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PT1841330E - Utilização de fórmula para lactentes com teor proteico reduzido - Google Patents

Utilização de fórmula para lactentes com teor proteico reduzido Download PDF

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PT1841330E
PT1841330E PT05819164T PT05819164T PT1841330E PT 1841330 E PT1841330 E PT 1841330E PT 05819164 T PT05819164 T PT 05819164T PT 05819164 T PT05819164 T PT 05819164T PT 1841330 E PT1841330 E PT 1841330E
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PT
Portugal
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protein
formula
infant
infants
igf
Prior art date
Application number
PT05819164T
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English (en)
Inventor
Philippe Steenhout
Original Assignee
Nestec Sa
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Publication date
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Application filed by Nestec Sa filed Critical Nestec Sa
Publication of PT1841330E publication Critical patent/PT1841330E/pt

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Description

DESCRIÇÃO "UTILIZAÇÃO DE FÓRMULA PARA LACTENTES COM TEOR PROTEICO REDUZIDO"
Esta invenção refere-se a uma fórmula para lactentes com um teor proteico reduzido. 0 leite materno está recomendado para todos os lactentes. Contudo, em alguns casos a amamentação é desadequada ou não têm êxito ou não é aconselhada por razões médicas ou a mãe escolhe não amamentar. Foram desenvolvidas fórmulas para lactentes para estas situações. Um maior conhecimento da composição do leite humano dá a oportunidade para a concepção de fórmulas para lactentes que tenham uma composição mais próxima da do leite humano. Tem sido dada atenção particular à concepção de fórmula cujo consumo resulte em padrões de crescimento e metabólicos semelhantes aos de lactentes amamentados, na esperança de que isso vá resultar no desenvolvimento de características de saúde semelhantes no final da infância e na idade adulta. A proteína dietética proporciona os aminoácidos essenciais necessários para a síntese de proteínas e crescimento e, na fórmula para lactentes, a qualidade das proteínas é tão importante como a quantidade das proteínas. As fórmulas para lactentes são normalmente baseadas em leite de vaca, mas o perfil de aminoácidos do leite de vaca é muito diferente do do leite humano. No passado, de forma a fornecer suficientes aminoácidos essenciais, as fórmulas para lactentes à base de leite de vaca tinham de ter um teor proteico significativamente 1 mais alto do que o leite humano que, de facto, tem a concentração proteica mais baixa encontrada em qualquer mamífero. 0 teor proteico de fórmulas correntes adaptadas com soro de leite varia de 2,1 a 2,6 g por 100 kcal, enquanto que o teor proteico de leite humano varia de 1,4 a 1,8 g por 100 kcal. A ingestão de proteínas em excesso pelos lactentes pode resultar em stress metabólico em orgãos imaturos.
Mais recentemente, verificou-se que se o padrão de aminoácidos de uma fórmula para lactentes à base de leite de vaca for tornado mais próximo do do leite humano, o teor proteico dessa fórmula pode ser reduzido para se assemelhar ao de referência. 0 documento US-B1-6777391 divulga uma fórmula para lactentes tendo 1,83 g/100 kcal de soro de leite modificado, que resulta em níveis plasmáticos de aminoácidos que são mais próximos dos níveis encontrados em lactentes amamentados. É conhecido que os parâmetros de crescimento e metabólicos de lactentes amamentados e alimentados com fórmula não são idênticos, mas actualmente as diferenças não são bem compreendidas. Um ponto de controlo chave na regulação nutricional do crescimento é o IGF-1, um péptido de crescimento semelhante a insulina sintetizado pelo fígado que é encontrado no leite humano. É conhecido que lactentes alimentados com fórmula tipicamente apresentam níveis plasmáticos de IGF-1 mais altos do que lactentes amamentados. Põe-se a hipótese de que isto pode ser outra consequência da ingestão excessiva de proteínas em lactentes alimentados com fórmula. 2
Demonstrou-se em macacos lactentes que a redução do teor proteico da fórmula resulta num padrão de crescimento e metabolismo de insulina e glucose na idade precoce mais semelhante ao de um grupo de controlo amamentado do que ao de grupos alimentados com fórmula com teores proteicos mais altos. Além disso, foi demonstrado em lactentes humanos que a redução de IGF-1 no plasma conseguida por alimentação com uma fórmula com teor proteico mais baixo nos primeiros poucos meses da infância persiste mesmo depois do advento da alimentação mista. Uma vez que os níveis de IGF-1 acrescidos podem resultar numa diferente composição corporal e numa predisposição acrescida para a obesidade numa idade mais avançada, a regulação dos níveis de IGF-1 em lactentes alimentados com fórmula é um assunto sério que requer investigação adicional.
