diariamente e estudaram-se os tempos médios de sobrevivência dos ratos tratados com vincristina (1,25 mg/kg), ratos tratados com composições contendo vincristina desta invenção (1,25 mg/kg) (referidos como Sistema de Entrega de Drogas Dirigidas ou TDDS) vs. grupo controlo recebendo 0,1 ml/ 10 g de uma solução de NaCl 0,9%. Os resultados foram os seguintes:
TEMPO MÉDIO DE SOBREVIVÊNCIA DE RATOS LEUCÉMICOS TRATADOS VS CONTROLO
Grupo Média SEM Controlo 14,6 2,9 (dias) Vincristina (1,25 mg/kg) 21,2 4,1 TDDS- Vincristina 42,0 6,8
Para o modelo de tumor, inoculou-se subcutaneamente um grupo de ratos Wister com 100 000 células imunocitoma IgM em 0,5 ml de meio RPMI 1640 plano (do Grand Island Biological Co.), e quando o diâmetro do tumor era de cerca de 20 mm ou mais em 6 dias, os ratos foram usados no estudo. A redução do tamanho da massa do tumor, tanto nos ratos tratados como nos ratos controlo, e as % de alterações no tamanho do tumor, estão sumariadas em seguida. TDDS-Vincristina 1,25 mg/kg 34,7 10,3
Cone. Média SEM 8,6 REDUÇÃO NO VOLUME DOS TUMORES EM RATOS (%) Vincristina 1,25 mg/kg 11,5
Tal como foi demonstrado, a composição contendo vincristina desta invenção, aparentemente foi preferencialmente absorvida pelo tumor e pelas células leucémicas de ratos cancerosos experimentalmente induzidos e de ratos leucémicos. A eficácia terapêutica da vincristina aumentou significativamente pela sua utilização como agente farmaceuticamente activo na forma de realização TDDS desta invenção.
45
As composições desta invenção podem ser usadas para tratar numerosas condições ou em vários regimes terapêuticos. Por exemplo, numa forma de realização preferida, as composições desta invenção podem ser usadas num método para o tratamento da diabetes. Noutra forma de realização preferida, estas composições podem ser usadas num método para terapia antibiótica. Numa outra forma de realização, estas composições podem ser utilizadas em métodos de tratamento de cancro ou quimioterapia. Numa outra forma de realização, estas composições podem ser utilizadas em terapias hormonais e de agentes antiparasiticos.
Deve-se entender que serão evidentes para os técnicos desta área, várias alterações e modificações às formas de realização preferidas. Estas alterações e modificações podem ser feitas sem sair do espírito e âmbito da presente invenção e sem diminuir as suas vantagens. Entende-se assim que essas modificações e alterações estão cobertas pelas reivindicações anexas.
Lisboa, ^ q ABR ·ζομ
Teleis. 213 ó-i
ί'νίν,ζ. ?brrwra . 3; «iol ' ;U0A 332 - 213 S54 613

Claims (11)

1 1
REIVINDICAÇÕES Uma composição farmacêutica que compreende micropartículas em micélios em que as micropartículas compreendem pelo menos um agente farmaceuticamente activo, pelo menos um fosfolípido solúvel ou miscível na água, pelo menos um fosfolípido solúvel ou miscível em lípidos, pelo menos um agente tensioactivo não iónico com um valor HLB de cerca de 15 ou superior, e pelo menos um agente tensioactivo não iónico com um valor HLB de cerca de 6 ou inferior, e pelo menos um esterol solúvel ou miscível na água, e as micropartículas são suspensas num micélio com pelo menos um ácido gordo com um comprimento de cadeia de C]4 ou menos. Uma composição de acordo com a reivindicação 1, em que o agente farmaceuticamente activo é um peptídeo, glibureto, hormonas de crescimento, interferões, calcitonina, uroquinase, Factor VIII de coagulação, Factor IX de coagulação, eritropeietina, indometacina, nafcilina, gentamicina, vincristina, cefazolina, doxorubicina, d-alfa-tocoferol, oxifenbutazona, clorotiazole, propanolol, fisostigmina, ciclofosfamida, quinina, cloroquina, primaquina, fluoxetina, e feldeno. Uma composição de acordo com a reivindicação 2, em que o agente farmaceuticamente activo é a insulina. Uma composição de acordo com a reivindicação 1, 2 ou 3 em que o fosfolípido solúvel ou miscível em água é um glicerofosfato, glicerofosforilcolina, fosforilcolina, colina, glicerofosforiletanolamina, fosforiletanolamina, etanolamina, glicerofosforilserina, glicerofosforilglicerol e possíveis misturas. Uma composição de acordo com qualquer das reivindicações anteriores, em que o fosfolípido solúvel ou miscível em lípidos é um lisofosfolípido. 2 i t
6. Uma composição de acordo com a reivindicação 5, em que o lisofosfolípido é um sn-l-acil-3-glicerofosfato, sn-1,2-diacilglicerol, sn-l-acil-3-glicerofosforil-colina, sn-l-diacil-3-glicerofosfato, sn-l-acil-3- glicerofosforiletanolamina, sn-l,2-diacil-3-glicerofosforilserina, sn-1,2-diacil-3-glicerofosfato, sn-1 -acil-3-glicerofosforil-glicerol, sn-1,2-diacilglicerofosfato, 1 -miristoíl-sn-glicero-3 -fosfocolina; 1 -miristoil-sn- glicero-3-fosfoetanolamina; 1 -miristoiI-sn-gbcero-3-fosfo-(N,N- dimetil)etanolamina; l-paInutoil-sn-glicero-3-fosfocolina, 1-palmitoil-sn-glicero-3-fosfoetanolamina); l-palmitoil-rac-glicero-3-fosfocolina; 1-palmitoil-sn-glicero-3-fosfo-(N,N-dimetil)etanolamina; ou 1-estearoíl-sn-glicero-3-fosfocolina, e suas misturas.
