"SISTEMA DE IMPLANTE DE ARTICULAÇÃO" PEDIDOS RELACIONADOS
Este pedido reivindica prioridade para o Pedido Provisório de Patente Norte-Americana de Número de Série 60/445.474, depositado em 5 de fevereiro de 2003.
CAMPO DA INVENÇÃO A presente invenção refere-se a um sistema de implante articulado para fixação a um osso. Especificamente, a presente invenção provê um sistema de implante articulado para substituição da ulna distai.
HISTÓRICO DA INVENÇÃO
Tanto a articulação radioulnar proximal como a distai são articulações sinoviais. A articulação proximal fica entre a cabeça do rádio e a incisura radial da ulna. A articulação radioulnar distai é separada do carpo por um disco que se estende da base do processo estilóide da ulna até o rádio. A articulação radioulnar é uma articulação pivotante formada entre a cabeça da ulna e a incisura da ulna na extremidade inferior do rádio. As superfícies articulares são unidas pelo ligamento radioulnar volar, o ligamento radioulnar dorsal e o disco articular. O ligamento radioulnar volar é uma estreita faixa de fibras que se estende da margem anterior da incisura ulnar do rádio até a frente da cabeça da ulna. 0 ligamento radioulnar dorsal se estende entre as superfícies correspondentes no aspecto dorsal da articulação. O disco articular tem forma triangular e fica posicionado transversalmente debaixo da cabeça da ulna, unindo firmemente as extremidades inferiores da ulna e do rádio. Sua periferia é mais espessa que o centro, o qual é eventualmente perfurado. Ele é ligado pelo seu ápice a uma depressão entre o processo estilóide e a cabeça da ulna; e por sua base, que é delgada, à borda proeminente do rádio, a qual separa a incisura ulnar da superfície articular do carpo. Suas margens são unidas aos ligamentos da articulação do carpo. Sua superfície superior, lisa e côncava, se articula com a cabeça da ulna, formando uma articulação artrodial; sua superfície inferior, também côncava e lisa, forma parte da articulação do carpo e se articula com o osso triangular e a parte mediai do lunático. Ambas as superfícies são revestidas por membrana sinovial; a superior, pela da articulação radioulnar distai, e a inferior, pela do carpo. 0 rádio se articula em pronação e supinação com a ulna distai. A ulna, um osso do antebraço relativamente reto ligado ao carpo, translada-se dorsal-palmarmente para aceitar o rádio ligeiramente curvo. Visto que depressão da fossa sigmóide na maior parte dos carpos é relativamente plana, são necessários ligamentos para suportar a ulna distai. Esses ligamentos incluem a fibrocartilagem triangular (TFC - Triangular Fibrocartilage), a sub-bainha do extensor ulnar do carpo (ECÜ - Extensor Carpi Ulnaris) e o complexo de ligamento colateral da ulna. Os elementos de estabilização da fibrocartilagem triangular (TFC), da sub-bainha do extensor ulnar do carpo (ECU) e do complexo de ligamento colateral da ulna são bem reconhecidos em conjunto com a importância do componente distai da ulna (cabeça da ulna) para a transferência de cargas compressivas entre o carpo ulnar e a ulna distai através da articulação radioulnar distai. A articulação radioulnar distai compartilha as forças de carga que ocorrem com a rotação do antebraço e a pega. O arco de pronação e de supinação tem em média de 150 a 160 graus, com a porção mais útil estando entre uma pronação de 80 graus e uma supinação de 45 graus.
