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BRPI0619035B1 - pano seco para uso com soluções desinfetantes, sistema de pano para desinfetar superfícies e método para produzir um pano para uso com soluções desinfetantes - Google Patents

pano seco para uso com soluções desinfetantes, sistema de pano para desinfetar superfícies e método para produzir um pano para uso com soluções desinfetantes Download PDF

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Publication number
BRPI0619035B1
BRPI0619035B1 BRPI0619035A BRPI0619035A BRPI0619035B1 BR PI0619035 B1 BRPI0619035 B1 BR PI0619035B1 BR PI0619035 A BRPI0619035 A BR PI0619035A BR PI0619035 A BRPI0619035 A BR PI0619035A BR PI0619035 B1 BRPI0619035 B1 BR PI0619035B1
Authority
BR
Brazil
Prior art keywords
disinfectant
cloth
substrate
release
fibers
Prior art date
Application number
BRPI0619035A
Other languages
English (en)
Inventor
J Detamore James
William Clark James
Shi Hung Hui Philip
Original Assignee
Kimberly Clark Co
Priority date (The priority date is an assumption and is not a legal conclusion. Google has not performed a legal analysis and makes no representation as to the accuracy of the date listed.)
Filing date
Publication date
Family has litigation
First worldwide family litigation filed litigation Critical https://patents.darts-ip.com/?family=36888976&utm_source=google_patent&utm_medium=platform_link&utm_campaign=public_patent_search&patent=BRPI0619035(B1) "Global patent litigation dataset” by Darts-ip is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Application filed by Kimberly Clark Co filed Critical Kimberly Clark Co
Publication of BRPI0619035A2 publication Critical patent/BRPI0619035A2/pt
Publication of BRPI0619035B1 publication Critical patent/BRPI0619035B1/pt

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Abstract

pano para uso com desinfetantes. a invenção refere-se a um pano seco para uso com soluções desinfetantes, que tem fibras sintéticas e um tratamento para liberação do desinfetante que torna o pano estável ao desinfetante ativo. particularmente, o pano é estável para uso em soluções desinfetantes de amônio quaternário e soluções desinfetantes lixiviadoras. descreve-se também um método para produzir esse pano.

Description

(54) Título: PANO SECO PARA USO COM SOLUÇÕES DESINFETANTES, SISTEMA DE PANO PARA DESINFETAR SUPERFÍCIES E MÉTODO PARA PRODUZIR UM PANO PARA USO COM SOLUÇÕES DESINFETANTES (51) Int.CI.: A61K 8/02; C11D 17/04 (30) Prioridade Unionista: 15/12/2005 US 11/300,751 (73) Titular(es): KIMBERLY-CLARK WORLDWIDE, INC.
(72) Inventor(es): JAMES WILLIAM CLARK; PHILIP SHI HUNG HUI; JAMES J. DETAMORE
DE “PANO SECO PARA USO COM SOLUÇÕES DESINFETANTES, SISTEMA PANO PARA DESINFETAR SUPERFÍCIES E MÉTODO PARA PRODUZIR UM PANO PARA USO COM SOLUÇÕES DESINFETANTES
ANTECEDENTES DA INVENÇÃO
Os desinfetantes são usados comumente quando superfícies são limpas para exterminar microrganismos e reduzir a possibilidade de infecções. Os cloretos de amônio quaternário (referidos comumente como “quats) são os pesticidas ativos mais prevalentes usados em desinfetantes. Os rótulos em desinfetantes descrevem como misturá-los e aplicá-los sobre superfícies saturando a superfície ou usando um pano, toalha, esponja ou outro substrato.
Os quats são usados comumente também como ingrediente ativo em sanitizadores. Por definição, os “sanitizadores usam uma concentração mais baixa de compostos quats do que em soluções “desinfetantes. Tipicamente, um sanitizador deve ter apenas 200 a 400 ppm de um quat em solução, enquanto que um desinfetante deve ter 600 a 3.000 ppm de um quat em solução. Assim sendo, os sanitizadores são seguros para limpar superfícies usadas na preparação de alimentos (por exemplo, restaurantes e cozinhas), enquanto que os desinfetantes são usados para limpar superfícies em ambientes hospitalares.
A “U.S. Environmental Protection Agency (EPA) requer que as reivindicações de exterminação sejam substanciadas por estudo de eficácia para o líquido misturado, mas não para o líquido espremido a partir de um pano seco umedecido pelo usuário (ao invés de ser pré-saturado pelo fabricante).
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O problema é que um pano pode esgotar 10-60% do quat ativo do desinfetante, dependendo dos materiais que constituem a construção do pano. Os quats ativos são adsorvidos sobre a superfície do substrato de pano. Por exemplo, as toalhas de papel são usadas prevalentemente por causa da sua absorvência. Entretanto, as toalhas de papel esgotam 60% do quat ativo de uma solução de desinfetante baseada em quat introduzida nessa toalha. Similarmente, os panos de poliéster esgotam cerca de 10% do quat da solução desinfetante introduzida nesse pano. Esta redução de quats ativos em uma solução desinfetante diminuiu a eficácia da solução para exterminar microorganismos nocivos. O mesmo tipo de problema é encontrado também com soluções sanitizantes.
Por exemplo, para que um pano ou outro substrato seja considerado “estável a desinfetantes, o substrato deve ser capaz de espremer 90 a110 por cento do desinfetante ativo que foi introduzido no pano a partir de uma solução de desinfetante. Especificamente, para que um pano seja considerado “estável a quats, o substrato deve ser capaz de espremer 90-110% dos quats introduzidos no substrato a partir de uma solução desinfetante baseada em quat.
Os panos pré-saturados resolvem este problema compensando as concentrações de quats durante o processo de fabricação para ser consistente com o rótulo. Como aqui utilizado, o termo “pré-saturado com relação a um pano referese a panos que são saturados pelo fabricante com o líquido desejado e distribuído para o usuário em uma forma umedecida. Entretanto, no caso de produtos que são distribuídos de 05/02/2018, pág. 8/47 para o cliente como um substrato seco ao qual o cliente adiciona sua própria solução desinfetante, o nível de quats na solução desinfetante não pode ser aumentado. Em tais casos, o cliente deve confiar que o substrato libere 100% dos quats a partir do substrato depois que a solução foi adicionada a esse substrato.
Algumas pessoas enfrentaram este problema se beneficiando da carga positiva do íon de quat ativo em solução. Por exemplo, algumas pessoas conferiram uma carga positiva à superfície de substratos para repelir os íons de quats positivos em solução. No campo de panos para uso com sanitizadores, a patente n_ US 6.667.290, expedida para Svendsen, usa um aglutinante adesivo com carga positiva ou neutra para conferir ao artigo uma carga positiva global a fim de repelir compostos de quats em uma solução sanitizante. Contempla-se também que um surfactante positivamente carregado também pode ser usado nesse artigo. Entretanto, essa solução perde sua eficácia com concentrações de íons quats mais altas do que aquelas presentes em soluções desinfetantes.
