PT673197E - Composicao e metedo para aumentar a eficacia de pesticidas - Google Patents
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Description
DESCRIÇÃO "COMPOSIÇÃO E MÉTODO PARA AUMENTAR A EFICÁCIA DE PESTICIDAS"
Antecedentes da Invenção A presente invenção utiliza pelo menos um composto de fórmula I, definido adiante, e opcionalmente um óleo vegetal modificado, definido adiante, para aumentar a eficácia de um pesticida. A invenção relaciona-se assim com composições pesticidas, bem como com formulações pesticidas concentradas. A invenção também se relaciona com um método para aumentar a eficácia de um pesticida por aplicação de pelo menos um composto de fórmula I, definido adiante, e opcionalmente um óleo vegetal modificado, definido adiante, em conjunto com um pesticida. Numa forma de realização preferida, o pesticida é um herbicida susceptível de aplicação foliar.
Os produtos químicos orgânicos registados e aplicados como pesticidas, especialmente herbicidas, têm tido utilização generalizada através do mundo para a produção de colheitas agrícolas e hortícolas. Um exemplo corrente da utilização de produtos herbicidas seleccionados é na prevenção ou erradicação de pelo menos uma infestante específica. Outros exemplos correntes da utilização de produtos pesticidas seleccionados são a prevenção e erradicação de um insecto ou de um fungo. Na CH 150544, está descrita uma composição pesticida que compreende um sal básico de uma amida de um ácido gordo, preferencialmente um sal do ácido oleico. 0 componente activo como pesticida é um fungicida ou um insecticida. Uma discussão geral sobre pesticidas encontra-se em Crowley, "A Pesticide Primer", Hazleton Wisconsin Agricultura1 Newsletter, 1:1-6 (1990). 1 A presente invenção é útil para aumentar a eficácia de dois tipos de pesticida. Um pesticida é qualquer substância ou mistura de substâncias que é útil para impedir, destruir, repelir, ou mitigar qualquer praga, e tal como utilizado daqui em diante o termo refere-se a pesticidas que actuam como um herbicida ou como um dessecante.
Crê-se que a base da intensificação da eficácia de pesticidas proporcionada pela presente invenção é a acção de penetração e distribuição do composto de fórmula I, definido adiante. Especificamente, crê-se que o composto de fórmula I ajuda a ultrapassar o principal impedimento à actividade pesticida, a penetração do pesticida através da superfície protectora do objecto ou alvo. Por exemplo, crê-se que o composto de fórmula I auxilia a penetração de herbicida através da cutícula cerosa da superfície de uma folha. 0 composto de fórmula I intensifica a penetração e, assim, a actividade pesticida das duas categorias específicas de pesticidas referidas acima. Na discussão que se segue, a invenção será descrita em termos de uma forma de realização preferida de um pesticida, um herbicida, mas a invenção não está limitada a herbicidas e também pode ser aplicada a dessecantes.
Um herbicida pode ser utilizado para a prevenção ou erradicação de pelo menos uma infestante específica. Outros tipos de herbicidas, tais como auxiliares de colheita ou os utilizados para gestão de vegetação, proporcionam uma acção diferente da eliminação de uma infestante específica.
Na EP 231765 são descritos moduladores de membranas que têm a fórmula geral Rl-CO-NH-R2 em que R1 = Ci_6 alquilo e R2 é C'2-3 alquilo. EsLes moduladores de membranas podem cer combinados com herbicidas.
Um exemplo de gestão de vegetação que não é de colheita é a utilização de um inibidor do crescimento para eliminar o 2 crescimento de ervas. Este tipo de inibidor do crescimento tem sido utilizado ao longo do traçado de estradas e em campos de golfe. Um exemplo de um inibidor do crescimento é o produto Ernbark®, fabricado por 3M Company, St. Paul, Minnesota.
Exictem numerosas aplicações de herbicidas conhecidos como auxiliares de colheita em culturas. Um exemplo é a utilização de um produto particular como desfolhante do algodoeiro. Exemplos incluem o produto DROPP®, fabricado por NOR-AM Chemical Co. , Wilmington, Delaware, e o produto DEF®, fabricado por Miles, Inc., Kansas City, Missouri. O produto químico é pulverizado nas plantas maduras antes da colheita. As folhas caem então (abscisão) e deixam apenas as cápsulas de algodão ligadas à estrutura da haste. As plantas desfolhadas são mais fáceis de colher, e introduz-se menos detritos na fibra de algodão.
Um segundo exemplo é a dessecação de ramas das batateiras antes da colheita. Isto facilita a colheita mecânica dos tubérculos do subsolo e intensifica a suberização no tubérculo que impede a podridão do colo. Os dessecantes também são utilizados como auxiliares de colheita na produção de algodão.
Endotal é o nome comum do (ácido 7-oxabiciclo-[2,2,1]heptano-2,3-dicarboxí1ico). 0 endotal é o princípio activo nos produtos para agricultura Des-i-cate® e Accelerate® (Atochem North America, Philadelphia, Pennsylvania). Os produtos Accelerate® e Des-i-cate® são ambos formulações que contêm uma mistura de sais de mono- e di-(N,N-dimetilalquilaminas) de endotal, que têm um peso molecular médio de C14H31N. Os produtos Accelerate® e Des-i-cate® contêm 5,5 por cento em peso de endotal. 0 produto Accelerate® está registado como um auxiliar de colheita para a produção de algodSo. o pxoduLu a ccelerate® é aplicado por pulverização em algodoeiros um a duas semanas antes da colheita. Isto mata as folhas e facilita a colheita mecânica das cápsulas de algodão. 0 produto Des-i-cate® está registado 3 para utilização como produto para matar rama de batateira e como um auxiliar para colheita de luzerna e trevo.
Uma formulação alternativa de endotal é comercializada como um algicida/herbicida para tratamento de águas industriais como produto Hydrothol® 191 (Atochem North America, Philadelphia, Pennsylvania) e como produto Bulab® 6050 (Buckman Laboratories, Memphis, Tennessee). Os produtos Bulab® 6050 e Hydrothol® 191 são soluções de 53 por cento em peso de sais de mono(Ν,Ν-dimetilaquilamina) de endotal e 47 por cento em peso de componentes inertes. Os sais de mono(Ν,Ν-dimetilaquilamina) são derivados de óleo de côco. Os produtos Bulab® 6050 e Hydrothol® 191 contêm 23 por cento em peso de endotal.
Os produtores de batatas têm experimentado deficiências de desempenho com produtos do estado da técnica. Em campos com crescimento denso, a destruição insuficiente da rama pode constituir um problema. Isto leva a afilhamento do caule que complica a colheita e resulta em suberização fraca. As aplicações sequenciais espaçadas de sete a dez dias são uma opção, desde que o produtor possa suportar o custo adicional. A eficácia de um herbicida em qualquer das aplicações anteriormente discutidas depende da quantidade aplicada, do método de aplicação, e das condições ambientais durante a aplicação. O objectivo do produtor ou de quem aplica o herbicida é conseguir um resultado desejado com o mínimo de produto químico e com os custos mais baixos. Além disso, apesar das preocupações internacionais sobre pesticidas e herbicidas, a quantidade de pesticidas e herbicidas que é utilizada continua a crescer. Quando se aplica qualquer pesticida, como é especificamente o caso dos herbicidas, o objectivo é usar a quantidade mínima de pesticida para atingir o resultado desejado. 4
Em conformidade, a invenção é dirigida a uma composição que compreende um pesticida e um composto que intensifica a eficácia do pesticida e, assim, pode possibilitar a utilização de quantidades inferiores de pesticida. A invenção também proporciona um método para aumentar a eficácia de um pesticida por aplicação de compostos capazes de atinqir o efeito desejado em combinação com o pesticida. A invenção proporciona um desempenho melhorado do pesticida que pode resultar, com vantagem, na utilização de menos pesticida. A utilização de menos pesticida proporciona benefícios quer económicos quer ambientais.