Uma das fraturas mais comuns em humanos é a fratura do rádio distai. A instabilidade inerente do osso, as lesões aos tecidos moles e as lesões freqüentemente associadas tornam o tratamento das fraturas do rádio distai extremamente difícil. As fraturas do rádio distai são usualmente provocadas por uma queda sobre uma mão estendida. Quando uma pessoa cai sobre uma mão estendida, a mão subitamente se torna rígida e o momento linear da queda provocará tanto uma força de torção como uma força de compressão sobre o antebraço. O tipo de lesão que essas forças provavelmente provocarão depende da idade da pessoa lesionada. Nas crianças, e em adultos mais velhos, uma queda dessas provavelmente resultaria em uma fratura do rádio. As fraturas do rádio distai também podem resultar de trauma indireto, tal como pode ocorrer durante um acidente automobilístico. Há vários tipos de fraturas. Uma fratura sem deslocamento de eixo é uma fratura na qual as fissuras no osso e os pedaços fraturados permanecem em alinhamento. Uma fratura em galho verde dobra a parte posterior do rádio para longe da zona metafisária. Uma fratura com deslocamento de eixo é uma fratura na qual o osso se fratura em duas ou mais partes que saem de alinhamento. Uma fratura desse tipo pode ser extremamente dolorosa e gerar uma deformidade facilmente visível. Uma fratura aberta ou exposta é uma na qual as extremidades dos ossos são deslocadas e perfuram a pele. Nesses casos, há um risco significativo de infecção.
Para ossos fraturas deslocados se unirem corretamente e sem complicações, eles precisam ser reduzidos e mantidos em posição para que o corpo repare e substitua o osso danificado. O processo usualmente leva entre 4 e (12) semanas. Algumas fraturas podem ser reduzidas sem cirurgia, os ossos sendo mantidos em posição primeiro com uma tala e em seguida, quando a união tiver se iniciado, com gesso. No entanto, caso os ossos estejam gravemente deslocados ou se houver lesões que precisem de reparo, pode haver necessidade de cirurgia e os ossos podem precisar ser mantidos unidos por pinos ou fios. Métodos de tratamento fechado incluindo engessamento, pinos e gesso, e fixação externa têm com freqüência produzido resultados insatisfatórios. 0 tratamento usando a redução aberta formal e a fixação interna com o sistema de placa convencional, quando se obtém a redução anatômica e uma mobilização precoce, tem produzido alguns resultados promissores. 0 valor da imobilização imediata das articulações lesionadas é evidente.
Com as fraturas radiais distais, os músculos podem se enfraquecer gradualmente devido à falta de uso durante a união do osso. Um paciente pode precisar de fisioterapia de modo a recuperar o uso correto do carpo. A ruptura do ligamento, fraturas estilóides ulnares e fraturas na articulação radioulnar distai são ocorrências comuns após fraturas do rádio distai e outras lesões de instabilidade rotacional do antebraço. Uma fratura ou deslocamento que envolva a articulação radioulnar distai freqüentemente resulta em uma perda da rotação do antebraço associada a instabilidade ou incongruência entre a fossa sigmóide do rádio distai e a cabeça da ulna. Uma diversidade de diferentes fraturas envolvendo o rádio distai podem provocar essa condição, incluindo a fratura de Colles e as fraturas de Galeazzi.
Quando há uma perda de estabilidade da articulação radioulnar distai, há um enfraquecimento subseqüente na pega e no pinçamento, assim como uma perda potencial da rotação do antebraço. A instabilidade também pode estar associada com uma lesão da fibrocartilagem triangular ou do estilóide ulnar. Quando há a presença de instabilidade, vários procedimentos reconstrutivos do ligamento foram concebidos para auxiliar no tratamento da ulna distai instável. Infelizmente, a reconstrução do ligamento da ulna distai fica freqüentemente incompleta na restauração da estabilidade e a substituição da articulação é freqüentemente necessária.
Nos casos em que houver uma incongruência da superfície da articulação que envolva ou a articulação da cabeça da ulna com a fossa sigmóide do rádio distai, ou houver uma síndrome de impactação ulnar significativa entre a superfície articular distai da cabeça da ulna e o carpo da ulna, pode ser necessária uma substituição da articulação. Especificamente, isso pode incluir ou uma substituição da articulação da ulna distai ou procedimentos cirúrgicos projetados para encurtar a ulna ou excisar toda ou parte da ulna distai (por exemplo, os procedimentos de Darrach, Bowers ou de excisão combinada).