Adicionalmente, os panos disponíveis atualmente para uso com desinfetantes e/ou sanitizadores que enfrentam o problema da diminuição da eficácia de quats não são genericamente estáveis em soluções lixiviadoras. Da mesma maneira que acontece com soluções de quats, o desinfetante ativo de soluções lixiviadoras também é adsorvido por substratos de panos não-tratados. Isso é problemático para a maioria dos usuários finais devido ao uso freqüente de soluções lixiviadoras para desinfetar ou sanitizar uma superfíde 05/02/2018, pág. 9/47 cie. Mesmo os que usam soluções de quats em algumas circunstâncias freqüentemente usarão soluções lixiviadoras em outras circunstâncias e gostariam de usar o mesmo pano de limpeza.
SUMÁRIO DA INVENÇÃO
Tendo em vista os problemas com a eficácia de panos em soluções desinfetantes, deseja-se obter um pano que seja estável e compatível para uso com soluções de quats desinfetantes e soluções lixiviadoras desinfetantes.
A presente invenção refere-se a um pano seco para uso com soluções desinfetantes, fabricado a partir de um substrato seco que tem fibras sintéticas e um tratamento para liberação do desinfetante presente sobre o substrato, e onde o pano é estável ao desinfetante ativo. Em algumas modalidades, o pano é estável a quats e também estável a lixívias.
Em algumas modalidades, o tratamento para liberação de desinfetantes é um composto quaternário de amônio, e mais especificamente, pode ser um composto de dialquildimetil-amônio. Mais especificamente, o tratamento para liberação do desinfetante pode ser um composto de X de N,Ndialquil-N.N-dimetil-amônio, onde X é um grupo químico tal como carbonato, bicarbonato, sulfato, metil-sulfato ou etilsulfato. Em uma modalidade, o tratamento para liberação de desinfetante é carbonato de didecil-dimetil-amônio ou bicarbonato de didecil-dimetil-amônio. Em outras modalidades, o tratamento para liberação de desinfetantes pode ser um poliglicosídeo hidróxi-propil-alquil-lauril-dimetil-amônio.
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Em modalidades específicas, o tratamento para liberação de desinfetante pode estar presente sobre o substrato em um nível adicionado de cerca de 0,20% ou menos, baseado no peso do substrato. Em outra modalidade específica, o pano tem também um surfactante presente no substrato de pano.
Em várias modalidades, 100% das fibras usadas na fabricação do substrato podem ser fibras sintéticas. Em outras modalidades, o substrato pode ser fabricado a partir de fibras de polipropileno, fibras de polietileno, fibras de poliéster, ou fibras bicomponentes. Em algumas modalidades, o substrato de pano é fiado por fusão, assentado a seco, assentado a úmido, tricotado ou tecido. O substrato de pano pode ser colado com rolo de estampagem, colado com passagem de ar, ou hidroemaranhado.
A invenção refere-se também a um sistema de pano para desinfetar superfícies, tendo um pano feito de um substrato seco que tem fibras sintéticas e um tratamento para liberação do desinfetante presente sobre o substrato, de tal modo que o pano seja estável a quats e também estável a lixívias. Adicionalmente, o sistema tem uma solução desinfetante e um recipiente que contém o pano para dentro do qual a solução desinfetante pode ser introduzida. Em uma modalidade, o pano do sistema pode ser fabricado a partir de fibras de polipropileno, fibras de polietileno, fibras de poliéster, ou combinações bicomponentes desses polímeros. Em outra modalidade, a solução desinfetante é um desinfetante de amônio quaternário ou um desinfetante em solução lixiviade 05/02/2018, pág. 11/47 dora .
Finalmente, a invenção refere-se também a um método ara produzir um pano para uso com soluções desinfetantes. O método consiste nas etapas de formar um substrato seco que tem fibras sintéticas; e aplicar um tratamento para liberação do desinfetante ao substrato, que torna o pano estável a quats e também estável a lixívias. Em algumas modalidades, o tratamento para liberação de desinfetante pode ser aplicado durante a formação do substrato. Em outras modalidades, o tratamento para liberação de desinfetante pode ser aplicado às fibras sintéticas antes da formação do substrato. Em outra modalidade, o tratamento para liberação de desinfetante pode ser aplicado às fibras sintéticas depois da formação do substrato.
Em uma modalidade, o método inclui a etapa de tratar termicamente o substrato depois que o substrato foi tratado com o tratamento para liberação de desinfetante.
No interesse de brevidade e concisão, quaisquer faixas de valores enunciadas neste relatório descritivo contemplam todos valores dentro da faixa e devem ser interpretadas como fundamento para as reivindicações que enunciam quaisquer subfaixas que têm limites que são valores de números inteiros dentro da faixa especificada em questão. A título de exemplo ilustrativo hipotético, uma descrição neste relatório descritivo de uma faixa entre 1 e 5 deve ser considerada um fundamento reivindicações para qualquer uma das seguintes faixas: 1-5; 1-4; 1-3; 1-2; 2-5; 2-4; 2-3; 3-5; 34; e 4-5.
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Definições
Como aqui utilizado, o termo “pano ou manta nãotecida significa uma manta que tem uma estrutura de fibras ou fios que são intercalados, mas não de uma maneira identificável como em um pano tricotado. Os panos ou mantas nãotecidas têm sido formadas a partir de muitos processos tais como, por exemplo, processos de sopro por fusão, processos de consolidação térmica (spunbonding), e processos de mantas cardadas consolidadas. A gramatura de panos não-tecidos é expressa usualmente em onças de material por jarda quadrada (osy) ou gramas por metro quadrado (g/m2) e os diâmetros das fibras são expressos usualmente em mícrons (Nota: para converter de osy para g/m2, multiplicar por 33,91).
Como aqui utilizado, os termos “consolidação térmica (spunbonding) e “filamentos consolidados termicamente (spunbonded filaments) referem-se a filamentos contínuos com diâmetro pequeno, que são formados extrudando um material termoplástico fundido como filamentos a partir de capilares finos, usualmente circulares, de uma matriz (spinnerette), sendo que o diâmetro dos filamentos extrudados é depois reduzido rapidamente, por exemplo, por estiramento redutor e/ou outros mecanismos bem conhecidos de consolidação térmica. A produção de mantas não-tecidas consolidadas termicamente está ilustrada em patentes tais como, por exemplo, as patentes n— US 4.340.563, expedida para Appel et al., e US 3.692.618, expedida para Dorschner et al. Os teores destas patentes são aqui incorporadas como referência.