Numa forma de realização, a invenção relaciona-se com uma composição pesticida compreendendo pelo menos um pesticida e pelo menos um composto de fórmula I R3C(0)-N(R1)(R2) (I) em que Ri é um grupo C1-C6 alquilo não substituído; R2 é um grupo C]_-C6 alquilo não substituído; e R3C (0) - é um resíduo de ácido gordo insaturado com 8 até 22 átomos de carbono; e o pesticida é um dessecante ou herbicida.
Outra forma de realização da invenção proporciona uma composição pesticida compreendendo pelo menos um pesticida e um óleo vegetal modificado compreendendo pelo menos um composto de fórmula I, definido acima.
Uma terceira forma de realização da invenção proporciona um método para aumentax a eficácia de um pesticida que compreende a aplicação a um objecto ou alvo dele necessitado de uma quantidade de um composto de fórmula T, definido acima, eficaz para aumentar a actividade pesticida do pesticida. 5 A invenção, numa forma de realização adicional, proporciona uma formulação pesticida concentrada compreendendo (a) pelo menos um pesticida; (b) pelo menos um agente associado solúvel em água; e (c) pelo menos um composto de fórmula I, definido acima.
Noutra forma de realização, a invenção proporciona uma formulação pesticida concentrada compreendendo (a) pelo menos um pesticida; (b) pelo menos um agente associado solúvel em água e (c) um óleo vegetal modificado compreendendo pelo menos um composto de fórmula I, definido acima.
Noutra forma de realização, a invenção proporciona uma formulação pesticida concentrada compreendendo (a) pelo menos um pesticida; (b) pelo menos um agente associado seleccionado de propileno glicol e dipropileno glicol; e (c) um óleo vegetal modificado seleccionado de óleo de palma, de soja, e de sebo modificados, em que o óleo vegetal modificado compreende pelo menos um composto de fórmula I, definido acima. A invenção proporciona uma composição e um método para intensificar a eficácia de pesticidas, especialmente herbicidas. A composição e o método podem ser utilizados para dessecar culturas antes da colheita. Os objectos e vantagens adicionais desta invenção serão apresentados na descrição que se segue, e em parte serão evidentes da descrição, ou podem ser apreendidos pela prática desta invenção.
Como uma primeira forma de realização, a invenção proporciona uma composição pesticida compreendendo pelo menos um pesticida susceptível de aplicação foliar e pelo menos um composto de fórmula 1 R3C(0)-N(Ri)(R2) (I) 6
Vjz, em que Ri é um grupo C1-C6 alquilo não substituído; R2 é um grupo C1-C6 alquilo não substituído; e R3C(0>- é um resíduo de ácido gordo insaturado com 8 até 22 átomos de carbono; e o pesticida é um dessecante ou herbicida. Numa forma de realização preferida, a composição pesticida é uma composição herbicida.
Quando Rq ou R2 é grupo C±-Cs alquilo não substituído, o grupo C1-C6 alquilo pode, é claro, ser não cíclico, ou, para C3-Cg alquilo, pode ser cíclico, e.g., ciclohexilo. Contudo, o grupo C1-C6 alquilo preferencialmente tem cadeia ramificada ou linear e/ou é saturado ou insaturado. Mais preferencialmente, Ri e R2 são seleccionados independentemente de metilo, etilo, e propilo. Numa forma de realização preferida adicional, Ri e R2 são metilo.
As composições pesticidas preferidas são aquelas em que R3C(0)- é um resíduo de ácido gordo não substituído com 8 até 18 átomos de carbono ou aquelas em que R3C(0)- é um resíduo de ácido gordo não substituído com 12 até 18 átomos de carbono. Um resíduo de ácido gordo é uma cadeia saturada ou insaturada de grupos alquilo ligada a um grupo carbonilo em que a cadeia de grupos alquilo corresponde à estrutura alquilo de um ácido gordo. Por exemplo, o resíduo de ácido gordo do ácido oleico, (CH3(CH2)7CH:CH(CH2)7COOH, é CH3(CH2)7CH:CH(CH2)7C(0)-.
Numa forma de realização preferida, o pesticida é um dessecante ou um seu sal. 0 dessecante pode ser seleccionado de endotal, fosforotritioato de tributilo, ametirina, e paraquat, ou de um sal de qualquer destes dessecantes. Os dessecantes tais como os listados estão disponíveis comercialmente e são frequentemente utilizados em agricultura como desfolhantes e herbicidas. Os dessecantes adequados incluem os produtos "DEF 6" (Mobay), "EVIK 80W" (Ciba-Geigy), e "GRAM0X0NE SUPER" (ICI).
Numa forma de realização, o pesticida é um herbicida ou um seu sal. 0 herbicida pode ser seleccionado de qualquer herbicida 7
disponível comercialmente tal como endotal, atrazina, metribuzin, clorimuron etilo, dimetazona, fluazitop butilo, e imazaquin, ou um sal de qualquer destes herbicidas. Os herbicidas adequados incluem o produto Bulab® 6050 (Buckman Laboratories), e os produtos "ATRAZINE 4L" (DuPont), "CANOPY" (DuPont), "COMMAND 4EC ” (FMC) , "FUSILADA 2000" (ICI), e "SCEPTER" (Cyanamid) .
Um pesticida susceptível de aplicação foliar é qualquer pesticida que pode ser utilizado por aplicação numa porção exposta de uma planta. Analogamente, um herbicida susceptível de aplicação foliar é qualquer herbicida que pode ser utilizado por aplicação numa porção exposta de uma planta. O herbicida susceptível de aplicação foliar pode ser seleccionado de qualquer herbicida disponível comercialmente tal como endotal, acifluoreno, dicamba, diclofop metilo, setoxidim, glifosato, paraquat, e tebutiuron, ou pode ser seleccionado de um sal de qualquer destes herbicidas. Os herbicidas adequados incluem o produto Des-i-cate® (Atochem North America) e o produto "GRAMOXONE SUPER” (ICI). Numa forma de realização preferida, o herbicida é endotal ou um seu sal. A proporção em peso de endotal-.composto de fórmula I pode ser desde 1:2 até 2:1.