Implantes ou próteses são empregados para a restauração de ossos danificados das extremidades superiores e inferiores, tais como dedos, carpos, cotovelos, joelhos e tornozelos em pacientes humanos. Essas próteses são especialmente úteis na reconstrução de articulações que, por exemplo, tenham sido danificadas por condições patológicas como a artrite reumatóide, artrite degenerativa, necrose asséptica e para o tratamento de traumas que possam ter um efeito debilitante sobre as articulações. Há três tipos de artroplastias: 1) sem limitação, 2) semi-limitada e 3) totalmente limitada. Uma falha comum em todas essas concepções atuais de substituição de articulação é a incapacidade de reconstruir e religar as restrições capsulares e ligamentosas nativas vitais da articulação substituída, as quais ditam, em grande parte, o comportamento e a estabilidade da articulação (isto é, a sua cinemática).
As razões primárias para a cirurgia de substituição do carpo são aliviar a dor e manter a função do carpo e da mão. Por conseguinte, as indicações primárias para a reconstrução da articulação radioulnar distai por substituição prostética (apenas substituição da cabeça da ulna) geralmente se relacionam a uma fratura da ulna distai ou uma fratura que se estenda para dentro da articulação radioulnar distai, produzindo artrite pós-traumática. A artrite degenerativa por outras causas também é uma indicação primária. Isso é considerado no caso de haver uma artrite associada e um procedimento de encurtamento da ulna ser contra-indicado. A osteoartrite, a forma mais comum de artrite, resulta do desgaste gradual da cartilagem que reveste os ossos. Uma terceira condição para a substituição primária da ulna e a artrite reumatóide com uma articulação radioulnar distai dolorida e instável. A artrite reumatóide é uma doença inflamatória crônica das articulações que resulta em dor, rigidez e edema. A artrite reumatóide usualmente afeta várias articulações tanto do lado direito como do esquerdo do corpo. Ambas as formas de artrite podem afetar a força dos dedos e da mão, tornando difícil pegar ou pinçar. Em alguns casos, a fusão em conjunto dos ossos do carpo reduzirá ou eliminará a dor e melhorará a força da pega. No entanto, caso os ossos sejam fundidos em conjunto, a capacidade do carpo de se mover e se curvar é perdida. A cirurgia de substituição do carpo pode permitir a retenção ou recuperação dos seus movimentos. Nessas situações, a substituição prostética da ulna distai por um avanço de tecidos moles pode ser benéfica.
Uma prótese ulnar distai também é adequada para corrigir uma excisão prévia da ulna distai que tenha falhado. Esse será o caso tanto para uma excisão parcial da superfície articular como para uma excisão completa da ulna distai. Quando nos defrontamos com uma excisão mal-sucedida da ulna distai, temos opções no sentido da reconstrução sem restauração da articulação radioulnar distai (DRUJ - Distai Radioulnar Joint). Por exemplo, uma ulna distai mal-sucedida pode ser corrigida por uma interposição do pronador quadrado, ou, caso tenha havido apenas uma excisão parcial, uma fusão da articulação radioulnar distai combinada com uma pseudo-artrose proximal (procedimento de Suave-Kapandji). No entanto, esses procedimentos não restauram a função normal da DRUJ de movimentação ou de transferência de carga e podem estar associados com a instabilidade da ulna distai e com a colisão proximal da ulna com o rádio distai. Nesses casos, geralmente é preferível uma prótese de ulna distai. Uma prótese ulnar distai também é adequada para corrigir uma substituição prostética prévia, tal como uma substituição da cabeça da ulna por silicone que tenha falhado.
Seria desejável uma prótese ulnar ligável a uma bolsa de tecido mole, incluindo a fibrocartilagem triangular, a sub-bainha de ECU, e o complexo de ligamento colateral da ulna para, dessa forma, manter a estabilidade da articulação radioulnar distai, a qual se alinha anatomicamente com a fossa sigmóide do rádio distai e seja isossimétrica com o centro anatômico de rotação do antebraço e que possibilite uma rotação normal do antebraço de aproximadamente 150-170 graus. Mais especificamente, seria desejável ter uma prótese ulnar distai modular na qual não haja risco de separação dos dois componentes (o tronco e a cabeça) devido a forças biomecânicas dos tecidos ligados por sutura ao implante.