Sumário da Invenção
Surpreendentemente, verificou-se agora que a redução do teor proteico em fórmula para lactentes não só resulta numa redução dos níveis plasmáticos de IGF-1, mas também resulta no nível de IGF-1 circulante ao longo do tempo acompanhar os níveis observados em lactentes amamentados. Por outras palavras, a redução dos níveis de IGF-1 observados por redução do teor proteico na fórmula para lactentes não é, como se pensava anteriormente, uma simples redução progressiva, sendo também observado um decréscimo contínuo ao longo do tempo nos primeiros meses de vida.
Consequentemente, a presente invenção proporciona um método para reduzir continuamente o nível circulante de factor 1 de crescimento semelhante a insulina (IGF-1) nos primeiros poucos 3 meses de vida de um lactente, por administração a um lactente dela necessitado de uma quantidade terapêutica de uma composição nutricional compreendendo proteínas numa quantidade tal que a composição contém menos do que 2,25 g de proteína por 100 kcal. A invenção também se estende à utilização de uma fonte de proteínas para a preparação de uma composição nutricional para administração a um lactente humano de modo a reduzir continuamente o nível circulante de IGF-1 nos primeiros poucos meses de vida do lactente, em que a composição contém menos do que 2,25 g de proteína por 100 kcal. A invenção estende-se ainda à utilização de uma fonte de proteínas para a preparação de uma composição nutricional para administração a um lactente humano nos primeiros poucos meses de vida do lactente de modo a reduzir o risco de desenvolvimento de obesidade numa idade mais avançada, em que a composição contém menos de 2,25 g de proteína por 100 kcal. O IGF-1 é um factor de crescimento não específico que estimula o crescimento de muitos tecidos. Sem querer ficar limitado pela teoria, crê-se actualmente que uma ingestão relativamente alta de proteína no início da vida estimula a secreção de IGF-1 e desencadeia assim a multiplicação celular e acelera a maturação. As concentrações aumentadas de IGF-1 podem então acelerar o crescimento e aumentar o tecido adiposo e a massa muscular, induzindo assim, um retorno da adiposidade precoce que está associada a um risco de obesidade elevado mais tarde na infância e até na idade adulta. Além disso, segue-se que os efeitos mitogénicos de IGF-1 podem significar que a regulação dos níveis de IGF-1 na primeira infância como os que podem ser conseguidos pelo método da invenção podem ter um 4 efeito protector no desenvolvimento de cancros, mais tarde na vida, comparável ao que é conferido pelo leite materno.
Figuras A Figura 1 mostra a evolução dos níveis plasmáticos de IGF-1 em vários lactentes desde o dia 28 até ao dia 122 da vida dos lactentes.
Descrição Pormenorizada da Invenção
Nesta descrição, as expressões seguintes têm os significados que lhes foram atribuídos na Directiva da Comissão Europeia 91/321/CEE de 14 de Maio de 1991 sobre fórmulas para lactentes e fórmulas de transição como se segue:
Lactente: uma criança com menos de 12 meses de idade (Artigo 1.2(a)); Fórmula para lactentes: um produto alimentar destinado a utilização nutricional específica por lactentes durante os primeiros quatro a seis meses de vida e que satisfaz por si só os requisitos nutricionais desta categoria de pessoas (Artigo 1.2(c)) . A expressão "primeiros meses de vida" significa os primeiros quatro a seis meses de vida.
Crê-se que a fonte da proteína não é crítica para a presente invenção desde que sejam cumpridos os requisitos 5 mínimos de aminoácidos essenciais e seja assegurado crescimento satisfatório. Assim, podem ser utilizadas fontes proteicas baseadas em proteínas de leite de vaca, tais como soro de leite, caseína e suas misturas, bem como fontes proteicas baseadas em soja. No que se refere às proteínas de soro de leite, a fonte proteica pode ser à base de soro de leite ácido ou doce, isolado de proteína de soro de leite ou suas misturas e podem incluir alfa-lactalbumina e beta-lactoglobulina em quaisquer proporções desejadas.