Uma composição pesticida de acordo com a invenção pode ainda compreender água. 0 resíduo de ácido gordo, R3C(0)-, do composto l da composição pesticida, definido acima, pode ser um resíduo substituído ou não substituído de um ácido gordo que ocorre num óleo vegetal. 0 óleo vegetal pode ser seleccionado de "tall" óleo, óleo de palma, óleo de soja, óleo de sementes de algodoeiro, óleo de côco, óleo de milho, óleo de amendoim, óleo de canola, óleo de cártamo, óleo de girassol, óleo de babaçu, óleo de rícino, óleo de linhaça, azeite, e óleo de tungue. Numa forma de realização preferida, o óleo vegetal pode ser seleccionado de "tall" óleo, óleo de palma, e óleo de soja. 8 A invenção também abrange uma composição pesticida, definida acima, em que o composto de fórmula I está presente num óleo vegetal modificado que forma parte da composição pesticida. Numa forma de realização preferida, a composição pesticida é uma composição herbicida. Um óleo vegetal modificado é um óleo vegetal em que os ácidoc gordos componentes do óleo vegetal natural foram modificados para terem a estrutura do composto I definido acima. Preferencialmente, pelo menos 50 por cento dos ácidos gordos presentes no óleo vegetal modificado foram modificados para terem a estrutura do composto I definido acima. Mais preferencialmente, pelo menos 95 por cento dos ácidos gordos presentes no óleo vegetal modificado foram assim modificados. Os óleos vegetais a serem modificados para terem a estrutura do composto I são os listados acima. Numa forma de realização preferida, o óleo vegetal pode ser seleccionado de "tall" óleo, óleo de palma, e óleo de soja. A invenção também proporciona uma composição pesticida compreendendo pelo menos um pesticida e um óleo vegetal modificado, definido acima, compreendendo pelo menos um composto de fórmula I, definido acima. As formas de realização preferidas do composto de fórmula I são as mesmas que as referidas acima. Numa forma de realização preferida, a composição pesticida é uma composição herbicida, especialmente uma composição herbicida susceptível de aplicação foliar. Numa forma de realização preferida adicional, o herbicida é endotal ou um seu sal, o óleo vegetal modificado é seleccionado de "tall” óleo, óleo de palma, e óleo de soja, e Ri e R2 são metilo. A invenção proporciona um método para aumentar a eficácia de um pesticida que compreende a aplicação a um objecto o alvo de uma quantidade de um composto de fórmula 1 eficaz para aumentar a actividade pesticida do pesticida. O objecto ou alvo pode ser, por exemplo, uma estrada, um passeio, uma estrada, a berma de linhas férreas, estacas, plantas, insectos, acarídeos, ou nemátodos. Outros alvos e hospedeiros incluem lagos, lagoas, 9 k canais de irrigação e de escoamento, lixeiras, madeira, couro, solo, e superfícies pintadas. Quando o alvo é uma planta, a planta pode ser uma cultura agrícola, hortícola ou uma espécie ornamental, ou relva, e.g., relva de um campo de golfe. A definição e formas de realização preferidas do composto de fórmula I tal como utilizado neste método são as mesmas que as descritas acima. Numa forma de realização preferida, o pesticida é um herbicida, especialmente um herbicida susceptível de aplicação foliar. 0 pesticida ou herbicida susceptível de aplicação foliar é preferencialmente aplicado, conjuntamente com o composto de fórmula I, a uma porção exposta do objecto ou alvo, e.g., uma planta. O composto de fórmula I pode estar presente num óleo vegetal modificado. 0 composto de fórmula I e 0 pesticida podem ser aplicados simultaneamente ou separadamente. Numa forma de realização preferida, o composto de fórmula I e o pesticida são aplicados simultaneamente na forma de uma solução aquosa que compreende ambos o composto de fórmula 1 e o pesticida.
Numa forma de realização preferida, o pesticida utilizado no método descrito acima pode ser endotal ou um seu sal. A planta pode ser, por exemplo, seleccionada de batateira, algodoeiro, lúpulo, luzerna, e trevo. Numa forma de realização preferida, a planta é seleccionada de batateira e algodoeiro. A invenção também proporciona uma formulação pesticida concentrada compreendendo (a) pelo menos um pesticida; (b) pelo menos um agente associado solúvel em água; e (c) pelo menos um composto de fórmula I, definido acima. As formas de realização preferidas do composto de fórmula I são as mesmas que as referidas acima. Numa forma de xealizagSo preferida, o pesticida é um herbicida susceptível de aplicação foliar. A formulação pesticida concentrada pode compreender os componentes (a) e (c) numa quantidade para ser eficaz como pesticida por diluição, e o componente (b) numa quantidade eficaz para aumentar a 10 7 7
solubilidade do componente (c) na formulação concentrada. A formulação pesticida concentrada pode compreender o componente (b) numa quantidade eficaz para aumentar a solubilidade do componente (c) por diluição da formulação pesticida concentrada com água. A formulação pesticida concentrada também pode conter água -
Numa forma de realização preferida da formulação pesticida concentrada descrita acima, o pesticida é endotal ou um seu sal. 0 composto de fórmula I pode estar presente num óleo vegetal modificado que forma parte da formulação pesticida concentrada. O óleo vegetal modificado é preferencialmente óleo de palma, óleo de soja, ou "tall" óleo modificados. 0 agente associado pode ser um álcool em C1-C6 substituído ou não-substituído ou um glicol em C2~Cq não-substituído. O agente associado pode ser etanol, propanol, butileno glicol, propileno glicol, dipropileno glicol ou hexileno glicol. Os agentes associados preferidos são propileno glicol e dipropileno glicol. 0 agente associado pode estabilizar a formulação, i.e., pode impedir que os componentes da formulação se separem. A invenção também proporciona uma formulação pesticida concentrada compreendendo (a) pelo menos um pesticida; (b) pelo menos um agente associado solúvel em água; e (c) pelo menos um óleo vegetal modificado compreendendo pelo menos um composto de fórmula I. As definições e formas de realização preferidas do composto de fórmula I são as mesmas que as referidas acima. Numa forma de realização preferida, o pesticida é um herbicida susceptível de aplicação foliar. A formulação pesticida concentrada preferencialmente compreende os componentes (a) e (c) numa quantidade para ser eficaz como pesticida por diluição e o componente (b) numa quantidade eficaz para aumentar a solubilidade do componente (c) na formulação concentrada. 11
A invenção abrange uma formulação pesticida concentrada compreendendo (a) pelo menos um pesticida; (b) pelo menos um agente associado seleccionado de propileno glicol e dipropileno glicol; e (c) um óleo vegetal modificado seleccionado de óleo de palma, de soja, e "tall" óleo. Os componentes (a) e (c) estão preferenriai mente presentes numa quantidade para ser eficaz como pesticida por diluição, e o componente (b) está presente numa quantidade eficaz para aumentar a solubilidade do componente (c) na formulação concentrada. 0 óleo vegetal modificado preferencialmente compreende pelo menos um composto de fórmula I, tal como definido acima, em que Ri é metilo e R2 é metilo.
Numa forma de realização preferida da composição pesticida concentrada, o endotal ou um seu sal é o sal de mono(N,N-dime tilalqui1amina) do endotal. 0 sal de mono(N,N-dimetilalquilamina) pode ser derivado de óleo de coco. Noutra forma de realização preferida da composição pesticida concentrada, o óleo vegetal modificado é óleo de palma modificado e o agente associado é propileno glicol. Numa forma de realização preferida adicional da composição pesticida concentrada, o óleo vegetal modificado é óleo de soja modificado e o agente associado é propileno glicol. Noutra forma de realização preferida da composição pesticida concentrada, o óleo vegetal modificado é ”tall" óleo modificado e o agente associado é dipropileno glicol. 0 método e a composição da invenção são aplicáveis a outras culturas agrícolas e infestantes e a outros tipos de plantas indesejadas que crescem em ou ao longo de, por exemplo, bermas de vários tipos de cursos de água, estradas, ou linhas férreas.