SUMÁRIO DA INVENÇÃO A presente invenção refere-se a um sistema de implante articulado para fixação a um osso. O sistema de implante possui dois componentes: um componente de fixação (12) e um componente de articulação (14). O componente de fixação (12) possui uma primeira (16) e segunda extremidades (18). A primeira extremidade (16) do componente de fixação é configurada para a fixação a um osso. Esse pode ser, por exemplo, um tronco (12) . A segunda extremidade (18) do componente de fixação é configurada para a ligação operacional ao componente de articulação. São providos meios de ligação por sutura na segunda extremidade (18) do componente de fixação ou próximos dela. Eles podem ser, por exemplo, a provisão de orifícios (24 e 26) para o recebimento de suturas, os orifícios posicionados através de uma extensão provida na segunda extremidade (18) do componente de fixação. O componente de articulação é configurado para articulação contra osso ou cartilagem. Opcionalmente, uma área do componente de articulação pode ter uma superfície porosa para o crescimento para dentro. Essa área estaria preferivelmente próxima dos meios de ligação de sutura do componente de fixação. Um meio de conexão cônica pode ser provido em uma primeira extremidade dela. 0 componente de articulação é configurado para a ligação operacional ao componente de fixação. Isso pode ser feito, por exemplo, por um cone Morse. É preferível que os meios de ligação por sutura do componente de fixação colaborem com o componente de articulação de tal modo que os meios de ligação sejam providos em um local adequado próximo da superfície de articulação.
Em uma configuração, é provida uma extensão na segunda extremidade do componente de fixação. São providos orifícios para sutura tanto na extremidade distai como na proximal da extensão. É provido um orifício através do componente de articulação de tal modo que o componente de fixação passe através dele, o orifício para sutura provido na extremidade distai da extensão estendendo-se através do orifício, os orifícios para sutura providos na extremidade proximal da extensão não passando através do orifício. Assim, quando da montagem, o sistema de implante terá meios de ligação em ambas as extremidades do componente de articulação. O sistema de implante de articulação da presente invenção é particularmente adequado a um implante modular ulnar para inserção após uma excisão da ulna distai. Na configuração de implante ulnar modular, o componente de fixação é um tronco e o componente de articulação é uma cabeça. Geralmente, o implante ulnar modular compreende uma cabeça excêntrica e um tronco, o tronco tendo orifícios para sutura para receber suturas de ancoragem do implante a tecidos moles que fiquem expostos após a excisão da ulna distai. Preferivelmente, o tronco se liga à cabeça por meio de um cone Morse. Esses tecidos moles incluem a cápsula colateral da ulna, a fibrocartilagem triangular e a sub-bainha do extensor ulnar do carpo. A cabeça fica deslocada do tronco, é triangulada para reproduzir a anatomia normal e possui um arco de aproximadamente 200° para encaixe com a incisura sigmóide radial. A cabeça inclui um orifício que se estende completamente através dela para receber uma extensão do tronco. Além disso, a cabeça pode incluir um orifício de drenagem e uma interface para instrumentos em sua superfície distai de modo a possibilitar uma efetiva montagem e posicionamento rotacional in vivo. Opcionalmente, a cabeça é revestida, pelo menos próximo da porção triangulada, com um revestimento de crescimento de modo a promover esse crescimento com os tecidos moles. O tronco possui uma primeira e segunda extremidade. A primeira extremidade do tronco é configurada para fixação a um osso, é afunilada para combinar com a anatomia do canal ulnar e é preferivelmente ranhurada para uma fixação efetiva no canal. A segunda extremidade do tronco é configurada para ligação operacional à cabeça. O tronco inclui uma plataforma próxima à interface da cabeça na segunda extremidade do tronco para evitar o afundamento em direção ao canal ulnar. O tronco inclui orifícios para sutura para receber suturas de modo a ancorar o implante aos tecidos moles. Os orifícios para sutura ancoram o implante aos tecidos moles triangulares. Pode-se usar um anel de extensor do tronco para acrescentar altura adicional à excisão. O tronco pode incluir uma interface para instrumentos para controle de posicionamento.