Como aqui utilizado, o termo “soprado em fusão de 05/02/2018, pág. 13/47 significa fibras formadas extrudando um material termoplástico fundido através de uma pluralidade de capilares finos de matrizes, usualmente circulares, como fios ou filamentos fundidos para dentro de correntes de um gás (por exemplo, ar) convergente em alta velocidade, que atenuam os filamentos do material termoplástico fundido para reduzir seu diâmetro, que pode ser um diâmetro de microfibra. Depois disso, as fibras sopradas em fusão são transportadas pela corrente de gás em alta velocidade e depositadas sobre uma superfície coletora para formar uma manta de fibras sopradas em fusão dispersadas aleatoriamente. Esse processo está descrito em várias patentes e publicações, incluindo o NRL Report 4364, “Manufacture of Super-Fine Organic Fibers por B. A. Wendt, E. L. Boone e D. D. Fluharty; NRL Report 5265, “An Improved Device for the Formation of Super-Fine Thermoplastic Fibers, por K. D. Lawrence, R. T. Lukas e J. A. Young; e patente n_ US 3.849.241, expedida em 19 de novembro de 1974 para Butin et al.
Como aqui utilizado, o termo “mantas cardadas consolidadas refere-se a mantas que são fabricadas a partir de fibras picadas (staple) que são usualmente adquiridas em fardos. Os fardos são colocados em uma unidade/pinçadora desfibradora que separa as fibras. A seguir, as fibras são enviadas através de uma unidade combinadora ou cardadora que desagrega ainda mais e alinha as fibras picadas na direção da máquina, de modo a formar uma manta fibrosa não-tecida orientada na direção da máquina. Depois que a manta foi formada, ela é então aglutinada por um ou mais entre vários de 05/02/2018, pág. 14/47 métodos de colagem. Um método de colagem é uma colagem em pó, onde um adesivo em pó é distribuído pela manta inteira e depois é ativado, usualmente aquecendo a manta e o adesivo com ar quente. Outro método de colagem é a colagem por estampagem, onde rolos de calandragem aquecidos ou um equipamento de colagem ultra-sônica é usado para unir as fibras entre si, usualmente em um padrão de colagem localizado através da manta e/ou alternativamente a manta pode ser colada através da sua superfície inteira, caso desejado. Quando são usadas fibras picadas bicomponentes, um equipamento de colagem com passagem de ar é, para muitas aplicações, especialmente vantajoso.
Como aqui utilizado, o termo “laminado multicamada significa um laminado no qual uma ou mais das camadas podem ser consolidadas termicamente e/ou sopradas em fusão, tal como um laminado consolidado termicamente/soprado em fusão/consolidado termicamente (SDS) e outros descritos nas patentes n— US 4.041.203, expedida para Brock et al.; 5.169.706, expedida para Collier et al. ; 5.145.727, expedida para Potts et al. ; 5.178.931, expedida para Perkins et al. ; e 5.188.885, expedida para Timmons et al. Tal laminado pode ser fabricado depositando seqüencialmente em cima de uma correia formadora móvel primeiramente uma camada de pano consolidado termicamente, depois uma camada de pano soprado em fusão e por último outra camada consolidada termicamente, e depois aglutinando o laminado de uma maneira descrita abaixo. Alternativamente, as camadas de pano podem ser fabricadas individualmente, coletadas em rolos, e combinadas de 05/02/2018, pág. 15/47 em uma etapa de aglutinação separada. Tais panos têm usualmente uma gramatura entre cerca de 6 e 400 g/m2 (entre 0,1 e 12 osy), ou mais particularmente, entre cerca de 13,6 e 101,7 g/m2 (entre 0,40 e 3 osy) . Os laminados multicamadas para muitas aplicações têm também uma ou mais camadas de filmes que podem assumir muitas configurações diferentes e podem incluir outros materiais tais como espumas, gazes, mantas tecidas ou tricotadas, e similares.
Como aqui utilizado, o termo “polímero inclui genericamente, porém sem limitações, homopolímeros, copolímeros, tais como, por exemplo, copolímeros em bloco, enxertados, aleatórios e alternados, etc., e misturas e modificações deles. Além disso, a menos que especificamente limitado de fora diferente, o termo “polímero inclui todas configurações geométricas possíveis da molécula. Estas configurações incluem, porém sem limitações, as simetrias isotácticas, sindiotáticas e aleatórias.
Como aqui utilizado, o termo “termoplástico refere-se a um polímero que é capaz de ser processado em fusão.
Como aqui utilizado, o termo “fibra monocomponente refere-se a uma fibra formada a partir de um polímero ao qual foram adicionadas pequenas quantidades de aditivos para obter cor, propriedades antiestáticas, lubrificação, caráter hidrofílico, etc. Estes aditivos, como por exemplo, dióxido de titânio para obter cor, estão presentes genericamente em uma quantidade menor do que 5% em peso, e mais tipicamente, cerca de 2% em peso.
Como aqui utilizado, o termo “fibras conjugadas de 05/02/2018, pág. 16/47 refere-se a fibras que foam formadas a partir de pelo menos dois polímeros extrudados em extrusoras separadas, mas fiados entre si para formar uma fibra. As fibras conjugadas são referidas algumas vezes como fibras multicomponentes ou bicomponentes. Os polímeros são usualmente diferentes entre si, embora as fibras conjugadas possam ser fibras monocomponentes. Os polímeros são arranjados em zonas distintas posicionadas de forma substancialmente constante através da seção transversal das fibras conjugadas e es estendem continuamente ao longo do comprimento das fibras conjugadas. A configuração dessa fibra conjugada pode ser, por exemplo, um arranjo casca/núcleo no qual um polímero é circundado por outro, ou pode ser um arranjo lado a lado, um arranjo de torta, ou um arranjo de “arquipélagos. As fibras conjugadas estão enunciadas nas patentes n— US 5.108.820, expedida para Kaneko et al.; 4.795.668, expedida para Krueger et al.; 5.540.992, expedida para Marcher et al.; e 5.336.552, expedida para Strack et al. As fibras conjugadas estão enunciadas também na patente n_ US 5.382.400, expedida para Pike et al., e podem ser usadas para produzir pregas nas fibras usando as taxas diferenciais de expansão e contração dos dois (ou mais) polímeros. As fibras pregueadas podem ser produzidas também por meios mecânicos e pelo processo da patente alemã n_ DT 25 13 251 A1. No caso de fibras com dois componentes, os polímeros podem estar presentes em razões de
75:25, 50:50, 25:75, ou quaisquer razões desejadas. As fibras podem ter também formatos tais como aqueles descritos nas patentes n— US 5.277.976, expedida para Hogle et al.;
de 05/02/2018, pág. 17/47
5.466.410, expedida para Hills; e 5.069.970 e 5.057.368, expedidas para Largman et al., que descrevem fibras com formatos não-convencionais.