As formulações pesticidas concentradas podem ser diluídas em água para formar suspensões estáveis. Estas suspensões estáveis podem ser aplicadas a objectos ou alvos, especialmente vegetação, utilizando equipamento de pulverização convencional 12 ft agrícola ou para pesticidas. As formulações pesticidas concentradas podem conter aditivos conhecidos na arte tais como tensoactivos, emulsionantes, dispersantes, etc.
Numa forma de realização preferida, a presente invenção proporciona uma combinação biologicamente eficaz de dois tipos diferentes de produtos químicos, nomeadamente, (1) derivados amida ou dialquilamida de óleos vegetais, tal como exemplificado pelo composto de fórmula I, definido acima, e (2) formulações contendo endotal (ácido 7-oxabiciclo[2,2,1]heptano-2,3 -dicarboxílico) fitotóxico. Os óleos vegetais são os óleos que são derivados de várias partes de uma planta. Na presente invenção pode ser utilizado qualquer óleo vegetal. Exemplos de óleos vegetais correntes são "tall" óleo (pinheiro), óleos de milho, soja, sementes de algodoeiro, palma e côco. Os óleos vegetais compreendem uma variedade de ácidos gordos saturados e insaturados com diferentes comprimentos da cadeia carbonada e, quanto insaturados, com diferentes graus de insaturação (ver Tabela I).
Tabela I
Principais Ácidos Gordos Saturados (S) e Insaturados (I) em Óleos Vegetais Ácido Gordo Láurico Mirístico Palmítíco Esteárico Lauroleico Miristoleico Palmitoleico Oleico Linoleico
Comprimento da Cadeia Carbonada dos Ácidos Gordos 12 _14 16 18
I 13
I
ctfefô, A Tabela II mostra que estes óleos diferem nas suas análise médias quanto aos tipos e quantidades de ácidos gordos específicos (Composition and Constants of Fats and Oils, Armour Chemical Division, Chicago, Illinois).
TABELA II
Composição Óleo Percentual de Ácidos Gordos Seleccionados em Óleos Vegetais Seleccionados Ácido Gordo Láurico Palmítico Oleico Linoleico Côco 48 9 6 2 Milho -- 8 46 42 Semente de -- 21 29 45 algodoeiro Palma -- 42 43 9 Soja — 8 28 54 Sebo — 7 44 37
Assim, os óleos vegetais são semelhantes na medida em que todos compreendem ácidos gordos. Contudo, os óleos individuais podem diferir quanto à sua composição média de ácidos gordos específicos. A amida do óleo vegetal, tal como definida acima, é preparada por reacção do óleo vegetal com uma amina apropriada. Por exemplo, a dimetilamida do "tall" óleo (DMATO) é preparada por reacção dos ácidos gordos de "tall" óleo (TOFA) com dimetilamina (Ri = R2 = metilo). Analogamente, foram preparadas as dimetilamidas de óleo de soja (DMASO) e de óleo de palma (DMAPO). Deste modo, prepara-se a dimetilamida de cada ácido gordo constituinte. As propriedades solventes da DMATO são superiores às da TOFA. Outras vantagens das amidas é que tendem a ser líquidos à temperatura ambiente, e não formam sabões em 14
sistemas alcalinos. As dimetilamidas de óleos vegetais têm uma solvabilidade e acção de penetração acrescidas em relação aos óleos não-derivatizados.
Genericamente, os compostos de fórmula I, definidos acima, podem ser preparados por combinação do ácido gordo e da amina apropriada a temperatura e pressão elevadas. No caso da DMATO, a fraeção de TOFA (ácidos gordos de "tall" óleo) (1,0 moles) é misturada com um ligeiro excesso molar (1,1 moles) de dimetilamina. No caso de outros óleos vegetais (soja, palma) em que os ácidos gordos estão presentes como triglicéridos (3 ácidos gordos/triglicérido) , mistura-se 1,0 moles do óleo com 3,3 moles da dimetilamina. Estas misturas são lentamente aquecidas num recipiente fechado a 170°C a uma pressão que não excede 100 psi. A reacção é mantida neste ponto durante oito horas. As análises subsequentes mostraram que este processo atinge pelo menos 95 por cento de amidação dos ácidos gordos constituintes. No caso da DMATO, o excesso de amina é removido na fase aquosa formada pela água produzida na reacção. Quando estão envolvidos triglicéridos, o excesso de amina está presente na fase de glicerol removida após a reacção. 0 produto Busperse® 47, comercializado por Buckman Laboratories, Memphis, Tennessee, é um agente penetrante e dispersante orgânico, não-iónico. O produto Busperse® 47 é constituído por 90% de DMATO e 10% de produto Ipegal® RC-620. O produto Ipegal® RC-620 é um dodecilfenol etoxilado fabricado por Rhone-Poulenc, Princeton, New Jersey.
As utilizações industriais de Busperse® 47 incluíram: (a) sobre-ebulição melhorada de evaporadores correntemente utilizados nas indústrias do açúcar bem como da pasta e do papel; (b) acção de eliminação de espuma e inibição da corrosão; (c) agente depressivo da viscosidade para utilização na formulação de revestimentos com elevado teor de sólidos na indústria das tintas; e (d) auxiliar de banhos de 15
desengorduramento na indústria dos curtumes. Nenhuma destas aplicações se baseia em utilizações pesticidas ou agrícolas nem qualquer destas utilizações envolve substâncias biologicamente activas tais como pesticidas. A presente invenção pode proporcionar uma intensificação significativa da toxicidade de pesticidas, particularmente de herbicidas tais como endotal, por combinação do fitotóxico na solução de pulverização com quantidades eficazes de amidas ou dialquilamidas de óleos vegetais e ácidos gordos específicos. Estas combinações com as dialquilamidas de óleos, incluindo o produto Busperse® 47, são eficazes e com vantagem económica potencialmente significativa para produtores e outros utilizadores de pesticidas. Crê-se que a utilização do produto Busperse® 47, tal como explicado no U.S. Ne de Série 07/990.078, depositado em 14 de Dezembro de 1992, era desconhecida até aqui no seio da indústria química de pesticidas e produtos químicos para agricultura e até agora era desconhecido e não estava disponível como produto para produtores e para quem aplica pesticidas. Os Exemplos 1, 2, 3, e 4 adiante utilizaram produto Busperse® 47 como uma fonte de uma dialquilamida de óleo vegetal representativa, especificamente a DMATO.
Os exemplos seguintes descrevem uma série de ensaios em estufa e de campo em que dois produtos quimicamente distintos (1) endotal e (2) dialquilamidas de óleos vegetais, cada um deles proveniente de indústrias não relacionadas, foram combinados para proporcionar uma combinação mais fitotóxica. Os exemplos apresentados descrevem uma série de ensaios em estufa e de campo com algodoeiros e batateiras que demonstram: (a) a inLensiIicaçâo acentuada da fitotoxicidade do endotal (como produtos Accelerate®, Des-i-cate®, e Hydrothol® 191/Bulab® 6050) pelas dialquilamidas de óleos vegetais; 16
(b) a ineficácia dos óleos vegetais e de ácidos gordos específicos não-derivatizados na intensificação da fitotoxicidade do endotal; e (c) a preparação de formulações estáveis e eficazes compreendendo endotal (produto Bulab® 6050) e várias dialquilamidas de óleos vegetais que proporcionam uma fitotoxicidade fortemente intensificada.