Em uma configuração, o tronco inclui uma extensão na segunda extremidade, preferivelmente posicionada centralmente sobre um cone Morse. A extensão é configurada para recepção através do orifício na cabeça. Pelo menos um orifício para sutura é provido na extremidade distai da extensão para receber suturas, o orifício para sutura sendo acessível após a cabeça ter sido colocada no tronco. Os orifícios para sutura também podem ser providos na plataforma junto à segunda extremidade do tronco, próximo da interface com a cabeça. Nessa configuração, os orifícios para sutura na plataforma e na extensão ancoram o implante aos tecidos moles triangulares. 0 sistema de implante de articulação possibilita a ligação de tecidos próximos de uma superfície ou local de um componente de articulação, sem a ligação da sutura àquele componente. Isso possibilita uma rotação e orientação independente do componente de articulação, uma cabeça em um sistema de implante ulnar modular, com respeito à ligação por sutura ao tecido. As forças ou limitações da ligação ao tecido não afetam a orientação ou comportamento do componente de articulação. O implante também possibilita mais versatilidade da ligação por sutura por não ser limitado à área fora da articulação do componente de articulação.
No caso de um implante ulnar típico, há o risco de separação dos componentes devido à rotação do implante com relação ao tecido circundante que poderia ser ligado por sutura ao implante. Com o presente projeto, é eliminado o risco de separação dos componentes. Usando o implante ulnar modular da invenção não há risco de separação dos dois componentes (o tronco e a cabeça) devido a forças biomecânicas dos tecidos ligados por sutura ao implante.
Por ter os meios de ligação por sutura no componente de fixação, um tronco em um sistema de implante ulnar modular, as forças da ligação ao tecido por sutura são transferidas diretamente através do componente de fixação ao osso e não através da conexão do componente de articulação com o componente de fixação.
BREVE DESCRIÇÃO DOS DESENHOS A Figura 1 ilustra uma configuração de um implante ulnar modular em conformidade com a presente invenção. A Figura 2 ilustra o tronco do implante ulnar modular da Figura 1. A Figura 3 ilustra a cabeça do implante ulnar modular da Figura 1.
DESCRIÇÃO DETALHADA DA INVENÇÃO A presente invenção refere-se a um sistema de implante articulado para fixação a um osso. 0 sistema de implante possui dois componentes: um componente de fixação e um componente de articulação. A Figura 1 ilustra um implante ulnar modular (10) em conformidade com o sistema de implante de articulação da presente invenção. O implante (10) se destina a ser uma substituição anatômica da ulna distai após a sua excisão. O implante ulnar modular (10) inclui um componente de fixação e um componente de articulação.
Especificamente, o componente de fixação é um tronco (12) e o componente de articulação é uma cabeça (14) . Preferivelmente, o tronco (12) se liga à cabeça (14)por meio de um cone Morse.