De um modo preferido, contudo, a fonte proteica é à base de soro de leite doce modificado. 0 soro de leite doce é um subproduto prontamente disponível do fabrico de queijo e é frequentemente utilizado no fabrico de fórmulas para lactentes à base de leite de vaca. Contudo, o soro de leite doce inclui um componente que é indesejavelmente rico em treonina e pobre em triptofano chamado caseíno-glico-macropéptido (CGMP). A remoção do CGMP do soro de leite doce resulta numa proteína com um teor de treonina mais próximo do do leite humano. Este soro de leite doce modificado pode então ser suplementado com esses aminoácidos em relação aos quais tem um baixo teor (principalmente histidina, arginina e triptofano). Um processo para a remoção de CGMP a partir de soro de leite doce está descrito no documento EP 880902 e uma fórmula para lactentes baseada neste soro de leite doce modificado está descrita no documento WO 01/11990. A utilização de soro de leite doce modificado como a principal proteína na fonte proteica permite que todos os aminoácidos essenciais sejam proporcionados num teor proteico entre 1,8 e 2,0 g/100 kcal. Demonstrou-se que essas fontes proteicas em estudos em animais e humanos têm um coeficiente de eficácia proteica, digestibilidade de azoto, valor biológico e rendimento proteico comparáveis a fontes 6 proteicas adaptadas de soro de leite correntes com um teor proteico muito mais alto por 100 kcal e que resultam em crescimento satisfatório apesar do seu teor proteico reduzido. Se se utilizar soro de leite doce modificado como a fonte proteica é, de um modo preferido, suplementado por arginina livre numa quantidade de 0,1 a 3% em peso e/ou histidina livre numa quantidade de 0,1 a 1,5% em peso.
Um exemplo de um perfil de aminoácidos adequado para uma composição nutricional a ser utilizada na presente invenção está apresentado a seguir:
Aminoácido (g/16 g de N) Quantidade Isoleucina 5, 8 Leucina 11, 9 Lisina I—* O o Metionina 2, 5 Cistina 2,4 Fenilalanina 4,6 Tirosina 4,0 Treonina 5,4 Triptofano 2,1 Valina 5,9 Arginina 4,5 Histidina 2, 5 Alanina 5,1 Ácido aspártico 11, 1 Ácido glutâmico 19, 7 Glicina 2,7 Prolina 7,8 Serina 5,3 7
As proteínas podem estar intactas ou hidrolisadas ou ser uma mistura de proteínas intactas e hidrolisadas, embora as proteínas intactas sejam geralmente preferidas. No entanto, pode ser desejável fornecer proteínas parcialmente hidrolisadas (grau de hidrólise entre 2 e 20%), por exemplo, para lactentes que se crê estarem em risco de desenvolvimento de alergia ao leite de vaca. Se forem necessárias proteínas hidrolisadas, o processo de hidrólise pode ser realizado consoante desejado e como é conhecido na técnica. Por exemplo, um hidrolisado de proteína de soro de leite pode ser preparado por hidrólise enzimática da fracção de soro de leite num ou mais passos. Para uma proteína extensamente hidrolisada, as proteínas de soro de leite podem ser submetidas a uma hidrólise tripla utilizando Alcalase 2.4L (EC 940459), depois Neutrase 0.5L (que pode ser obtida de Novo Nordisk Ferment AG) e depois pancreatina a 55 °C. Alternativamente, para uma proteína menos hidrolisada, o soro de leite pode ser submetido a hidrólise dupla utilizando NOVOZYMES e depois pancreatina. Se a fracção de soro de leite utilizada como o material de partida estiver substancialmente isenta de lactose, verifica-se que a proteína sofre muito menos bloqueamento de lisina durante o processo de hidrólise. Isto permite que a extensão de bloqueamento da lisina seja reduzida de cerca de 15% em peso da lisina total para menos do que cerca de 10% em peso de lisina; por exemplo, cerca de 7% em peso de lisina que melhora muito a qualidade nutricional da fonte proteica.
De um modo preferido, a composição nutricional contém entre 1,8 e 2,0 g de proteína/100 kcal, de um modo mais preferido, entre 1,82 e 1,92 g/100 kcal.