Os exemplos seguintes são apresentados para ilustrar a invenção. Deve entender-se, contudo, que a invenção não está limitada às condições ou pormenores específicos apresentados nestes exemplos.
Exemplo 1
Analisou-se várias substâncias sós e em combinação com produto Des-i-cate® quanto ao potencial para intensificar a fitotoxicidade do endotal. Para realização desta avaliação inicial, plantou-se sementes de algodoeiro (Gossypium hirsutum) em vasos de plástico quadrados de quatro polegadas contendo um meio de plantação comercial. As plântulas foram cultivadas em estufa em condições ambientais. Na altura da aplicação, as plântulas de algodoeiro tinham-se desenvolvido até ao estádio de duas folhas verdadeiras completamente expandidas, e as plântulas foram espaçadas para duas plantas por vaso. Os tratamentos químicos foram preparados de acordo com o protocolo descrito na Tabela III. A percentagem volume-volune (% v/v) é definida como o volume do componente específico dividido pelo volume final total da solução. Por exemplo, uma mistura a 5% v/v significa que o volume do componente específico dividido pelo volume final total da solução é de 0,05, i.e., 5%. Na Tabela III, "X" é α percentagem volume-volume inicial. 17
TABELA III
Protocolo de tratamento para a aplicação foliar de candidatos dessecantes em algodoeiro
Tratamento Níveis de Aplicação Iniciais (X) e Subsequentes_ X (5%), X/2, X/4, X/8, X/16, X/32 X (0,23%), X/2, X/4 X (0,23%), X/2, X/4
Des-i-cate® Busperse® 47 Busperse® 293
Busan® 77 X (1,25%), X/2, X/4 Des-i-cate® + X (5% + 0,23%), X/2, X/4, X/8, X/16, X/32 Busperse 47 Des-i-cate® + X (5% + 0,23%), X/2, X/4, X/8, X/16, X/32 Busperse 293 Des-i-cate® + X (5% + 1,25%), X/2, X/4, X/8, X/16, X/32 X (0,23% + 0,23%), X/2, X/4
Busan® 77 Busperse® 47 + Busperse® 293 O produto Busperse® 29 3 é uma solução aquosa a 30% de ácido hidroxietilideno difosfónico, que é comercializado por Buckman Laboratories. 0 produto Busan® 77 é uma dispersão aquosa a 60% do polímero de ioneno poli[dicloreto de oxietileno-(dimetiliminio-etileno-(dimetiliminio)etileno]. A pulverização foi realizada por propulsão da amostra aquosa com uma botija portátil Chromist® (Gelman Sciences, Inc. , Ann Arbor, Michigan). A técnica de aplicação foi realizada de modo a molhar bem as superfícies das folhas e hastes. As plantadas tratadas foram mantidas na estufa durante a duração do ensaio.
Os tratamentos foram avaliados um dia após a aplicação. Um sistema de classificação subjectivo utilizou uma escala desde 0 até 10 em que 0 significa ausência de efeito e 10 significa
fitotoxicidade total. Estas estimativas proporcionam uma medida das toxicidades totais devidas aos tratamentos. Uma classificação de 10 indica que 100% da área foliar apresenta lesões, i.e., 100% da área foliar está seca e castanha. Uma classificação de 5 indica que aproximadamente 50% da área foliar apresenta lesões. As classificações da fitotoxicidade total da avaliação inicial (Tabela III) estão apresentadas na Tabela IV.
TABELA IV
Fitotoxicidade total de tratamentos seleccionados um dia após aplicação por pulverização de plântulas de algodoeiro
Tratamento X X/2 X/4 X/8 X/16 X/32 Des-i-cate® 7 6 4 3 1 0 Busperse® 47 0 0 0 - - - Busperse® 293 0 0 0 - - - Busan® 77 0 0 0 - - - Des-i-cate® + 9 8 4,75 3,25 1 0 Busperse 47 Des-i-cate® + 6,75 6 4 2,25 1 0,5 Busperse 293 Des-i-cate® + 9 7 6 1 0 0 Busan® 77 Busperse® 47 + 0 0 0 - - - Busperse® 293
Os resultados da Tabela IV demonstram a fitotoxicidade dependente da concentração de endotal para plântulas de algodoeiro. Nenhum dos aditivos, produtos Busperse® 47, Busperse® 293, ou Busan® 77, aplicados sós, era fitotóxico às concentrações testadas. Especialmente às duas concentrações mais elevadas, a combinação dos produtos Des-i-cate® + Busperse® 47 proporcionou um nível superior de necrose (morte dos tecidos/dessecação) do que o produto Des-i-cate® por si só. Esta intensificação não foi observada com o produto Busperse® 293, 19
mas foi evidente com o produto Busan® 77. Não se observou interacção entre os produtos Busperse® 47 e Busperse® 293.
Exemplo 2
Para análise ma is pormenorizada da intensificação da fitotoxicidade com a combinação dos produtos Des-i-cate® + Busperse® 47, iniciou-se outro ensaio em estufa. Neste ensaio só se estudou combinações dos produtos Des-i-cate® e Burperse® 47 quando aplicados a batateiras. As batateiras foram propragadas vegetativamente a partir de tubérculos de batata (Solanum tuberosum cv. Russet Burbank) não-tratados. Plantou-se fatias de tubérculos em vasos de plásctico com 6 polegadas de diâmetro contendo um meio de plantação comercial. As batateiras foram cultivadas em estufa em condições ambientais com rega ocasional. Preparou-se tratamentos químicos em que se preparou uma série de concentrações de produto Des-i-cate® e cada uma de várias concentrações de produto Busperse® 47. As aplicações por pulverização nas ramas das batateiras foram realizadas tal como descrito no Exemplo 1. As plantas tratadas foram mantidas na estufa durante a duração do ensaio. Os tratamentos foram avaliados cinco dias após a aplicação. As classificações de toxicidade total foram determinadas subjectivamente tal como descrito no Exemplo 1. 20 <-7
TABELA V
Interacção dos produtos Des-i-cate® e Busperse® 47 na Fitotoxicidade para Rama de Batateira 0,0 0,0 0 0,31 0 Busperse® 47 (% v/v) 0,62 0 1,25 0
Des-i-cate® (% v/v) 0,16 0,31 0,62 1,0 1,2 3,8 2,5 9,0 9,5 8,3 9,0 9,2 10 10 10
Os resultados da Tabela V mostram que o produto Busperse® 47 era não-fitotóxico para a rama de batateira para a série de concentrações do ensaio. Na ausência de produto Busperse® 47 (0,0% v/v), o produto Des-i-cate® proporcionou um nível relativamente baixo de fitotoxicidade na gama de concentrações testada. A combinação dos dois produtos numa solução antes da pulverização aumentou dramaticamente o efeito dessecante. Por exemplo, as ramas tratadas com 0,16% de produto Des-i-cate® só obtiveram uma classificação de 1,0 numa escala de 1 até 10. Contudo, as ramas de batateira foram mortas (classificação = 10) quando se combinou o mesmo nível de produto Des-i-cate® com produto Busperse® 47 a 1,25%.