Como aqi utilizado, o termo “fibras biconstituintes refere-se a fibras que foram formadas a partir de pelo menos dois polímeros extrudados na mesma extrusora como uma mistura. O termo “mistura está definido abaixo. As fibras biconstituintes não têm os vários componentes poliméricos arranjados em zonas distintas posicionadas de forma relativamente constante através da seção transversal da fibra e os vários polímeros não são usualmente contínuos ao longo do comprimento inteiro da fibra, mas ao invés disso, usualmente formam fibrilas ou protofibrilas que começam e terminam aleatoriamente. As fibras biconstituintes são algumas vezes referidas também como fibras multiconstituintes. As fibras deste tipo genérico estão discutidas, por exemplo, nas patentes n— 5.108.827 e 5.294.482, expedidas para Gessner. As fibras bicomponentes e biconstituintes estão discutidas também no livro-texto “Polymer Blends and Composites por John A. Manson e Leslie H. Sperling, Copyright 1976 por Plenum Press, uma divisão da Plenum Publishing Corporation de New York, IBSN 0-306-30831-2, páginas 273 até 277.
Como aqui utilizado, o termo “filamentos contínuos refere-se a fios de filamentos poliméricos formados continuamente, tendo uma razão de comprimento para diâmetro de pelo menos cerca de 1.000 e usualmente muito mais alta. Tais filamentos devem ser tipicamente formados extrudando um material fundido através de um cabeçote de matriz que tem um de 05/02/2018, pág. 18/47 certo tipo e arranjo de furos capilares dentro dele.
Como aqui utilizado, o termo “fibra picada refere-se a uma fibra que foi formada ou cortada em comprimentos picados de genericamente 20 cm ou menos.
BREVE DESCRIÇÃO DOS DESENHOS
A Figura 1 é uma plotagem da porcentagem de quat ativo na solução espremida a partir de panos exemplificativos comparativos em vários períodos de tempo do teste.
A Figura 2 é uma plotagem da porcentagem de quat ativo na solução espremida a partir de panos exemplificativos da presente invenção em vários períodos de tempo do teste.
A Figura 3 é uma plotagem da porcentagem de quat ativo na solução espremida a partir de panos exemplificativos comparativos em vários períodos de tempo do teste.
A Figura 4 é uma plotagem da porcentagem de quat ativo na solução espremida a partir de panos exemplificativos comparativos em vários períodos de tempo do teste.
A Figura 5 é uma plotagem da porcentagem de quat ativo na solução espremida a partir de panos exemplificativos comparativos em vários períodos de tempo do teste.
A Figura 6 é uma plotagem da porcentagem de quat ativo na solução espremida a partir de panos exemplificativos da presente invenção em vários períodos de tempo do teste.
A Figura 7 é uma plotagem da porcentagem de desinfetante ativo de lixiviação na solução espremida a partir de panos exemplificativos comparativos em vários períodos de de 05/02/2018, pág. 19/47 tempo do teste.
A Figura 8 é uma plotagem da porcentagem de desinfetante ativo de lixiviação na solução espremida a partir de panos exemplificativos da presente invenção em vários períodos de tempo do teste.
A Figura 9 é uma plotagem da porcentagem de desinfetante ativo na solução espremida, em vários períodos de tempo do teste, a partir de um pano da presente invenção envelhecido por 7 dias a 55 oC para diferentes soluções desinfetantes.
A Figura 10 é uma plotagem da porcentagem de desinfetante ativo na solução espremida, em vários períodos de tempo do teste, a partir de um pano da presente invenção envelhecido por 14 dias a 55 oC para diferentes soluções desinfetantes.
A Figura 11 é uma plotagem da porcentagem de desinfetante ativo na solução espremida, em vários períodos de tempo do teste, a partir de um pano da presente invenção envelhecido por 45 dias a 55 oC para diferentes soluções desinfetantes.
DESCRIÇÃO DETALHADA DA INVENÇÃO
Esta invenção refere-se a panos que são distribuídos aos usuários finais em uma forma substancialmente seca (isto é, não pré-saturada). O usuário pode adicionar ou usar sua própria solução desinfetante ou sanitizadora com os panos para desinfetar ou sanitizar superfícies. O usuário final pode embeber um pano individual na sua solução desinfetante ou o desinfetante, ao invés disso, pode ser adiciode 05/02/2018, pág. 20/47 nado a uma coleção de panos secos, de modo a saturar a coleção inteira de panos. Um exemplo deste tipo de execução é o sistema WETTASK®, disponível na Kimberly-Clark Corporation (Roswell, GA, EUA), onde o usuário recebe um rolo de panos e um balde dentro do qual o usuário pode verter seu desinfetante, sanitizador ou outro produto de limpeza para saturar o pano. Os panos saturados podem ser então usados para desinfetar, sanitizar ou limpar de outra forma as superfícies.
Os panos secos podem ser fornecidos para o usuário final em qualquer formato útil para o usuário. Os panos podem ser fornecidos aos usuários como um pano individual, como uma pilha de panos individuais, como uma pilha de panos dobrados, como um rolo de panos, ou qualquer outro formato que atenda às necessidades específicas do usuário. Adicionalmente, o pano pode ser fornecido ao usuário com uma embalagem especializada para facilitar o uso do pano com as soluções desinfetantes, sanitizadoras e/ou limpadoras do usuário. Por exemplo, o sistema WETTASK® é fornecido ao usuário com um balde dentro do qual as soluções e um rolo de panos podem ser colocados.
Os panos da presente invenção são fabricados a partir de fibras que são apropriadas para o uso final do pano. As fibras podem ser relativamente curtas, fibras com comprimento cortado, tipicamente menos do que 7,6 cm (3 in), ou mais longo, e fibras substancialmente mais contínuas, tais como aquelas produzidas por um processo de fiação em fusão (isto é, processos de consolidação térmica e sopro em fusão). Prefere-se que os panos sejam fabricados a partir de 05/02/2018, pág. 21/47 de fibras sintéticas tais como poliésteres, nylons, polipropilenos, polietilenos, acrílicos, polivinilas, poliuretanas, e outras dessas fibras sintéticas bem conhecidas. As poliolefinas apropriadas incluem, porém sem limitações, polietileno, polipropileno, polibutileno, e similares; as poliamidas apropriadas incluem, porém sem limitações, nylon 6, nylon 6/6, nylon 10, nylon 12, e similares; e os poliésteres apropriados incluem, porém sem limitações, poli(tereftalato de etileno), poli(tereftalato de butileno), e similares.