De um modo preferido, a composição nutricional é uma fórmula para lactentes. Essa composição nutricionalmente completa vai também conter outros ingredientes do tipo encontrado convencionalmente em fórmulas para lactentes, tais como hidratos de carbono, gorduras, vitaminas e minerais, bem como nutrientes semi-essenciais. A fonte preferida de hidratos de carbono é lactose, embora outros hidratos de carbono, tais como sacarose, maltodextrina e amido, também possam ser adicionados. De um modo preferido, as fontes de hidratos de carbono contribuem com entre 35 e 65% da energia total da fórmula. A fonte de lípidos pode ser qualquer lípido ou gordura que é adequado para utilização em fórmulas para lactentes. As fontes de gordura preferidas incluem oleina de palma, óleo de girassol com teor elevado de ácido oleico e óleo de cártamo de com teor elevado de ácido oleico. Os ácidos gordos essenciais linoleico e α-linolénico também podem ser adicionados como podem pequenas quantidades de óleos que contêm quantidades elevadas de ácido araquidónico e ácido docosa-hexaenóico pré-formados, tais como óleos de peixe ou óleos microbianos. No total, o teor de gordura é, de modo preferido, de forma a contribuir com entre 30 a 55% da energia total da fórmula. A fonte de gordura, de um modo preferido, tem uma razão de ácidos gordos n-6 para n-3 de cerca de 5:1 a cerca de 15:1; por exemplo, cerca de 8:1 a cerca de 10:1. A fórmula para lactentes também vai conter todas as vitaminas e sais minerais entendidos como sendo essenciais na dieta diária e em quantidades nutricionalmente significativas. Foram estabelecidos requisitos mínimos para determinadas 9 vitaminas e minerais. Exemplos de minerais, vitaminas e outros nutrientes opcionalmente presentes na fórmula para lactentes incluem vitamina A, vitamina Βχ, vitamina B2, vitamina Ββ, vitamina B12, vitamina E, vitamina K, vitamina C, vitamina D, ácido fólico, inositol, niacina, biotina, ácido pantoténico, colina, cálcio, fósforo, iodo, ferro, magnésio, cobre, zinco, manganésio, cloreto, potássio, sódio, selénio, crómio, molibdénio, taurina e L-carnitina. Os minerais são usualmente adicionados na forma de sal. A presença e quantidades de minerais específicos e outras vitaminas vão variar dependendo da população de lactentes a que se destinam.
Se necessário, a fórmula para lactentes pode conter emulsionantes e estabilizadores, tais como lecitina de soja, ésteres do ácido cítrico de mono- e di-glicéridos, e semelhantes. Este é especialmente 0 caso se a fórmula for proporcionada em forma líquida. A fórmula para lactentes pode opcionalmente conter outras substâncias que podem ter um efeito benéfico, tais como fibras, lactoferrina, nucleótidos, nucleósidos e semelhantes. Também podem ser incluídas bactérias probióticas tais como
Bifidobacterium longum BB 536 e Lactobacillus rhamnosus LGG. A fórmula para lactentes pode ser preparada de qualquer modo adequado. Por exemplo, uma fórmula para lactentes pode ser preparada por mistura da fonte proteica, da fonte de hidratos de carbono e da fonte de gordura em proporções apropriadas. Se forem utilizados, os emulsionantes podem ser incluídos na mistura nesta fase. As vitaminas e minerais podem ser adicionados nesta altura mas normalmente são adicionados mais 10 tarde para evitar a degradação térmica. Quaisquer vitaminas lipófilas, emulsionantes e semelhantes podem ser dissolvidos na fonte de gordura antes de misturadas. Água, de um modo preferido, água que foi submetida a osmose inversa, pode ser misturada para formar uma mistura liquida. A mistura liquida pode então ser tratada termicamente para reduzir as cargas bacterianas. Por exemplo, a mistura liquida pode ser rapidamente aquecida até uma temperatura na gama de cerca de 80 °C a cerca de 110 °C durante cerca de 5 segundos a cerca de 5 minutos. Isto pode ser feito por injecção de vapor ou por permutador de calor, por exemplo, um permutador de calor de placas. A mistura liquida pode então ser arrefecida a cerca de 60 °C a cerca de 85 °C, por exemplo, por arrefecimento rápido. A mistura líquida pode então ser homogeneizada, por exemplo, em dois passos a cerca de 7 Mpa a cerca de 40 Mpa no primeiro passo e de cerca de 2 Mpa a cerca de 14 Mpa no segundo passo. A mistura homogeneizada pode depois ser adicionalmente arrefecida e quaisquer componentes sensíveis ao calor; tais como vitaminas e minerais, podem ser adicionados. O pH e o teor de sólidos da mistura homogeneizada são convenientemente normalizados nesta altura.