Exemplo 3
Para demonstrar a utilizada da combinação dos produtos Des-i-cate® mais Busperse® 47 como dessecante para plantas cultivadas no campo, realizou-se aplicações num campo de produção corrente de batateiras localizado em Center, Colorado. Aplicou-se produto Des-i-cate® só a uma concentração, e a três concentrações combinado com uma concentração (3% v/v) de produto Busperse® 47 por técnicas de pulverização correntes (equivalente 21
a 20 galões/acre) a réplicas de talhões de batateiras vigorosas (variedade Centennial Russet). As aplicações foram realizada no final da estação de crescimento quando a dessecação química da rama é prática corrente.As avaliações de fitotoxicidade foram feitas separadamente para as folhas e para as ramas duas semanas após a aplicação. Uma vez que cada tratamento compreendeu três réplicas, a comparação estatística das médias de tratamento baseou-se no Teste de Gama Múltipla de Duncan. Os resultados estão apresentados na Tabela VI. As libras de princípio activo por acre estão indicadas por "#ai/A".
TABELA VI
Efeito do produto Busperse® 47 sobre a Fitotoxicidade do produto Des-i-cate® em Batateiras Cultivadas no Campo
Percentagem de Desecação
Tratamento # ai/A Folhas Rama Controlo 0,0 0,0 d 0,0 d Des-i-cate® 1,0 83,3 b 65,0 c Des-i-cate® + 0,33 71,7 c 66,7 c Busperse® 47 (3%) Des-i-cate® + 0,66 83,3 b 81,7 b Busperse® 47 (3%) Des-i-cate® + 1,0 97,0 a 93,3 a Busperse® 47 (3%) Na Tabela VI os valores percentuais são a média réplicas. As médias dentro de uma coluna seguida pela mesma letra não são significativamente diferentes (MRT de Duncan, p = 0,05). Os resultados da Tabela VI demonstram que o produto Busperse® 47 é eficaz para proporcionar. um aumento estatisticamente significativo da toxicidade em folhas e rama de batateira provocada pelo produto Des-i-cate®. Relativamente à dessecação da rama, a combinação de produtos Des-i-cate® (0,33 # ai/A) + Busperse® 47 era tão eficaz como o produto Des-i-cate® 22
só (1,0 # ai/A). Para as folhas, a combinação de produtos Des-i-cate® (0,66 # ai/A) + Busperse® 47 era tão eficaz como o produto Des-i-cate® só (1,0 # ai/A). Os resultados da Tabela VI são prova de que pode ser conseguido um nível mais elevado de dessecação da rama por adição de um nível relativamente baixo de produto Busperse® 47 e reduzindo a concentração de produto Des-i-çate®. O produto Des-i-cate® é muito mais caro do que o produto Busperse® 47. Na produção, os produtores compreensivelmente preferem o auxiliar de colheita mais eficaz em termos de custos. Os resultados a partir dos quais foi costruída a Tabela VI estão apresentados na Tabela VII.
TABELA VII
Dados não tratados para Réplicas do Tratamento da Tabela VI
Percentagem de Dessecação
Tratamento_ # ai/A_Rep 1 Rep 2 Rep 3 X
Controlo 0, 0 Folhas O o 0,0 0, 0 O o Rama 0,0 0,0 0,0 0,0 Des-i-cate® 1,0 Folhas 80 85 85 83,3 Rama 65 70 60 65,0 Des-i-cate® + 0,33 Folhas 75 70 70 71,7 Busperse® 47 (3%) Rama 65 70 65 66,7 Des-i-cate® + 0, 66 Folhas 85 80 85 83,3 Busperse® 47 (3%) Rama 80 75 90 81,7 Des-i-cate® + 1,0 Folhas 97 98 96 97,0 Busperse® 47 (3%) Rama 95 90 95 93,3 Exemplo 4 Desenvolveu-se outro exemplo da dessecação acrescida com produto Busperse® 47 utilizando algodoeiros cultivados no campo. O produto Accelerate® é o produto contendo endotal registado e utilizado como um dessecante para o algodoeiro. A dessecação e abscisão subsequente das folhas do algodoeiro é realizada por 23 aplicação química. As folhas caídas reduzem o potencial de detritos no algodão e facilitam a colheita mecânica das cápsulas de algodão. Foram realizadas réplicas de aplicações com equipamento de pulverização convencional no final da estação em algodoeiros cultivados no campo (variedade Deltapine 20) . O produto Accelerate® foi aplicado só a uma concentração (4 pintas/acre) e em combinação com produto Busperse® 47 (3% v/v). Dez dias após a aplicação os tratamentos foram avaliados quanto à percentagem de dessecação das folhas, percentagem de queda das folhas, e potencial de queda (0 = nenhuma, 5 = muito boa).
TABELA VIII
Efeito dos produtos Busperse® 47 e Accelerate® na Dessecação e Abscisão de Folhas em Algodão Cultivado no Campo
Percentagem
Tratamento Nível Dessecação Queda Potencial _de Queda
Accelerate® 4 pts/A 38,3 48,3 2,7
Accelerate® + 4 pts/A 75,0 78,3 5,0
Busperse® 47 (3%)
Os valores percentais e classificações para o potencial de queda na Tabela VIII são as médias de três réplicas. Os resultados demonstram claramente a intensificação acentuada do produto Acceletrate® pelo produto Busperse® 47 na dessecação e queda de folhas de algodoeiro cultivado no campo. A combinação dos dois produtos recebeu uma classificação máxima para o potencial de queda, mas o potencial de queda para Accelerate® só era apenas moderado. Os resultados a partir dos quais foi coxisLr urda a Tabela VIII esLSo apresentados na Tabela IX. 24 -Cf
TABELA IX
Dados não tratados para Réplicas do Tratamento da Tabela VIII ____Percentagem_
Potencial
Tratamento Nível Rep Dessecação Queda de Queda Accelerate® 4 pts/A 1 40 50 3 2 45 55 3 3 30 40 2 X = 38,3 48,3 2,7 Accelerate® 4 pts/A 1 75 75 5 + Busperse® 2 75 80 5 47 (3%) 3 75 80 5 X = 75 78,3 5
Exemplo 5
Realizou-se outra experiência em estufa com algodoeiros para determinar e comparar a intensificação de actividade relativa de várias substâncias. Estas incluem as dimetilamidas de vários óleos (DMATO, DMASO, e DMAPO), os ácidos gordos de "tall" óleo (TOFA) não-derivatizados, ácidos gordos específicos (oleico e linoleico), e tensoactivo Ipegal® RC-610. Os tratamentos foram aplicados em algodoeiros possuindo uma média de duas folhas verdadeiras totalmente expandidas. Utilizou-se uma cabina de pulverização feita à medida que administrou os tratamentos sobre os topos dos algodoeiros de forma controlada e reprodutível. As aplicações com pressão regulada (40 psi) foram feitas por meio de uma ponta de injector agrícola corrente (LE-1, ponta do injector a 80°, fabricado por Delavan-Delta, Inc., Lexington, Tennessee). Neste ensaio, as concentrações de Accelerate® eram muito inferiores às normalmente utilizadas na prática agrícola devido à natureza pequena e mais sensível das palntas cultivadas em estufa. As concentrações das dimetilamidas 25 de óleos e do tensoactívo Ipegal® RC-620 são as proporcionadas pelo nível de 3% do produto Busperse® 47. O produto Busperse® 47 é 90% de DMATO e 10% de produto Ipegal® RC-620. Assim, a um nível de ensaio de 3% de produto Busperse® 47, a concentração de cada dimetilamida de óleo é de 2,7% em peso (0,90 de DMATO x 3% - 2,7%) e a concentração de tensoactivo Ipegal® RC-260 é de 0,3% (0,10 de produto Ipegal® RC-620 x 3% = 0,3%) . Os níveis de ácidos oleico e linoleico são aqueles que em média seriam proporcionados por um nível de 2,7% da fracção de TOFA. As plantas tratadas foram incubadas na estuda, e a fitotoxicidade total foi registada aos dias um e quatro após o tratamento.