Os panos podem ter adicionalmente mais do que um tipo de fibra, podem ter fibras biconstituintes, ou podem ter fibras conjugadas. Adicionalmente, embora prefira-se que fibras sintéticas sejam usadas nos panos da presente invenção, fibras naturais tais como materiais celulósicos também podem estar presentes. Similarmente, fibras celulósicas regeneradas tais como rayon podem estar presentes nos panos da presente invenção como uma adição às fibras sintéticas.
Os processos usados para fabricar os panos da presente invenção são genericamente bem conhecidos na indústria. Tais panos são produzidos por uma série de maneiras bem conhecidas. Os panos podem ser fabricados por processos de fabricação de panos tecidos, tricotados, formados a úmido, formados a seco, e não-tecidos. Estes processos podem incluir, porém sem limitações, processos de consolidação térmica, sopro em fusão, manta cardada consolidada de fibras picadas, assentamento com ar, processos de assentamento a úmido, fiação em solução, consolidação com rolos de estampagem, consolidação com passagem de ar, e hidroemaranhamento.
de 05/02/2018, pág. 22/47
Os panos podem ser fabricados a partir de mantas de substrato que são mantas com uma única camada ou podem ser fabricados a partir de mantas de substrato feitas de múltiplas camadas. Uma manta de substrato feita de múltiplas camadas pode ter materiais similares em cada camada ou pode ser feia de camadas diferentes. O pano pode ser um laminado multicamada.
Pretende-se que as mantas de substrato da presente invenção sejam substancialmente secas e o pano resultante esteja substancialmente seco quando distribuído para o usuário. Como aqui utilizado, o termo “substancialmente seco refere-se ao pano estar isento de líquido a não ser a umidade do meio ambiente.
Os exemplos de materiais que podem ser usados para os panos da presente invenção estão descritos nas patentes n— US 4.820.577, expedida para Morman et al.; 4.950.526, expedida para Singleton; 5.350.624, expedida para Georger et al.; 6.331.230, expedida para Hermans et al.; 6.149.767, expedida para Hermans et al.; 6.177.370, expedida para Skoog et al.; 6.649.547, expedida para Arnold et al.; 6.692.825, expedida para Qin et al.; 6.736.916, expedida para Steinke et al.; 6.777.056, expedida para Boggs et al.; 6.797.360, expedida para Varona; e 6.797.377, expedida para DeLuccia et al.
Um exemplo de um material que pode ser usado para o pano da invenção são os materiais hidroemaranhados usados comumente nesses panos e comercializados pela Kimberly-Clark
Corporation, de Roswell, GA, EUA, como HYDROKNIT®. Os exemde 05/02/2018, pág. 23/47 plos de tais materiais hidremaranhados estão discutidos nas patentes n— US 5.284.703, expedida para Everhart et al.; 5.389.202, expedida para Everhart et al.; 6.103.061, expedida para Anderson et al.; e 6.784.126, expedida para Everhart et al.
Pretende-se que os panos da presente invenção sejam apropriados para uso com desinfetantes, sanitizadores e limpadores que são usados comumente para desinfetar, sanitizar e limpar superfícies. Como discutido acima, a maioria dos desinfetantes e sanitizadores disponíveis comumente usa um composto de cloreto de amônio quaternário (quat) como um desinfetante ativo na solução desinfetante. Os exemplos de tais soluções desinfetantes incluem Virex II 128 OneStep Disinfectant Cleaner and Deodorant, disponível na Johnson Diversey, Inc. (Sturtevant, WI, EUA) . Outras soluções com desinfetantes quat estão disponíveis na 3M (St. Paul, MN, EUA) e comercializados sob as designações comerciais 5L 3M™ Quat Disinfectant Cleaner 5L (Produto n_ 5) e 4L 3M™ Bathroom Disinfectant Cleaner 4L (Produto n_ 4) .
As soluções lixiviadoras de hipoclorito de sódio são outro desinfetante comum. Tais soluções são bem conhecidas e estão disponíveis comumente em muitos fornecedores.
A presente invenção fornece um pano que pode ser usado com esses desinfetantes comuns sem diminuir acentuadamente a eficácia do desinfetante ativo da solução. O pano é considerado como sendo estável com essas soluções desinfetantes comuns. Especificamente, a adição de um tratamento para liberação de desinfetante ao pano da presente invenção de 05/02/2018, pág. 24/47 impede que o desinfetante ativo de uma solução desinfetante seja adsorvido sobre o pano. Como aqui utilizado, o termo “estável com relação ao uso do pano com soluções desinfetantes, refere-se ao pano ser capaz de espremer entre cerca de 90 e 110% do desinfetante ativo que é introduzido em solução no pano. Deseja-se também que o pano permaneça estável durante um período de tempo no qual se espera que esses panos fiquem expostos a essas soluções desinfetantes (por exemplo, o tempo em que esses panos ficariam dentro de um balde com a solução desinfetante).
Deve-se entender que, embora a discussão de “estabilidade neste caso tenha sido com relação a soluções desinfetantes, a característica se aplicaria também a soluções sanitizadoras. É razoável concluir que um pano que é estável quanto às concentrações mais altas do componente ativo presente em soluções desinfetantes (isto é, mais componente ativo disponível para ser adsorvido pelo pano) será estável também quanto às concentrações mais baixas deste mesmo ingrediente ativo presente em uma solução sanitizadora (isto é, menos componente ativo disponível para ser adsorvido pelo pano).
Um dos tratamentos para liberação de desinfetantes que demonstrou ser estável em desinfetantes quat e lixiviadores são os compostos de dialquil-dimetil-amônio. Um tipo específico de composto de dialquil-dimetil-amônio que demonstrou ser útil para a presente invenção são os compostos de carbonato e bicarbonato de dialquil-dimetil-amônio. Estes compostos de dialquil-dimetil-amônio têm um subgrupo de 05/02/2018, pág. 25/47 carbonato ou bicarbonato e são encontrados freqüentemente em solução. Um composto específico é o carbonato/bicarbonato de didecil-dimetil-amônio em solução disponível na Lonza, Inc. (Fair Lawn, NJ. EUA) e comercializado sob a designação comercial Carboquat® 22C50 (anteriormente o principal uso de compostos Carboquat® tinha sido como um tratamento fungicida/inseticida de madeira). Similarmente, o composto de dialquil-dimetil-amônio pode ter grupos sulfato, tais como grupos sulfato, metil-sulfato ou etil-sulfato, em vez de grupos carbonato ou bicarbonato.