Se for desejado produzir uma fórmula para lactentes em pó, a mistura homogeneizada é transferida para um aparelho de secagem adequado, tal como um secador por atomização ou liofilizador, e convertido em pó. O pó deve ter um teor de humidade inferior a cerca de 5% em peso. 11
Se for desejado produzir uma fórmula para lactentes líquida, é feito o enchimento da mistura homogeneizada em recipientes adequados, de um modo preferido, assepticamente. Contudo, a fórmula para lactentes liquida também pode ser autoclavada no recipiente. Um aparelho apropriado para realizar o enchimento desta natureza encontra-se disponível comercialmente. A fórmula para lactentes líquida pode estar na forma de uma fórmula pronta a utilizar com um teor de sólidos de cerca de 10 a cerca de 14% em peso ou pode estar na forma de um concentrado, usualmente com um teor de sólidos de cerca de 20 a cerca de 26% em peso.
Um exemplo da composição de uma fórmula para lactentes adequada a ser utilizada na presente invenção está apresentado a seguir:
Nutriente por 100 kcal por litro Energia (kcal) 100 670 Proteína (g) 1,83 12,3 Gordura (g) 5,3 35, 7 Ácido linoleico (g) 0, 79 5,3 Ácido α-linolénico (mg) 101 675 Lactose (g) 11, 2 74, 7 Minerais (g) 0,37 2,5 Na (mg) 23 150 K (mg) 89 590 Cl (mg) 64 430 Ca (mg) 62 410 P (mg) 31 210 Mg (mg) 7 50 12 (continuação)
Mn (pg) 8 50 Se (pg) 2 13 Vitamina A (pg RE) 105 700 Vitamina D (pg) 1,5 10 Vitamina E (mg TE) 0, 8 5,4 Vitamina Kl (pg) 8 54 Vitamina C (mg) 10 67 Vitamina Bl (mg) 0, 07 0, 47 Vitamina B2 (mg) 0,15 1,0 Niacina (mg) 1 6,7 Vitamina B6 (mg) 0, 075 0,50 Ácido fólico (pg) 9 60 Ácido pantoténico (mg) 0, 45 3 Vitamina B12 (pg) 0,3 2 Biotina (pg) 2,2 15 Colina (mg) 10 67 Fe (mg) 1,2 8 I (gg) 15 100 Cu (mg) 0, 06 0,4 Zn (mg) 0, 75 5 0 exemplo seguinte é apresentado apenas a titulo ilustrativo e não deve ser interpretado como limitativo do objecto do presente pedido. 13
EXEMPLO
Influência do teor proteico nos níveis plasmáticos de IGF-1 nos primeiros quatro meses de vida
Este exemplo demonstra o efeito do teor proteico de uma fórmula para lactentes, utilizada como a única fonte de nutrição para um grupo de lactentes durante os primeiros quatro meses da sua vida, nos seus niveis plasmáticos de IGF-1.