TABELA X
Fitotoxicidade Total de Tratamento Seleccionados Aplicados a Algodoeiros Cultivados em Estufa
Classificação
Tratamento__Dia 1_Dia 4
Controlo (água) 0 0 Busperse® 47 (3% v/v) 0 0 Accelerate® (0,062% v/v) 0 0 Accelerate® (0,125%) 0 0 Accelerate® (0,25%) 0 0 Accelerate® (0,125%) + Busperse® 47 2 3 Accelerate® (0,125%) + DMATO (2,7%) 2 3 Accelerate® (0,125%) + DMASO (2,7%) 2 3 Accelerate® (0,125%) + DMAPO (2,7%) 2 3 Accelerate® (0,125%) + RC-620 (0,3%) 0 0 Accelerate® (0,125%) + TOFA (2,7%) 0 0 Accelerate® (0,125%) + Oleico (1,35%) 0 0 Accelerate® (0,125%) + Linoleico (1,08%) 0 0
Os resultados da Tabela X demonstram que nenhuma das três concentrações de Accelerate® era fitotóxica. Um nível não-fitotóxíco de produto Busperse® 47 claramente intensificou a fitotoxicidade do produto endotal. Além disso, é evidente que a acção do produto Busperse® 47 é explicada pela DMATO nele contida. A DMASO e a DMAPO foram igualmente eficazes. 0 nivel correspondente de tensoactivo Ipegal® RC-620 contido em 3% de produto Busperse® 47 era ineficaz. A fracção de ácidos gordos de "tall" óleo (TOFA, utilizada para preparar a DMATO) não derivatizados bem como os ácidos gordos individuais (oleico e linoleico) contidos na TOFA também eram ineficazes.
Exemplo 6
Os pesticidas agrícolas são comercializados como formulações estáveis e concentradas que são diluídas com água imediatamente antes da aplicação no campo. Desenvolveu-se formulações estáveis e avaliou-se a eficácia destas formulações contendo endotal mais DMATO, DMASO, ou DMAPO. Preparou-se as seguintes formulações:
Componente Percentagem (peso/peso) Formulação D E F Bulab® 6050 50 50 50 DMAPO 35 - - DMASO - 35 - DMATO - - 35 Propileno glicol 15 15 - Dipropileno qlicol - - 15 Total 100 100 100 0 propileno glicol e o dipropileno glicol são agentes associados. Para comparação, preparou-se a Formulação 1 como uma solução 50/50 (peao/peso) de produto Bulab® 6050 roais áyuu. O produto Bulab® 6050 é uma solução de 53 por cento em peso de sais de mono(N,N-dimetilalquilamina) de endotal e 47 por cento em peso de componentes inertes, que se crê serem água e pelo menos um tensoactivo. 0 produto Bulab® 6050 é um líquido âmbar 27 com um odor a aminas, ligeiramente gordo, e com uma densidade de 1,03 g/mL. Tem um ponto de ebulição de 88°C a 98°C, um ponto de ignição de 163°F, e um pH de 5,5 a 6,0. O produto Bulab® 6050 é miscível em água.
Crê-se que os sais de mono(N,N-dimetilalquilamina) de endotal presentes no produto Bulab® 6050 são derivados do óleo de côco do modo seguinte. Partindo de óleo de côco, os ácidos gordos estão presentes como um triglicérido, que é constituído por três ácidos gordos ligados a uma cadeia de glicerol. Os ácidos gordos individuais são libertados por hidrólise e removidos do glicerol. Faz-se então reagir os ácidos gordos com dimetilamina num processo que liga o azoto da amina ao carbono do carboxilo formando a dimetilalquilamina. Os grupos alquilo específicos envolvidos são os que correspondem à análise de ácidos gordos em óleo de côco apresentadas nas Tabelas I e II. Estas alquilaminas são então utilizadas para formar o sal de endotal para fazer o produto Bulab® 6050.
As formulações D, E, e F permaneceram límpidas e homogéneas quando em repouso durante um mês. A comparação da fitotoxicidade das formulações 1, D, E, e F foi realizada em experiência com algodoeiros em estufa tal como descrito no Exemplo 5. A cabina de pulverização foi utilizada para aplicar uma série de diluições aquosas de cada formulação de forma controlada e reprodutível. A fitotoxicidade total (escala de 0 até 10) proporcionada por cada tratamento foi avaliada ao dia um após a aplicação (ver Tabela XI).
Tabela XI
Fitotoxicidades Comparativas para Algodoeiro de Formulações Contendo Endotal Mais DMAPO, DMASO, ou DMATO.
Percentagem (v/v)
Tratamento 0,25 0,5 1,0 1 0 0 1 D 0 1 4 E 0 3 5 F 0 2 5 Os resultados na Tabela XI demonstram que foram preparadas formulações estáveise eficazes contendo endotal (Bulab® 6050) ma i s DMAPO , DMASO, ou DMATO. Por diluição com água, as Formulações D, E, e F eram substancialmente mais fitotóxicas do que a concentração equivalente só de endotal (Formulação 1).
Exemplo 7
Realizou-se estudos adicionais para avaliar formulações e as proporções eficazes dos principais componentes, endotal e a dialquilamida de óleo vegetal. Uma vez que os resultados dos Exemplos 5 e 6 demonstraram que todas as dialquiamidas de óleos vegetais eram eficazes, escolheu-se a DMASO como um material representativo com o qual prosseguir. Preparou-se as seguintes formulações: 29
Componente Percentagem (peso/peso) Formulação X Y Z Bulab® 6050 (A) 35 35 35 DMASO (B) 50 35 20 Éter monometílico de 5 30 45 dipropileno glicol Atlox® 8916 TF 10 - - Total 100 100 100 A: B 1:1,4 1:1 1:0,6 0 tensoactivo Atlox® 8916 é fabricado por ICI, Wilmington, Delaware. Para comparação, preparou-se a Formulação 2, que compreendia uma solução 35/65 (peso/peso) <Je produto Bulab® 6050/água. As formulações X, Y, e Z permaneceram límpidas e homogéneas quando em repouso. A comparação da fitotoxicidade das formulações 2, X, Y, e Z foi realizada em experiências em estufa com algodoeiros tal como descrito no Exemplo 5. Utilizou-se novamente a cabina de pulverização para aplicar os tratamentos nas plantas de teste. Registou-se a fitotoxicidade total (escala de 0 até 10) proporcionada por cada tratamento aos dias um e quatro após cada aplicação (ver Tabela XII).