Com referência especifica à Figura 1, o tronco (12), ou o componente de fixação, é alongado e moldado com uma primeira e segunda extremidades (16) e (18) . A primeira extremidade do tronco (16) é configurada para fixação a um osso, especificamente para inserção no canal intramedular da ulna distai para, dessa forma, ancorar o implante ulnar modular à ulna distai. 0 tronco (12) é afunilado para combinar com a anatomia do canal ulnar e facilitar a inserção da primeira extremidade do tronco (16) no canal intramedular da ulna distai. Preferivelmente, o tronco (12) é provido com ranhuras (20) para evitar a rotação do tronco (12) dentro do canal intramedular da ulna distai, dessa forma propiciando a fixação efetiva do implante (10) no canal. A segunda extremidade do tronco (18) pode ser moldada com uma superfície rústica ou porosa para permitir uma união sem cimento entre o tronco e a ulna distai. Alternativamente, ou em acréscimo a essa superfície, pode-se usar cimento para ancorar o tronco (12) no canal intramedular da ulna distai. A segunda extremidade do tronco (18) é configurada para ligação operacional à cabeça (14) . O tronco (12) inclui uma plataforma (22) próxima à interface da cabeça na segunda extremidade do tronco (18) para evitar o afundamento em direção ao canal ulnar ou a penetração excessiva do tronco (12) para dentro do canal intramedular da ulna distai. O tronco (12) inclui, na segunda extremidade do tronco 18 ou próximo a ela, orifícios para sutura (24 e 26) para receber suturas de modo a ancorar o implante (10) aos tecidos moles. Suturas passadas através dos orifícios para sutura (24 e 26) ancoram o implante aos tecidos moles triangulares que ficam expostos após a excisão da ulna distai. Esses tecidos moles incluem a cápsula colateral da ulna, a fibrocartilagem triangular e a sub-bainha do extensor ulnar do carpo. Pode-se usar um anel de extensor do tronco para acrescentar altura adicional à excisão. O tronco (12) pode incluir uma interface para instrumentos para controle de posicionamento.
Como visto mais claramente na Figura 2, o tronco (12) inclui uma extensão (28) na segunda extremidade (18), preferivelmente posicionada centralmente e moldada como um cone Morse. A extensão (28) é configurada para recepção através de um orifício (32) na cabeça (14).
Pelo menos um orifício para sutura (24) é provido na extremidade distai (30) da extensão (28) para receber suturas, o orifício para sutura (24) sendo acessível após a cabeça (14) ter sido colocada no tronco (12). Os orifícios para sutura (26) também podem ser providos na plataforma (22) junto à segunda extremidade do tronco (18), próximo da interface com a cabeça (14). Nessa configuração, os orifícios para sutura (26 e 24) na plataforma e na extensão, respectivamente, ancoram o implante (10) aos tecidos moles triangulares. A cabeça (14), ou componente de articulação, conforme mostrado na Figura 3, é configurada para articulação contra o osso ou cartilagem. Com referência à Figura 1, pode-se ver que a cabeça (14) está deslocada do tronco (12) após o implante (10) ter sido montado. A cabeça (14) é triangulada para reproduzir a anatomia normal e possui um arco de aproximadamente 200° para encaixe com a incisura sigmóide radial. A cabeça inclui um orifício (32) que se estende completamente através dela para receber uma extensão do tronco. Em configurações alternativas, a cabeça (14) pode incluir um orifício estendendo-se menos que completamente através dela para o encaixe com a segunda extremidade (18) do tronco (12). Além disso, a cabeça (14) pode incluir um orifício de drenagem e uma interface para instrumentos em sua superfície distai de modo a possibilitar uma efetiva montagem e posicionamento rotacional in vivo. Opcionalmente, a cabeça (14) é revestida, pelo menos próximo da porção triangulada, com um revestimento de crescimento para dentro, ou de outra forma provida de uma superfície porosa, de modo a promover esse crescimento com os tecidos moles. A segunda extremidade (18) do tronco (12) e o orifício (32) da cabeça (14) são complementares de modo a prover um encaixe firme entre a cabeça (14) e o tronco (12) quando a segunda extremidade do tronco (18) é inserida no orifício (32) da cabeça (14). Assim, por exemplo, o orifício (32) é provido através da cabeça (14) de tal modo que a extensão (28) do tronco (12) passe completamente através dele, com tanto a extensão (28) do tronco (12) como o orifício (14)sendo cones Morse.
Na configuração mostrada na Figura 1, a inserção da extensão do tronco (28) através do orifício (32) resulta no orifício para sutura (24) provido na extremidade distai 30 da extensão (28) estendendo-se através do orifício (32) enquanto os orifícios para sutura (26) providos na extremidade proximal da extensão (34) não passam através do orifício (32). Assim, quando da montagem, o implante (10) terá orifícios para sutura em ambas as extremidades da cabeça (14).