Um estudo prospectivo, aleatonizado, controlado, cego, de três grupos em paralelo foi realizado na Universidade de Iowa (Lora N. Thomas Metabolism Ward) e na sua extensão em Cedar
Rapids, Iowa, de acordo com os princípios estabelecidos na Declaração de Helsínquia de 1964 (como rectificada) e com a aprovação da Comissão sobre Investigação Envolvendo Seres Humanos da Universidade de Iowa. Lactentes cujas mães tinham decidido não amamentar foram recrutados nas unidades maternas de dois hospitais em Iowa City e dois em Cedar Rapids e aleatoriamente atribuídos a um de três grupos. 0 grupo de controlo foi alimentado com uma fórmula para lactentes parcialmente hidrolisada com um teor proteico de 2,39 g/100 kcal disponível comercialmente nos Estados Unidos com a marca ® comercial Good Start . Dos outros dois grupos um foi alimentado com uma fórmula parcialmente hidrolisada experimental com um teor proteico de 1,92 g/100 kcal e o outro foi alimentado com uma fórmula experimental semelhante com um teor proteico de 1,89 g/100 kcal mas com a adição de uma bactéria probiótica,
Bifidobacterium lactis Bbl2 (que pode ser obtida de Christian 7
Hansen, Dinamarca) numa quantidade de 3,6 x 10 unidades formadoras de colónias por grama de fórmula em pó (equivalente a 14 9 4,8 x 10 UFC/litro). Em todas as fórmulas, a proteína consistia em proteínas parcialmente hidrolisadas do soro de leite. As fórmulas experimentais eram derivadas de soro de leite doce e a fórmula de controlo de soro de leite ácido. As fórmulas foram fornecidas embaladas em latas de metal com a sua identidade marcada por um código de cores conhecida apenas pelo pessoal de investigação
As composições das fórmulas estão sumariadas na tabela seguinte:
Concentrações por litro salvo indicação em contrário Experimental Experimental com prabiótico Controlo Energia (kcal) 680 680 670 Proteína (g) 13,1 12, 8 16,0 -g/100 kcal 1,92 1,89 2,39 Gordura (g) 34, 6 34,6 34,6 Lactose (g) 55,3 55,3 55,3 Maltodextrina (g) 23, 7 23, 7 21,5 Na (mmol) 8,7 8,7 7,0 K (mmol) 16,7 16,7 16,5 Cl (mmol) 13, 0 13, 0 11,0 Ca (mg) 423 446 506 P (mg) 244 240 279 Mg (mg) 48,1 48,3 50,2 Mn (pg) 40 40 50 Se (pg) 13 13 0 Fe (mg) 7,1 7,3 12,9 i (pg) 100 100 54 Cu (mg) 0,645 0, 643 0, 733 Zn (mg) 7,3 7,35 6, 75 15
Os perfis de aminoácidos das fórmulas eram os seguintes:
Aminoácidos (g/L) Experimental Controlo Alanina 0, 72 0, 88 Arginina 0, 65 0, 43 Ácido aspártico 1, 61 1, 97 Cisteina 0, 42 0, 41 Ácido glutâmico 2, 42 3,16 Glicina 0,25 0,35 Histidina 0, 40 0,32 Isoleucina 0, 80 1,10 Leucina 1, 73 1, 90 Lisina 1, 40 1,54 Metionina 0,32 0,35 Fenilalanina 0, 47 0,56 Prolina 0, 66 1, 06 Serina 0,57 0, 89 Treonina 0, 76 1,30 Triptofano 0,31 0,29 Tirosina 0, 42 0, 40 Valina 0, 77 1, 05 Distribuição do tamanho de péptidos (%) >5000 Da 1,8 8,7 2500-5000 Da 6,9 8, 9 1000-2500 Da 28, 6 27, 8 <1000 Da 62, 8 64,5 16
Foram recrutados 140 lactentes com a intenção de que, pelo menos, 28 em cada grupo pudessem completar o estudo. Os indivíduos eram normais, saudáveis, a termo com 6 a 9 dias de idade. Foram recrutados números aproximadamente iguais de indivíduos do sexo masculino e do sexo feminino. O estudo estava completo para cada lactente após 112 dias. Os lactentes foram alimentados com as fórmulas atribuídas ad libitum como a única fonte de nutrição. Os dados foram recolhidos a partir dos registos de nascimento, no recrutamento e em visitas no dia 14 (±2), 28 (±2), 42 (±2), 56 (±4), 84 (±4) e 112 (±4).
Foram feitas as seguintes medições e mantidos registos: O crescimento foi avaliado através de medições antropométricas incluindo peso, comprimento recumbente e perímetro cefálico. A ingestão de alimentos foi registada e a tolerância das fórmulas foi avaliada utilizando registos de tolerância de dois dias, registo das fezes e comportamentos relacionados com a alimentação. Amostras de sangue capilar foram recolhidas nos dias 28, 56, 84 e 112 e foram feitas análises laboratoriais de amostras de plasma quanto a albumina, proteína total, azoto de ureia no plasma, hemoglobina, aminoácidos livres no plasma (apenas nos dias 28 e 112), IGF-1 e leptina. Não foi encontrada qualquer diferença significativa no ganho de peso médio, no comprimento médio e no ganho médio de perímetro cefálico por dia entre as três fórmulas. No estado das proteínas, não há diferença significativa excepto para o azoto de ureia plasmático que é mais elevado para a fórmula de controlo (p<0,001) . Não foi encontrada diferença significativa nos níveis plasmáticos de leptina. No entanto, a referência à figura 1 dos desenhos mostra que foi observada uma diferença 17 significativa durante o período do estudo na evolução dos níveis plasmáticos de IGF-1 para os lactentes alimentados com a fórmula de controlo em comparação com os lactentes alimentados com as fórmulas experimentais.