Outra classe de tratamentos para liberação de desinfetantes, que demonstrou ser estável em desinfetantes quat e lixiviadores, são compostos de alquil-poliglicosídeoamônio. Tais compostos são derivados de açúcares com cadeias alquílicas longas, onde a cadeia principal de um açúcar ou de alquil-poliglicosídeo é quaternizada. Um exemplo de tal composto seriam os hidróxi-propil-alquil-poliglicosídeos de lauril-dimetil-amônio, tais como os comercializados pela Colonial Chemical, Inc. (South Pittsburg, TN, EUA), sob as designações comerciais SugaQuat® L-1010, L-1210, e L-8610 (anteriormente o principal uso dos compostos SugaQuat® era como um condicionador dermatológico e capilar para uso em formulações de higiene pessoal).
Embora os inventores não pretendam se limitar a qualquer teoria operacional, acredita-se que os tratamentos para liberação de desinfetantes da presente invenção impedem a adsorção dos desinfetantes ativos por dois mecanismos. Estes mecanismos se baseiam no tratamento para liberação de de 05/02/2018, pág. 26/47 desinfetante que tem um grupo catiônico e um grande grupo aniônico. No primeiro mecanismo, a natureza catiônica do tratamento para liberação de desinfetante da presente invenção repele eletroquimicamente os desinfetantes ativos. No segundo mecanismo, a geometria física singular dos tratamentos para liberação de desinfetante da presente invenção impede que o desinfetante ativo da solução desinfetante seja adsorvido sobre o pano. Assim sendo, os tratamentos para liberação de desinfetante da presente invenção são capazes de conferir ao pano a capacidade de permanecer estável em uma solução desinfetante baseada em quats ou em uma solução desinfetante baseada em lixívia.
Acredita-se que outros tratamentos similares para liberação de desinfetantes também podem ser possíveis baseado nestes mecanismos e podem proporcionar estabilidade similar a quats e lixívias para um pano. Outros tratamentos similares que têm a capacidade de repelir eletroquimicamente desinfetantes ativos e também impedir geometricamente que eles sejam adsorvidos sobre o substrato de pano podem ser desenvolvidos similarmente. Por exemplo, os compostos de imidazolínio, tal como o metil-sulfato de imidazolínio, também devem proporcionar estabilidade similar a desinfetantes quats e lixiviadores, particularmente quando o componente aniônico dos compostos são os grupos químicos discutidos acima (isto é, carbonato, bicarbonato, sulfato, metilsulfato, etil-sulfato, etc.).
O tratamento para liberação de desinfetante pode ser adicionado aos panos da invenção por qualquer método de 05/02/2018, pág. 27/47 apropriado bem conhecido para adicionar tais tratamentos a substratos. O tratamento pode ser adicionado a fibras picadas antes da conversão em substratos, ou ele pode ser incorporado dentro da fibra durante a extrusão em fusão das fibras. Similarmente, o tratamento pode ser adicionado às mantas de substrato do pano em qualquer ponto durante a produção das mantas de substrato. O tratamento pode ser aplicado por qualquer um dos muitos processos bem conhecidos que incluem, porém sem limitações, aplicação por spray, impressão por gravação, escova, espuma, matriz com fenda, imersão e espremeção, saturação, ou outros processos similares.
Tipicamente, o tratamento para liberação de desinfetantes deve ser aplicado ao substrato de pano em um nível adicionado menor do que 0,20% em peso do pano. Mais preferivelmente, o tratamento para liberação de desinfetante deve estar presente em uma quantidade entre cerca de 0,05% e cerca de 0,20%. Ainda mais preferivelmente, o tratamento para liberação de desinfetante deve estar presente em uma quantidade entre cerca de 0,08% e 0,15%.
Opcionalmente, os panos da presente invenção podem incorporar também outros compostos além do tratamento para liberação de desinfetante. Tais compostos adicionais podem ser os compostos que melhoram a funcionalidade ou a estética do pano. Por exemplo, esses compostos adicionais podem incluir, porém sem limitações, surfactantes, tampões de pH, agentes quelantes, agentes antimicrobianos, e similares.
Adicionalmente, descobriu-se agora surpreendentemente que os panos que têm o tratamento para liberação de de 05/02/2018, pág. 28/47 desinfetante da presente invenção são aperfeiçoados com algum recozimento térmico. Descobriu-se que submeter os panos acabados da presente invenção a uma temperatura ligeiramente elevada diminui a variabilidade na eficiência da capacidade de o pano liberar desinfetantes ativos. É preferível que este recozimento térmico seja conduzido em uma temperatura maior do que cerca de 25 oC e menor do que cerca de 100 oC. Mais preferivelmente, o recozimento térmico deve ser conduzido em uma temperatura entre cerca de 38 oC e 65 oC. É preferível também que os panos da presente invenção sejam expostos a estas temperaturas elevadas por menos do que 45 dias. Mais preferivelmente, os panos da presente invenção devem ser expostos às temperaturas elevadas por cerca de 14 dias ou menos.
EXEMPLOS
Exemplos 1-7
Um material de polipropileno soprado em fusão (100% polipropileno) foi fabricado em uma linha-piloto e foi tratado com vários tratamentos para liberação de desinfetante da presente invenção. O material de polipropileno soprado em fusão foi fabricado até uma gramatura-alvo de 33,91 g/m2 (1 oz/yd2). O tratamento para liberação de desinfetante foi borrifado diretamente para dentro do fardo de fibras do processo de sopro em fusão entre a fenda de saída da ponta da matriz e a tela de arame formadora rolante sobre a qual as fibras sopradas em fusão foram coletadas para formar a manta soprada em fusão. A manta soprada em fusão foi então consolidada com uma calandra com padrão pontual de colade 05/02/2018, pág. 29/47
4 gem térmica a 177 oC (350 oF) . Um vácuo (457,2 kg/m2 ou 457 mm (18 in) de H2O a 533,4 kg/m2 ou 533 mm (21 in) de H2O) embaixo da tela de arame formadora consolidou ainda mais as fibras e puxou qualquer excesso da solução de tratamento através da manta fibrosa.
O material de polipropileno soprado em fusão foi perfurado para panos com 305 mm (12 in) de largura por 318 mm (12,5 in) de comprimento, dobrado em V e enrolado sem um núcleo em uma configuração distribuidora em fluxo central. Os rolos acabados tinham aproximadamente 154 mm (6 in) de altura e aproximadamente 154 mm (6 in) de diâmetro.
Três tratamentos para liberação de desinfetante da presente invenção foram usados para produzir os panos does Exemplos 1-4, como descrito na Tabela 1. Os Exemplos 1 e 2 foram dois níveis diferentes adicionados de Carboquat® 22C50. O Exemplo 3 foi produzido da mesma maneira com SugaQuat® L-1010. O Exemplo 4 foi produzido da mesma maneira com SugaQuat® L-6810.