Dessa forma, usando o implante ulnar modular da invenção, o implante é ligado aos tecidos moles por meio do tronco (ou componente de fixação) . Por ter os meios de ligação por sutura no componente de fixação, um tronco em um sistema de implante ulnar modular, as forças da ligação ao tecido por sutura são transferidas diretamente através do componente de fixação ao osso e não através da conexão do componente de articulação com o componente de fixação. Como resultado, não há risco de separação da cabeça e do tronco devido a forças biomecânicas dos tecidos ligados por sutura ao implante.
De modo a inserir um implante ulnar em conformidade com o sistema de implante de articulação da presente invenção, a ulna distai é primeiro exposta. A ulna distai pode ser exposta fazendo-se uma incisão ao longo da diáfise da ulna distai em linha com o estilóide ulnar. Alternativamente, uma incisão dorsal centralizada sobre a articulação radioulnar distai em linha com a quarta metacarpiana pode ser usada para expor a ulna distai. Uma vez exposta, pode-se colocar um gabarito contra a ulna distai e posicionado distalmente sobre a superfície articular da ulna distai para marcar o comprimento da excisão prescrita. A ulna distai é excisada, por exemplo, usando uma serra oscilante, expondo o canal intramedular e os tecidos moles anteriormente adjacentes à ulna distai. Uma vez exposto, o canal intramedular é identificado e alargado para acomodar um tronco de tamanho apropriado.
Antes da inserção do implante ulnar, pode-se usar um tronco de teste e uma cabeça de teste para verificar o alinhamento anatômico e assegurar que o comprimento correto da excisão foi alcançado. Após a remoção do tronco de teste e da cabeça de teste, o tronco do tronco pode ser inserido no canal intramedular da ulna distai para ancorar o implante à ulna distai. Especificamente, a primeira extremidade do tronco é inserida no canal intramedular, por exemplo, através do uso de um elemento de impacto até que a plataforma entre em contato com a ulna distai. 0 encaixe entre o tronco e a ulna distai pode ser avaliado pela aplicação de uma tração distai ao tronco. Qualquer movimento do tronco no canal intramedular da ulna distai indica que não foi obtido um encaixe firme. Caso não tenha sido obtido um encaixe firme entre o tronco e a ulna distai após a ação de impacto sobre o tronco, poderá ser usado um cimento ósseo tal como o polimetilmetacrilato para cimentar o tronco à ulna distai.
Uma vez que o tronco tenha sido preso dentro da ulna distai, a cabeça pode ser impactada no tronco. Especificamente, a extensão na segunda extremidade do tronco pode ser inserida no orifício moldado na cabeça. A cabeça pode ser avançada para o tronco com um elemento de impacto até se obter um encaixe firme entre a cabeça e o tronco. 0 tronco pode em seguida ser suturado ao tecido mole anteriormente adjacente à ulna distai, especificamente a cápsula colateral da ulna, a fibrocartilagem triangular e a sub-bainha do extensor ulnar do carpo, usando os orifícios para sutura moldados no tronco. Pode-se usar suturas não absorvíveis. Por ter as suturas ligadas ao implante através do componente de fixação, as forças da ligação ao tecido por sutura são transferidas diretamente através do componente de fixação ao osso, dessa forma reduzindo ou eliminando o risco de separação dos componentes devido a tais forças. Após a cabeça ser ligada ao tronco e o tronco ter sido suturado ao tecido mole, as suturas podem ser amarradas para dentro do manguito capsular que cerca o implante e os tecidos subcutâneos e a pele podem ser fechados sobre o implante.
Embora tenha sido descrita uma configuração preferida da presente invenção, deve-se entender que diversas mudanças, adaptações e modificações podem ser feitas a ela sem se desviar do espírito da invenção e do escopo das reivindicações anexas.