7. Uma composição de acordo com qualquer das reivindicações anteriores, em que o agente tensioactivo com HLB de 6 ou inferior, é monocaprilato de sorbitan, monopalmitato de sorbitan, monoestearato de sorbitan, sesquistearato de sorbitan, trioleato de sorbitan, monooleato de sorbitan, sesquioleato de sorbitan, dioleato de sorbitan, monoestearato de glicerilo, monoleato de glicerilo, dioleato de glicerol, monoestearato de decaglicerilo, pentaestearato de decaglicerilo, monolinolato de decaglicerilo, monolaurato de decaglicerilo, e monomiristato de decaglicerilo.
8. Uma composição de acordo com qualquer das reivindicações anteriores, em que o agente tensioactivo com HLB igual ou superior a 15 é éter polioxietilene-laurílico, óleo de rícino polioxietilene- hidrogenado, monoolelato polioxietilino-sorbitan, monoestearato de polioxietileno, cada um com 1-100 partes de oxietileno.
9. Uma composição dc acordo com qualquer das reivindicações precedentes, em que o esterol é um colesterol solubilizado em água, que foi solubilizado como uma 1-alfa-fase de um sistema água- lípido. 3 f
10. Uma composição de acordo com qualquer das reivindicações precedentes, em que as micropartículas contêm, adicionalmente, um ou mais de:- (a) pelo menos um inibidor da peptidase, inibidor da protease, ou inibidor da actividade macrofágica; (b) pelo menos um activador. (c) pelo menos um composto substrato lípidico que é um ácido fosfatídico, fosfatidilcolina, fosfatidiletanolamina, fosfatidilserina, fosfatidilglicerol, ou possíveis misturas; (d) pelo menos um anti-oxidante.
11. Uma composição de acordo com qualquer das reivindicações precedentes, em que composição farmacêutica contém, adicionalmente, pelo menos um ácido gordo de cadeia longa com um comprimento de cadeia de Ci6 ou superior, presente numa concentração não superior a 5% p/v com base na composição total.
12. Uma composição de acordo com a reivindicação 11, em que o ácido gordo de cadeia longa tem um comprimento de cadeia de Cis ou superior e pelo menos uma ligação insaturada.
13. Uma composição de acordo com qualquer das reivindicações precedentes, em que as micropartículas no micélio são encapsuladas por óleo de rícino endurecido ou empacotadas em cápsulas gelatinosas para administração oral.
14. Uma composição de acordo com a reivindicação 13, em que as micropartículas no micélio são secas até á forma de pó e empacotadas em cápsulas gelatinosas para administração oral.
15. Um método para a preparação da composição farmacêutica que consiste: (a) mistura de pelo menos um agente farmaceuticamente activo com pelo menos um fosfolípido solúvel ou miscível na água, pelo menos um fosfolípido solúvel ou miscível em lípidos, pelo menos um agente 4
/ tensioactivo não iónico com um valor de HLB de cerca de 15 ou superior, pelo menos um agente tensioactivo não iónico com um valor de HLB de cerca de 6 ou inferior, e pelo menos um esterol solúvel ou miscível na água e a micronização da mistura de modo a formar micropartículas; e (b) suspensão das micropartículas em pelo menos um ácido gordo com comprimento de cadeia de C14 ou menos para formar micropartículas em micélios. Um método de acordo com a reivindicação 15, em que o agente farmaceuticamente activo é o definido na reivindicação 2 ou 3, o fosfolípido solúvel ou miscível em água é o definido na reivindicação 4, o fosfolípido solúvel ou miscível em lípidos é os definido na reivindicação 5 ou 6, o agente tensioactivo com HLB igual ou inferior a 6 está definido na reivindicação 7, o agente tensioactivo com HLB igual ou superior a 15 está definido na reivindicação 8, ou o esterol definido na reivindicação 9, opcionalmente podem-se misturar um ou mais componentes adicionais definidos na reivindicação 10 no passo (a) e opcionalmente as micropartículas nos micélios são misturadas com um ácido gordo de cadeia longa como definido na reivindicação 11 ou 12, de modo a ter a concentração definida na reivindicação 11. Uma composição de acordo com qualquer das reivindicações 1 a 14, ou que se pode obter pelo método de acordo com as reivindicações 15 ou 16, para utilização como medicamento. Uma composição de acordo com qualquer das reivindicações 1 a 12, ou que se pode obter pelo método de acordo com as reivindicações 15 ou 16, para utilização como medicamento para administração trans-umbilico-dérmica. I 0 ABR. W
Λ-q Ageni. x;
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