Adicionalmente, três códigos comparativos também foram produzidos (Exemplos 5-7). O Exemplo 5 foi a manta de polipropileno soprado em fusão sem qualquer tratamento adicionado. O Exemplo 6 foi fabricado com um surfactante Glucopon 220UP, disponível na Cognis Corp. (Cincinnati, OH. EUA). O Exemplo 7 foi fabricado com o composto cloreto de amônio quaternário, Bardac® 2280, dispionível na Lonza, Inc.
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TABELA 1
Exemplo Tratamento Nível Adicionado (%)
1 Carboquat® 22C50 0,08
2 Carboquat® 22C50 0,10
3 SugaQuat® L-1010 0,12
4 SugaQuat® L-8610 0,08
5 Nenhum n/a
6 Glucopon 220UP 0, 70
7 Bardac® 2280 0,10
Teste
Para avaliar a eficiência dos panos da presente invenção para liberar desinfetantes ativos, os rolos foram primeiramente saturados com solução desinfetante que tem uma concentração conhecida de desinfetante ativo. As amostras de pano foram então removidas dos rolos e a solução desinfetante foi espremida do pano. Adesinfetante espremida foi então analisada e a concentração do desinfetante ativo es10 premido foi comparada com a concentração do desinfetante ativo fornecida inicialmente ao rolo de pano.
Quatro soluções desinfetantes diferentes foram usadas no teste dos panos da presente invenção: (1) Virex 128 da Johnson Diversey, Inc. (Sturtevant, WI, EUA), (2) 3M15 4L da 3M (St. Paul, MN, EUA); (3) 3M-5L da 3M (St. Paul, MN, EUA); e (4) lixívia de cloro da Clorox (Oakland, CA, EUA). Cada um dos desinfetantes foi fabricado em concentrações específicas por diluição com água desmineralizada. As razões de diluição de desinfetante para água foram: (1) Virex 128,
Petição 870180010084, de 05/02/2018, pág. 31/47 para 128; (2) 3M-4L, 1 para 59; (3) 3M-5L, 1 para 256; e (4) lixívia, 1 para 24.
O rolo de amostras de pano foi colocado em um balde de 4,54 L (1,2 galões) que tem uma tampa de topo com rosca e um orifício de descarga da tampa, sendo o rolo colocado no balde de tal modo que a borda não-dobrada do rolo fique voltada para cima. Uma quantidade de 1,89 L (0,5 gal) da solução desinfetante em teste foi então vertida sobre o rolo, tomando cuidado para evitar verter a solução sobre o núcleo (centro) do rolo aberto ou sobre o espaço perimetral entre o rolo e o balde. A tampa foi então colocada sobre o balde. Adicionalmente, 1,89 L (0,5 gal) da mesma solução desinfetante do teste ficou retido como um controle.
Amostras foram retiradas desses baldes do teste em períodos de 1 hora, 3 dias, 7 dias, 14 dias e 28 dias. Para cada período de amostragem, dez panos foram removidos através do orifício de distribuição do balde e colocados em um saco de plástico grande revedável. O saco foi então espremido para obter cerca de 120 mL da solução desinfetante contida dentro das amostras de pano saturadas. A solução desinfetante espremida foi então analisada quanto a desinfetantes ativos. O saco de plástico e as amostras de pano foram então descartados. Como um controle, uma quantidade similar de solução desinfetante também foi removida da amostra de controle nos mesmos intervalos do teste.
A amina quaternária presente na solução espremida dos panos e na amostra de controle foi determinada por uma retrotitulação, utilizando um eletrodo surfactante e um aude 05/02/2018, pág. 32/47 totitulador. Na retrotitulação, um excesso (10 mL) de solução de lauril-sulfato de sódio (0,005 M) foi adicionado a uma alíquota de 25 mL da amostra da solução, junto com 70 mL de água destilada, e depois titulado com cloreto de benzetônio (0,05 M). Três titulações foram realizadas para cada amostra de 120 mL da solução espremida.
A retrotitulação foi completada usando um atotitulador Titrino Modelo 736CP, um um auto-amostrador Modelo 730 Sample Changer, e utilizando o software Brinkmann Titrino Workcell versão 4.0, todos disponíveis na Metrohm (Herisau, Suíça). Foram usados também um Eletrodo Surfactante Orion Modelo 93-42 e um Eletrodo Referencial com Junta Dupla Orion Modelo 90-02, ambos disponíveis na Thermo Electron Corporation (Waltham, MA, EUA).
A porcentagem de desinfetante espremida foi então calculada dividindo a concentração de amina quaternária presente no espremido do pano pela concentração de amina quaternária presente na amostra de controle.
Similarmente, o hipoclorito de sódio presente na solução espremida do pano saturado na solução lixiviadora e na amostra de controle foi determinado por uma titulação de oxirredução. Na titulação por oxirredução, 60 mL de ácido acético a 3,33% e 10 mL de iodeto de potássio 1,0 N foram adicionados a uma alíquota de 25 mL da amostra da solução. Uma cor de ferrugem escura se desenvolveu e, sob agitação, a mistura foi titulada com padrão de tiossulfato de sódio 0,1 N até aparecer uma cor amarelo-clara. Aproximadamente 3 a 4 mL de indicador de amido a 0,3% foram adicionados e uma cor de 05/02/2018, pág. 33/47 púrpura escura se desenvolveu. Sob a forma de gotas, a mistura foi titulada até um ponto final incolor.
Da mesma forma que o teste de amina quaternária, a porcentagem de desinfetante espremida foi então calculada dividindo a concentração de hipoclorito de sódio presente o espremido do pano dividido pela concentração de hipoclorito de sódio presente na amostra de controle.
Os rolos de cada um dos exemplos foram testados com cada uma das quatro soluções desinfetantes. As Tabelas 2, 3, 4 e 5 fornecem os resultados para a porcentagem de desinfetante espremido o teste com Virex 128, 3M-4L, 3M-5L e soluções desinfetantes lixiviadoras, respectivamente. Adicionalmente, os resultados estão plotados as Figuras 1 a 8 para cada una das soluções desinfetantes. Os exemplos que usaram o tratamento para liberação de desinfetante da presente invenção (Exemplos 1 a 4) estão plotados nas Figuras 1, 3, 5 e 7. Deve-se assinalar que nenhum resultado é fornecido para o Exemplo Comparativo 1 no caso da solução lixiviadora porque o material de polipropileno soprado em fusão não absorveria qualquer uma das soluções, e assim sendo, não houve solução espremida para testar.