Em lactentes alimentados com as fórmulas experimentais, os níveis de IGF-1 diminuíram significativamente (p = 0,013) entre 0 dia 28 e o dia 112. Os níveis de IGF-1 tinham uma média de 79,3 ± 34,0 (média ± DP, N = 35) aos 28 dias e 58,9 ± 37,8 (N = 41) aos 112 dias de idade. Por outro lado, em lactentes alimentados com a fórmula de controlo os níveis de IGF-1 não diminuíram. Nestes lactentes, os níveis de IGF-1 tinham uma média de 77,5 ± 31,0 (N = 21) aos 28 dias e 80,8 ± 37,8 (N = 27) aos 112 dias de idade. A adição de um probiótico não teve qualquer efeito nos níveis de IGF-1. Estes resultados baseiam-se em amostras de sangue recolhidas de 88 lactentes sendo o número de crianças que completaram o estudo e que não receberam outras fórmulas para lactentes ou alimentos de desmame durante o período de estudo.
Estes resultados estão apresentados graficamente na Figura 1 que mostra os níveis de IGF-1 no plasma em pg/L, determinados a partir de amostras de sangue recolhidas nas visitas do dia 28, 56, 84 e 112. Pode verificar-se que não só foram os níveis de IGF-1 em lactentes alimentados com as fórmulas experimentais mais baixos do que nos alimentados com a fórmula de controlo durante a maior parte do período de estudo, mas também os níveis de IGF-1 em lactentes alimentados com as fórmulas experimentais diminuíram regularmente ao longo do período de estudo e, além disso, a uma velocidade que era substancialmente comparável com o decréscimo dos níveis plasmáticos de IGF-1 em lactentes amamentados durante o mesmo período de tempo (dados de um estudo 18 prévio). Em comparação, o nível plasmático de IGF-1 em lactentes alimentados com a fórmula de controlo praticamente não se alterou durante o período do estudo. Tendo em conta o papel desempenhado por IGF-1 na regulação do crescimento, isto podia ainda proporcionar um mecanismo para reduzir o risco de obesidade mais tarde na vida em lactentes alimentados com fórmula.
Lisboa, 4 de Março de 2011 19

Claims (10)

  1. REIVINDICAÇÕES 1. Utilização de uma fonte de proteínas para a preparação de uma composição nutricional para administração a um lactente, humano de modo a reduzir continuamente o nivel de IGF-1 em circulação nos primeiros poucos meses da vida do lactente, em que a composição contém menos do que 2,25 g de proteina por 100 kcal.
  2. 2. Utilização de uma fonte de proteínas para a preparação de uma composição nutricional para administração a um lactente humano nos primeiros poucos meses da vida do lactente para reduzir o risco de desenvolvimento de obesidade mais tarde na vida, em que a composição contém menos do que 2,25 g de proteina por 100 kcal.
  3. 3. Utilização da Reivindicação 1 ou 2, em que a composição compreende entre 1,8 e 2,0 g de proteínas por 100 kcal.
  4. 4. Utilização de qualquer reivindicação anterior, em que a fonte de proteínas é leite de vaca.
  5. 5. Utilização de qualquer reivindicação anterior, em que a fonte de proteínas é proteína de soro de leite doce de que foi removido o caseíno-glico-macropéptido.
  6. 6. Utilização da Reivindicação 5, em que a composição inclui adicionalmente arginina livre numa quantidade de 0,1 a 3,0% em peso, e/ou histidina livre numa quantidade de 0,1 a 1,5% em peso. 1
  7. 7. Utilização de qualquer reivindicação anterior, em que as proteínas estão intactas.
  8. 8. Utilização de qualquer das reivindicações 1 a 7, em que as proteínas estão parcialmente hidrolisadas.
  9. 9. Utilização da reivindicação 8, em que o grau de hidrólise das proteínas está entre 2 e 20%.
  10. 10. Utilização de qualquer reivindicação anterior, em que a composição nutricional é uma fórmula para lactentes. Lisboa, 4 de Março de 2011 2 1/1
    Figura 1 —Φ— Leite materno —A— Fórmula experimental Fórmula experimental com probióticos Fórmula de contraio
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