Tabela XII
Fitotoxicidades Comparativas para Algodoeiro de Formulações Contendo Diferentes Proporções de Endotal e DMASO
Dia 1 Dia 4
Percentagem (v/v)
Formulação 0,25 0,5 1, 0 1,5 0,25 0,5 1,0 0,5 2 0 0 0 1 0 0 0 1 X 1 1 6 8 1 1 7 9 Y 0 0 3 5 0 0 5 8 Z 0 0 3 4 0 0 5 6 30
Os resultados da Tabela XII corroboram os da Tabela V que indicam que os melhoramentos acentuados na fitotoxicidade do endotal quando combinado com as dimetilamidas dos óleos podem ser conseguidos com proporções variáveis em que cada um dos dois componentes pode estar em excesso. Quando diluídas com áqua, as Formulações X, Y, e Z formaram suspensões que se mantiveram estáveis durante o procedimento de aplicação por pulverização. Tanto no Dia 1 como no Dia 4, estas três formulações seguiram uma ordem de actividade (X > Y > Z) em que o teor relativo de DMASO seguiu a mesma sequência. Todas as formulações que incorporavam DMASO proporcionaram um aumento dramático de fitotoxicidade em relação à concentração equivalente de endotal só (Formulação 2).
Demonstrou-se que estas novas composições que aumentam grandemente a fitoxicidade do endotal quando aplicadas foliarmente têm vantagens significativas em estudos de campo preliminares com batateira (Exemplo 3) e algodoeiro (Exemplo 4). Esta invenção proporciona uma composição e um método para redução da quantidade de herbicida aplicado; esta redução resulta numa vantagem significativa em termos de custos para produtores cujas práticas agrícolas requerem a utilização de um auxiliar de colheita.
Lisboa, 28 de Setembro de 2001 C/AGEI® OFICIAL DA PROPRIEDADE INDUSTRIAL
Claims (23)
- REIVINDICAÇÕES 1. Composição pesticida compreendendo pelo menos um pesticida e pelo menos um composto de fórmula I R3C(0)-N(Ri)(R2) em que Rl é um grupo C1-C6 alquilo não substituído; R2 é um grupo C1-C6 alquilo não substituído; e R3C(0)- é um resíduo de ácido gordo insaturado com 8 até 22 átomos de carbono; e o pesticida é um dessecante ou um herbicida.
- 2. Composição pesticida de acordo com a reivindicação 1, em que R3C(O)- é um resíduo de ácido gordo não-substituído com 8 até 18 átomos de carbono, Ri é um grupo C1-C6 alquilo de cadeia ramificada ou linear, e R2 é um grupo C1-C6 alquilo de cadeia ramificada ou linear.
- 3. Composição pesticida de acordo com a reivindicação 2, em que R3C(0)- é um resíduo de ácido gordo não substituído com 12 até 18 átomos de carbono e Ri e R2 são seleccionados independentemente de de metilo, etilo e propilo.
- 4. Composição pesticida de acordo com a reivindicação 3, em que Ri e R2 são metilo.
- 5. Composição pesticida de acordo com qualquer das reivindicações 1 a 4, em que o pesticida é um dessecante ou um seu sal.
- 6. Composição pesticida de acordo com a reivindicação 5, em que o dessecante é seleccionado de endotal, fosfotritioato 1de tributilo, ametirina, e paraquat, ou é seleccionado de um sal de qualquer dos referidos dessecantes.
- 7. Composição pesticida de acordo com qualquer das reivindicações 1 a 4, em que o pesticida é um herbicida ou um seu sal.
- 8. Composição pesticida de acordo com a reivindicação 7, em que o herbicida é seleccionado de endotal, atrazina, metribuzin, clorimuron etilo, dimetazona, fluazifop butilo e imazaquin, ou é seleccionado de um sal de qualquer dos referidos herbicidas.
- 9. Composição pesticida de acordo com a reivindicação 7, em que o herbicida é susceptível de aplicação foliar.
- 10. Composição pesticida de acordo com a reivindicação 9, em que o herbicida é seleccionado de endotal, acifluoreno, dicamba, diclofop metilo, setoxidim, glifosato, paraquat e tebutiuron, ou é seleccionado de um sal de qualquer dos referidos herbicidas.
- 11. Composição pesticida de acordo com a reivindicação 1, em que a composição adicionalmente compreende água.
- 12. Composição pesticida de acordo com a reivindicação 1, em que R3C(0)- é um resíduo não-substituído de um ácido gordo que ocorre num óleo vegetal.
- 13. Composição pesticida de acordo com a reivindicação 12, em que o óleo vegetal é seleccionado de "tall" óleo, óleo de palma, óleo de soja, óleo de sementes de algodoeiro, óleo de côco, óleo de milho, óleo de amendoim, óleo de canola, óleo de cártamo, óleo de girassol, óleo de babaçu, óleo de rícino, óleo de linhaça, azeite e óleo de tungue. 2
- 14. Composição pesticida de acordo com a reivindicação 12, em que o óleo vegetal é seleccionado de "tall" óleo, óleo de palma e óleo de soja.
- 15. Composição pesticida de acordo com a reivindicação 1, em que o composto de fórmula I é dimetilamida de "tall" óleo e o pesticida é endotal.
- 16. Composição pesticida de acordo com qualquer das reivindicações 1 a 15 contendo um óleo vegetal modificado que compreende pelo menos um composto de fórmula (I).
- 17. Método para aumentar a eficácia de um pesticida que compreende a aplicação a um objecto ou alvo dele necessitado de um pesticida e de uma quantidade de um composto de fórmula I eficaz para aumentar a actividade pesticida do pesticida, em que o composto de fórmula I e o pesticida são de acordo com qualquer das reivindicações 1 a 10 e 12 a 15.
- 18. Método de acordo com a reivindicação 17, em que o referido composto de fórmula I e o referido pesticida são aplicados simultaneamente sobre o referido objecto ou alvo dele necessitado.
- 19. Método de acordo com a reivindicação 18, em que o composto de fórmula I e o pesticida são aplicados na forma de uma solução aquosa que compreende ambos o composto de fórmula I e o pesticida.
- 20. Formulação pesticida concentrada compreendendo: (a) pelo menos um pesticida seleccionado de um herbicida ou de um dessecante; (b) pelo menos um agente associado solúvel em água; e (c) pelo menos um composto de fórmula I, 3 (I) R3C(0)-N(Ri)(R2) em que Rl é um grupo Ci-Cg alquilo não substituído; R2 é um grupo C1-C6 alquilo não substituído; e R3b(0)- é um resíduo de ácido gordo insaturado com 8 até 22 átomos de carbono, em que o(s) composto (s) de fórmula I pode(m) estar opcinalmente presente(s) num óleo vegetal modificado; e (d) opcionalmente, água, em que os referidos componentes (a) e (c) estão presentes numa quantidade para ser eficaz como pesticida por diluição, e o componente (b) está presente numa quantidade eficaz para aumentar a solubilidade do componente (c) na referida formulação concentrada.
- 21. Formulação pesticida concentrada de acordo com a reivindicação 20, em que o referido componente (b) está presente numa quantidade eficaz para aumentar a solubilidade do componente (c) por diluição da referida formulação pesticida concentrada com água.
- 22. Formulação pesticida concentrada de acordo com a reivindicação 20, em que o agente associado é um álcool em C'l-C‘6 substituído ou nãu-subsLi Luldo ou um glicol em C2~Cg substituído ou não-substituído. 4
- 23. Formulação pesticida concentrada de acordo com a reivindicação 22, em que o agente associado é etanol, propanol, butileno glicol, propileno glicol, dipropileno glicol ou hexileno glicol. Lisboa, 28 de Setembro de 2001j^AGENTE Q£IC1AL DA PROPRIEDADE INDUSTRIAL 5
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