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TABELA 2
Liberação de Quat no Caso do Desinfetante Virex
128
Tempo de Extração
Exemplo 0 Dia 3 Dias 7 Dias 14 Dias 28 Dias
1 95% 94% 94% 103% 92%
2 102% 100% 94% 102%
3 96% 95% 97% 92% 87%
4 96% 90% 93% 97% 86%
5 80% 89% 89% 83% 81%
6 82% 78% 78% 91% 91%
7 96% 96% 97% 97% 93%
TABELA 3
Liberação de Quat no Caso do Desinfetante 3M-4L
Tempo de Extração
Exemplo 0 Dia 3 Dias 7 Dias 14 Dias 28 Dias
1 108% 103% 102% 105% 109%
2 107% 107% 105% 105%
3 108% 102% 105% 104% 111%
4 110% 102% 104% 103% 102%
5 126% 105% 107% 107% 100%
6 120% 112% 128% 107% 95%
7 142% 124% 139% 118% 100%
Petição 870180010084, de 05/02/2018, pág. 35/47
TABELA 4
Liberação de Quat no Caso do Desinfetante 3M-5L
Tempo de Extração
Exemplo 0 Dia 3 Dias 7 Dias 14 Dias 28 Dias
1 100% 97% 95% 95% 92%
2 96% 99% 93% 94%
3 95% 90% 91% 91% 85%
4 92% 90% 90% 94% 84%
5 89% 96% 96% 87% 100%
6 88% 92% 89% 86% 87%
7 98% 98% 101% 97% 98%
TABELA 5
Liberação de Desinfetante Lixiviador
Exemplo 0 Dia 3 Dias 7 Dias
1 96% 94% 75%
2 112% 96%
3 96% 93% 81%
4 95% 92% 43%
5 * * *
6 92% 82% 41%
7 96% 88% 54%
Como pode ser observado a partir dos resultados nas Tabelas 2 a 5 e nas Figuras 1 a 8, os exemplos da presente invenção foram os únicos códigos que foram capazes de espremer entre cerca de 90% e 110% do desinfetante ativo in10 troduzido no pano. Os exemplos produzidos com o tratamento com Carboquat® (Exemplos 1 e 2) se desempenharam melhor do
Petição 870180010084, de 05/02/2018, pág. 36/47 que os exemplos produzidos com o tratamento com SugaQuat® (Exemplos 3 e 4).
Embora os Exemplos Comparativos (Exemplos 5 a 8) tivessem resultados aceitáveis para algumas das soluções desinfetantes, nenhum foi capaz de produzir resultados aceitáveis nas soluções desinfetantes baseadas em quat (Virex 128, 3M-4L, 3M-5L) e na solução desinfetante lixiviadora.
Adicionalmente, os rolos dos panos do Exemplo 2 foram envelhecidos ainda mais em uma sala a 55 oC (130 oF) por um total de 45 dias. As amostras de rolos foram removidas da sala aquecida depois de 7 dias, 14 dias e depois de 45 dias. Cada rolo envelhecido termicamente nestes períodos de amostra foi então testado durante um período de 28 dias quanto à porcentagem de liberação de quat pelo método discutido acima. Os resultados estão plotados nas Figuras 9, 10 e 11.
Como pode ser observado na progressão das Figuras 9 a 11, a liberação de quat diminuiu com períodos mais longos de envelhecimento térmico. Entretanto, os panos foram capazes de permanecer dentro da faixa desejada de 90ba 110% de liberação de quat em cada caso. Adicionalmente, como pode ser observado nas Figuras 9, 10 e 11, a liberação de quat permaneceu razoavelmente constante (isto é, baixa variabilidade) durante o período inteiro do teste de liberação de quat.
Deve-se avaliar que os exemplos e o relatório descritivo precedentes, fornecidos a título ilustrativo, não devem ser interpretados como limitativos do âmbito desta inde 05/02/2018, pág. 37/47 venção, que é definida pelas reivindicações que se todos seus equivalentes.
seguem e
Petição 870180010084, de 05/02/2018, pág. 38/47

Claims (10)

  1. REIVINDICAÇÕES
    1. Pano seco para uso com soluções desinfetantes, CARACTERIZADO por compreender:
    um substrato seco que compreende 100% de fibras sintéticas; e um tratamento para liberação do desinfetante presente sobre o substrato em um nível adicionado entre 0,05% e 0,15%, baseado no peso do substrato;
    onde o tratamento para liberação do desinfetante é:
    um composto de X de N,N-dialquil-N.N-dimetilamônio, onde X é um grupo químico selecionado a partir do grupo de carbonato, bicarbonato, sulfato, metil-sulfato e etil-sulfato; ou um poliglicosídeo hidróxi-propil-alquil-laurildimetil-amônio.
  2. 2. Pano, de acordo com a reivindicação 1, CARACTERIZADO pelo fato de que o tratamento para liberação de desinfetante é um composto de dialqui-dimetil-amônio.
  3. 3. Pano, de acordo com a reivindicação 1, CARACTERIZADO pelo fato de que o tratamento para liberação de desinfetante é selecionado a partir do grupo de carbonato de didecil-dimetil-amônio e bicarbonato de didecil-dimetilamônio.
  4. 4. Pano, de acordo com a reivindicação 1, CARACTERIZADO pelo fato de que o tratamento para liberação de desinfetante é um poliglicosídeo hidróxi-propil-alquillauril-dimetil-amônio.
    de 05/02/2018, pág. 39/47
  5. 5. Pano, de acordo com a reivindicação 1, CARACTERIZADO pelo fato de que o substrato é feito de fibras de polipropileno, fibras de polietileno, fibras de poliéster, ou fibras bicomponentes.
  6. 6. Pano, de acordo com qualquer uma das reivindicações precedentes, CARACTERIZADO pelo fato de que o substrato é selecionado no grupo que consiste em um substrato fiado por fusão, um substrato assentado a seco, um substrato assentado a úmido, um substrato tricotado e um substrato tecido; e/ou o substrato é selecionado a partir do grupo de colado com rolo de estampagem, colado com passagem de ar, e hidroemaranhado.
  7. 7. Pano, de acordo com qualquer uma das reivindicações precedentes, CARACTERIZADO pelo fato de que compreende ainda um surfactante presente no substrato.
  8. 8. Sistema de pano para desinfetar superfícies, CARACTERIZADO pelo fato de que compreende o pano seco para uso com soluções desinfetantes conforme definido na reivindicação 1, uma solução desinfetante e um recipiente que contém o pano, e dentro do qual a solução desinfetante é introduzida.
  9. 9. Sistema de pano, de acordo com a reivindicação 8, CARACTERIZADO pelo fato de que a solução desinfetante é um desinfetante de amônio quaternário ou um desinfetante em solução lixiviadora.
  10. 10. Método para produzir o pano seco para uso com soluções desinfetantes conforme definido na reivindicação 1, para uso com soluções desinfetantes, CARACTERIZADO por comde 05/02/2018, pág. 40/47
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